Com 32%, Lula é o mais preparado para acelerar o crescimento da economia, diz eleitor

Segundo pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados citaram o ex-presidente

Via: FOLHA

SÃO PAULO

O ex-presidente Lula é o pré-candidato ao Planalto mais preparado para acelerar o crescimento da economia do país, avalia o eleitor brasileiro. Segundo pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados citaram o petista como o melhor nome para desempenhar essa missão.

O resultado da pesquisa é bastante similar ao quadro geral de intenção de voto do eleitor, com o ex-presidente sendo seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 15%, e Marina Silva (Rede), 8%.

Lula encerrou seu segundo mandato na Presidência, em 2010, com alta aprovação popular e uma taxa de crescimento do PIB de 7,6%, o maior índice desde 1985. Mas o PT depois levaria o país, no governo de Dilma Rousseff, a uma de suas mais graves recessões.

De 2014 a 2016, a produção e a renda do país encolheram 8,2%. Neste ano, o mercado estima um crescimento em torno de 1,7%.

Para reverter esse quadro de estagnação, Lula é o favorito de eleitores de todas as faixas etárias e regiões do país. No Nordeste, onde tradicionalmente tem maior aprovação, o petista é visto como o  melhor remédio para a economia por 51% dos entrevistados, contra apenas 8% do segundo colocado, Bolsonaro.

A vantagem do ex-presidente, porém, diminui conforme aumentam a escolaridade e a renda dos eleitores.
No grupo que possui apenas o ensino fundamental, ele atinge 37%, contra 9% de Bolsonaro. Entre os entrevistados com nível de ensino superior, ambos estão empatados, com 20%.
Do mesmo modo, Lula chega a 40%, versus 11% de Bolsonaro, no grupo com renda mensal de até dois salários mínimos. Entre os mais ricos, com mais de dez salários, o petista cai para terceiro (14%), atrás de Bolsonaro (22%) e do tucano Geraldo Alckmin (17%).

Nesse grupo, o ex-presidente fica tecnicamente empatado com Henrique Meirelles (MDB), —citado por 12%—, ex-ministro da Fazenda (governo Temer) e ex-presidente do  Banco Central (gestão Lula).

Preso desde 7 de abril, Lula ainda lidera a lista de intenção de voto para o Planalto quando seu nome é incluído entre os pré-candidatos. É o preferido de 30% dos entrevistados. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista é inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Segundo o Datafolha, a maioria da população acredita que o ex-presidente não será candidato, mas o número registrou queda na última pesquisa. Passou de 62% em abril para 55% no início de junho.
Já os que avaliam que ele participará da disputa passaram de 34% para 40%.

A percepção de que o ex-presidente não concorrerá às eleições, no entanto, não significa que os entrevistados acreditem que ele não deveria ser candidato. Nesse caso, constata-se um empate. Para 48%, Lula deveria ser impedido de concorrer, enquanto 49% são contra vetá-lo.
Quaisquer que sejam os candidatos, o eleitor acredita que saúde (41%) e educação (20%) deveriam ser a prioridade do próximo presidente.

A saúde também aparece, ao lado da corrupção, no topo da lista dos principais problemas do país. Foram mencionadas por 18% dos brasileiros. Em seguida foram citados o desemprego (14%) e a violência (9%).

Reprovado por 82% dos entrevistados, o governo de Michel Temer (MDB) registrou queda em sua nota média. O número chegou agora a 1,9, com a maioria (53%) atribuindo nota 0 ao presidente.

Em abril, a média era levemente melhor: 2,7, sendo que 41% deram nota zero.

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‘Impotentes e frustrados’ são os mais agressivos na internet

VIA BBC BRASIL

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Image captionPamela Rutledge é diretora do Media Psychology Research Center (Centro de Pesquisas sobre Psicologia e Mídia), na Califórnia, dedicado a estudar a relações entre a mente e a tecnologia

Impotência, frustração e uma necessidade de se impor sobre outras pessoas. Assim, a psicóloga americana Pamela Rutledge, diretora do Media Psychology Research Center (Centro de Pesquisas sobre Psicologia e Mídia), na Califórnia, avalia a agressividade de muitos “comentaristas” de redes sociais em tempos de polarização política no Brasil.

Referência em um ramo recente da psicologia dedicado a estudar as relações entre a mente e a tecnologia, Rutledge ressalta que as pessoas “são as mesmas”, tanto em ambientes físicos quanto virtuais. Mas faz uma ressalva sobre a impulsividade de quem dedica seu tempo a ofender ou ameaçar pessoas nas caixas de comentários de sites de notícias e páginas de política:

“Já estamos acostumados com a ideia de que nosso comportamento obedece a regras sociais, mas ainda não percebemos que o mesmo vale na internet”.

Leia mais: Por que o Facebook mantém no ar páginas que pregam morte a políticos?

Além da polarização política ou ideológica, a especialista comenta a ascensão de temas como diversidade sexual, racismo e machismo ao debate público, graças às redes sociais.

“Tudo isso já acontecia, mas não tínhamos conhecimento.”

Leia os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil – Estamos mostrando o nosso ‘lado negativo’ nas redes sociais?

Pamela Rutledge – As pessoas são as mesmas, online ou offline. Mas a internet tem a ver com respostas rápidas. As pessoas falam sem pensar. É diferente da experiência social offline, em que você se policia por conta da proximidade física do interlocutor. Nós já estamos acostumados com a ideia de que nosso comportamento obedece a regras sociais, mas ainda não percebemos que o mesmo vale na internet.

BBC Brasil – No Brasil, a polarização política tem levado pessoas com visões distintas a se ofenderem e ameaçarem, tanto em comentários em sites de notícias quanto nas redes sociais. A internet estimularia o radicalismo?

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Rutledge – As redes sociais encorajam pessoas com posições extremas a se sentirem mais confiantes para expressá-las. Pessoas que se sentem impotentes ou frustradas se comportam desta maneira para se apresentarem como se tivessem mais poder. E as pessoas costumam se sentir mais poderosas tentando diminuir ou ofender alguém.

BBC Brasil – Os comentários na internet são um índice confiável do que as pessoas realmente acreditam?

Rutledge – Depende do tópico. Mas as pessoas que tendem a responder de maneira agressiva não representam o sentimento geral.

BBC Brasil – As pessoas com opiniões menos radicais têm menos disposição para comentar do que as demais?

Rutledge – Sim. Porque os comentários agressivos têm mais a ver com a raiva das pessoas do que com uma argumentação para mudar a mente das outras. Quem parte para a agressividade, não está dando informações para trazer alguém para seu lado, estas pessoas querem apenas agredir.

BBC Brasil – A “trollagem”, gíria de internet para piadas ou comentários maldosos sobre anônimos e famosos, muitas vezes feitos repetidamente, é vista por muita gente como diversão. Há perigos por trás das piadas?

Rutledge – No caso das celebridades que são alvo da ”trollagem”, os fãs vêm defendê-las, então, elas não costumam precisar tomar qualquer iniciativa. No caso dos anônimos, a recomendação é usar ferramentas para solução de conflitos, como encorajar seus amigos e conhecidos a não serem espectadores, mas a tomarem atitudes em defesa do ofendido. Isso não significa discutir com os autores das ofensas, porque isso alimenta os ”trolls” e é isso que eles querem.

BBC Brasil – Os procedimentos de segurança do Facebook e do Twitter sãosuficientes para proteger os alvos de bullying?

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Rutledge – Seria ingênuo esperar que qualquer companhia, mesmo do tamanho do Facebook e do Twitter, seja capaz de monitorar e ajudar neste tipo de situação. E não dá para deixar só para as empresas aquilo que devemos ser responsáveis, nós mesmos. É importante que as pessoas entendam como funcionam as ferramentas e seus mecanismos para privacidade. Se a conclusão for que o Facebook não oferece o suficiente, que as pessoas se posicionem e reclamem: ”Não é suficiente”.

BBC Brasil – Que tipo de doenças são ligadas ao uso da internet ou das redes sociais?

Rutledge – A resposta simples é não, não há doenças causadas pela internet. Há preocupações recorrentes com o vício em internet ou em redes socais. Mas vícios são doenças bastante sérias e a internet não cria personalidades com vícios. As pessoas usam as redes da mesma forma que usam álcool, jogos, chocolate, ou qualquer outra coisa que mascare problemas maiores.

BBC Brasil – Problemas como…?

Rutledge – Falta de autoestima, depressão. É importante chegar à real causa do vício, apenas cortar a internet não muda nada.

BBC Brasil – Temas como diversidade sexual, racismo e machismo, vistos como tabus até recentemente, são hoje bastante populares online. Como vê estes tópicos ganhando atenção?

Rutledge – É sempre positivo que as pessoas debatam e desenvolvam seu conhecimento sobre temas. Mesmo que a conversa termine de forma negativa, isso ainda vale para que se perceba o que está acontecendo a seu redor. Afinal, tudo isso já acontecia, mas não tínhamos conhecimento – e isso significa que estamos nos aproximando da possibilidade de transformá-las.

BBC Brasil – Quais são os conselhos para os pais ajudarem seus filhos a não embarcarem nas ondas de ódio das redes sociais?

Rutledge – A primeira coisa é conversar com as crianças desde muito cedo sobre tecnologia. Muitos evitam porque não entendem bem a tecnologia. Mas a tecnologia é apenas o “lugar” onde as coisas estão acontecendo; o principal ainda são os valores. Então, se algo está acontecendo em qualquer plataforma que os pais não conheçam bem, a sugestão é que chamem as crianças e peçam que elas deem seu ponto de vista. Aí sim eles poderão entender como as crianças estão lidando com a questão e, a partir daí, decidir quais devem ser as preocupações. A responsabilidade pode ser compartilhada. É importante ensinar os filhos a pensarem criticamente.

BBC Brasil – Muitos acham que ler históricos de conversas dos filhos ou usar apps para controlá-los é a melhor forma de ajudar as crianças. O controle é uma boa saída?

Rutledge – Os pais precisam entender que devem escutar seus filhos. Claro que cada situação tem suas características, mas geralmente controlar significa que você não conversou com eles e não lhes deu oportunidades para tomar decisões.

O problema é que, em algum momento, eles vão precisar tomar decisões por si mesmos e você não vai estar ali, nem o seu “app de controle”. Então, é muito melhor dialogar, e isso costuma ser muito difícil para os pais, que tendem dizer o que os filhos devem fazer, sem conversa.

Desinteresse com a Copa bate recorde e atinge 53% no país, aponta Datafolha

VIA: BAHIA NOTÍCIAS

O desinteresse dos brasileiros com a Copa aumentou às vésperas do início da disputa na Rússia, marcado para esta quinta-feira (14). O primeiro jogo do Brasil será domingo (17), contra a Suíça, às 15h. De acordo com a pesquisa nacional do Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo e realizada na semana passada, 53% dos brasileiros afirmam não ter nenhum interesse pelo Mundial, isso em um ano eleitoral, com a economia fraca e ainda na ressaca de uma manifestação de caminhoneiros que quase paralisou o país. No final de janeiro, o índice de desinteressados era de 42%. Segundo o Datafolha, a marca de agora é a pior às vésperas do torneio desde 1994, quando o instituto fez a pergunta pela primeira vez. O desinteresse pelo Mundial da Rússia se destaca entre as mulheres (61%), pessoas de 35 a 44 anos (57%), moradores da região Sul (59%) e aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos (54%). O Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios na quinta (7) e sexta-feira (8), e a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Gasolina aumenta de novo nas refinarias nessa sábado

Com a alta, o preço do combustível nas refinarias passará de R$ 1,9521 para R$ 1,9873 por litro a partir deste sábado (8).

A Petrobras elevou em 1,80% o preço da gasolina comercializada nas refinarias. O reajuste vale a partir deste sábado (8). Com a alta, o preço da gasolina A nas refinarias passará de R$ 1,9521 para R$ 1,9873 por litro. Na quinta (7), a Petrobras havia reduzido em 0,48% o preço da gasolina.

O preço do diesel segue congelado a R$ 2,0316 por litro desde 1º de junho, quando a estatal reduziu em R$ 0,07 o preço. O compromisso foi originado da greve de caminhoneiros, iniciada no dia 21 de maio. Uma das principais reivindicações da categoria era a redução no preço do diesel.

Política de preços dos combustíveis
A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente.

Em março deste ano, a empresa mudou sua forma de reajustes, e passou a divulgar preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias — e não mais os percentuais de reajuste.

Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 51,27% e, o do diesel, de 49,92%.

Após pedido de FHC, empresas usadas pela Odebrecht, deram Propina ao tucano

Globo

Duas empresas ligadas ao Grupo Petrópolis, usadas pela Odebrecht para pagamentos ilegais de caixa 2 a políticos e investigada pela Lava-Jato, fizeram, em 2010, doações ao candidato ao Senado tucano pelo Mato Grosso Antero Paes de Barros Neto. Esses recursos foram supostamente o resultado de um pedido do ex-presidente Fernando Henrique a Marcelo Odebrecht. As informações foram obtidas por meio de um cruzamento dos dados da planilha paralela da Odebrecht, apreendida na 23ª fase da Lava-Jato, e a prestação de contas do candidato tucano. A doação foi legal.

 

Lula será lançado candidato nessa noite

Candidatura de Lula será lançada nesta sexta-feira, em Contagem (MG); vídeo da campanha defende a tese de que o Brasil pode voltar a ser feliz, depois do caos econômico e social trazido pelo governo golpista de Michel Temer e FHC; por meio de uma carta, que vem preparando há alguns dias, Lula dirá que quer voltar a ser presidente para “acabar com o sofrimento do povo brasileiro”; confira o vídeo

BRASÍLIA (Reuters) – O principal personagem não estará presente de carne e osso, mas o PT aposta na magia que ainda envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mobilizar a militância no lançamento da pré-candidatura dele, nesta sexta-feira, em Contagem (MG), na tentativa de demonstrar unidade sobre a ideia de Lula candidato.

O tom do evento é emocional, uma convenção do partido sem o candidato, mas com o espírito de Lula. O carismático ex-presidente, preso há dois meses em Curitiba, falará aos militantes por meio de uma carta, que está sendo chamada de “Manifesto ao Povo Brasileiro”.

APÓS ARRUINAR A ECONOMIA, TEMER ABRE CRISE CAMBIAL: DÓLAR PERTO DE R$ 4

Com a economia em ruínas, o governo Temer agora ameaça lançar o país numa crise cambial que pode reeditar o caos de Parente em escala ainda mais dramática; o dólar está disparando no país -acumula alta de 15,8% frente ao real neste ano; na manhã desta quinta (7), estava beirando o valor-símbolo de R$ 4, sendo negociado a R$ 3,91, apesar das intervenções do BC 

Via: 247 com agências Com a economia em ruínas, o governo Temer agora ameaça lançar o país numa crise cambial que pode reeditar o caos de Parente em escala ainda mais dramática. O dólar está disparando no país -acumula alta de 15,8% frente ao real neste ano. Na manhã desta quinta, estava beirando o valor-símbolo de R$ 4, sendo negociado a R$ 3,91, apesar das intervenções do BC .

Ontem, um dos maiores “gurus” econômicos globais, o egípcio Mohamed El-Erian escreveu em seu perfil no twitter que depois de Argentina e Turquia, o Brasil será o próximo a enfrentar um distúrbio no mercado de câmbio.  Ele destacou que a recente queda do real coloca o Banco Central em uma posição bastante complicada. “E há pouco espaço para erros, já que sua capacidade de resposta está sendo monitorada de perto por investidores nacionais e estrangeiros”, destacou.

Os indicadores desastrosos da economia não param de ser divulgados, um após outro. Ontem, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou que as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 3.286 unidades no país em maio. O número representa uma queda de 20,6% em relação a abril e 15,8% na comparação com maio de 2017. A Anfavea também anunciou que a produção de automóveis, veículos leves e caminhões e ônibus recuou 15,3% em maio, para 212,3 mil unidades, na comparação anual. Em relação ao mês de abril, a retração foi ainda maior, de 20,2% – uma perda nominal de 53,8 mil unidades.

Também ontem saíram os números referentes aos preços do leite. Os preços do leite no spot (negociação entre os laticínios) registraram forte alta após o fim da greve dos caminhoneiros. Conforme levantamento do MilkPoint, na segunda quinzena de maio, antes do início da paralisação, o litro no spot estava em R$ 1,53 por litro, na média nacional. Atualmente, está em R$ 1,66, ou seja, houve alta de 8,5%. Os preços no spot são negociados quinzenalmente pelas empresas.

Em parte, os números são resultantes do caos de Pedro Parente, que levou o país à quase paralisação depois da reação dos caminhoneiros à irresponsável política de preços dos combustíveis; mas inserem-se no contexto amplo da gestão ruinosa da economia, como o demonstra o risco de crise cambial.

‘Vaquinha’ na internet para Lula arrecada R$ 44 mil no primeiro dia

Plataforma virtual lançada pelo PT conquista 556 doadores em um dia

Via: O GLOBO

SÃO PAULO — Com o slogan “Lula: o Brasil feliz de novo”, o PT lançou na quarta-feira o ambiente digital para que simpatizantes do partido e eleitores doem dinheiro para a pré-candidatura à Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, preso depois de ser condenado, em segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a Lei da Ficha Limpa, ele está inelegível, mas ainda assim pode solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro da candidatura. Até as 21h de ontem, R$ 44.891 já haviam sido arrecadados, em um total de 556 doadores.

Caso uma pré-candidatura não seja confirmada em agosto, no prazo final de registro, a legislação eleitoral prevê que todo o dinheiro arrecadado deverá ser devolvido aos doadores.

No site da “vaquinha virtual”, quem quiser colaborar pode optar por valores que variam de R$ 10 a R$ 1.064. Quem pretende doar mais precisa voltar à página após o prazo de 24 horas. Ainda são cobradas taxas de 8% do valor doado para quem fizer a transação por meio de cartões de crédito e débito. Quem pagar via boleto terá que desembolsar R$ 5,89 e uma taxa de 4% sobre o valor doado. O financiamento coletivo foi aprovada na reforma política de 2017.

O processo, que lembra o de uma vaquinha, funcionará em duas etapas: até o dia 15 de agosto (prazo final para o registro das candidaturas), estarão disponíveis as campanhas de doações para pré-candidaturas. Somente após esse período, a arrecadação passará a ser feita para as candidaturas já oficializadas.

Outros pré-candidatos à Presidência já lançaram plataformas semelhantes. A mais bem-sucedida até agora é a de João Amoêdo (Novo), que já recebeu mais de R$ 200 mil. O presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) arrecadou pouco mais de R$ 1 mil, por meio da página do partido. A plataforma própria de colaboração ainda não está no ar.

Já Álvaro Dias (Podemos) conseguiu R$ 11 mil, de 84 doadores, A pré-candidata da Rede, Marina Silva, anunciou que vai lançar a plataforma de financiamento coletivo depois da Copa do Mundo. Ela terá o apoio do mesmo grupo que construiu o sistema de financiamento coletivo mais bem-sucedido nas últimas eleições, a da campanha de Marcelo Freixo à prefeitura do Rio. Além disso, o partido já recebe doações por meio de sua página oficial. O tucano Geraldo Alckmin ainda não lançou o sistema próprio e, por enquanto, foca a arrecadação virtual no âmbito partidário, já que também é presidente do PSDB. Ciro Gomes (PDT) vai lançar o sistema amanhã, enquanto Jair Bolsonaro (PSL) ainda não anunciou os planos para o setor.

 

NEOLIBERALISMO: Macri acerta com FMI um resgate de 50 bilhões de dólares para salvar Argentina

Governo de Mauricio Macri se compromete a alcançar o superávit fiscal em 2021

Via: EL PAÍS

O Fundo Monetário Internacional veio em socorro da Argentina. Em apenas quatro semanas, a direção da instituição, com o aval de sua titular, Christine Lagarde, aprovou um empréstimo de 50 bilhões de dólares (195 bilhões de reais), equivalentes a quase 10% do PIB argentino, para apoiar a economia do país. Em troca, o Governo de Mauricio Macri se comprometeu a transformar o déficit fiscal de 2018 em superávit em 2021. O dinheiro do FMI, considerado como uma linha de crédito preventiva ante eventuais turbulências, chega depois de um maio sombrio, no qual o peso argentino perdeu 22 pontos de seu valor e as taxas de juros subiram até 40%. O acordo é um grande êxito para Macri, que ratifica assim o apoio internacional a sua política de abertura econômica. Mas o coloca também ante a obrigação de aplicar um duro ajuste que coincidirá com um ano eleitoral e uma oposição peronista cada vez mais unida.

“O FMI pode nos ajudar, mas a solução para nossos problemas depende dos argentinos. Vamos crescer um pouco menos e vamos ter um pouco mais de inflação do que pensávamos no início do ano”, alertou em uma coletiva de imprensa o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, encarregado do anúncio ao lado do presidente do Banco Central, Federico Sturzenegger. A verdade é que o dinheiro do Fundo dará oxigênio a Macri, mas em troca de grandes esforços de poupança, com metas fiscais mais ambiciosas. A de 2019 passará de 2,2% do PIB para 1,3%, a meta de 1,3% de 2020 baixará para zero e em 2021 será alcançado o superávit, segundo o compromisso assumido pela Argentina com o FMI. O dinheiro estará disponível a partir de 20 de junho e haverá um desembolso imediato de 15 bilhões de dólares (59 bilhões de reais). “O restante estará disponível conforme as necessidades”, disse Dujovne.

Apesar da importância do anúncio, Macri decidiu se mostrar somente durante o fim de semana, quando se encontrará com Lagarde na Cúpula do G7, que será realizada no Canadá. A agenda não prevê uma reunião entre ambos, mas a intenção do Governo é que haja uma foto de aperto de mãos que sirva para selar o acordo. “Vai ser um grande acordo para os argentinos, para ajudar as pessoas. Vai gerar mais oportunidades de desenvolvimento, ajudará a fortalecer o desenvolvimento e a criação de empregos”, disse o presidente antes do anúncio de seus ministros. Depois ergueu uma taça de vinho espumante diante da imprensa credenciada na Casa Rosada que nesta quinta-feira festejou o Dia do Jornalista.

“Vai ser um grande acordo para os argentinos”, disse o presidente Macri.

O mundo ainda estende os braços a Macri, mas o presidente encontrará resistências na frente interna. A magnitude do montante é a face visível de um acordo que em troca obriga Macri a ajustar as contas do Estado até 1,4 ponto do PIB em 2019. Macri sempre se negou a um corte abrupto porque considerava que os índices de pobreza que herdou, superiores a 30%, não deixavam espaço para isso. Tratou-se, no fundo, de não alimentar o mal-estar social, o verdugo de todos os governos não peronistas da Argentina desde o retorno do país à democracia, em 1983. Aplicou então o que chamou de “gradualismo”, ou seja, uma redução contida do déficit, mas que financiou com endividamento externo. Com o corte do fluxo de dinheiro do exterior, Macri teve que recorrer ao FMI como credor de última instância e acelerar os cortes.

Para evitar protestos de rua, Dujovne esclareceu que o acordo prevê “cláusulas de salvaguardas sociais inéditas”, que permitirão à Argentina relaxar a meta de déficit para aplicar uma porção do gasto adicional em programas sociais”. De qualquer modo, quem sofrerá mais serão as províncias. Buenos Aires reduzirá as transferências de dinheiro para os governos regionais, uma jogada perigosa que porá em risco o apoio político dos governadores no Senado, onde estão representados. Também haverá cortes nos “gastos da política”, ou seja, nos salários dos funcionários públicos.

A pressão da CGT

O anúncio do acordo ocorreu poucas horas depois de outro de grande importância política. O Governo recebeu na Casa Rosada a cúpula da Conferência Geral do Trabalho (CGT), em uma tentativa de última hora de desativar uma iminente greve geral. Os líderes sindicais haviam ameaçado parar o país tão logo se tornasse oficial o acordo com o FMI, mas Macri conseguiu uma trégua.

O problema é que os reajustes salariais de 15% pactuados no início do ano ficaram defasados em meio a uma inflação que este ano superará os 25 pontos, segundo os cálculos mais otimistas. A CGT obteve da Casa Rosada a promessa de aumentos extras de até 5% entre julho e agosto, que serão levados em conta nos acordos que forem alcançados em setembro, quando se inicia de novo a temporada de negociações dos salários. Sobre uma possível greve, Macri conseguiu adiar qualquer decisão pelo menos até a semana que vem, quando haverá outra reunião com a CGT. “Concordamos em prosseguir com o diálogo. Consideramos que a Argentina continuará crescendo e haverá criação de emprego. Transmitimos isso à CGT”, disse Dujovne.

Se forem cumpridas as expectativas de estabilidade do Governo, o problema não será mais econômico, mas político. No ano que vem a Argentina realizará eleições presidenciais e Macri pretende se reeleger. Um ajuste fiscal não é o melhor cenário para uma campanha bem-sucedida. O resgate do FMI, além disso, aglutinou o peronismo oposicionista, dividido até agora em três correntes que pareciam irreconciliáveis. A primeira advertência para o Governo foi a votação pelo peronismo unificado de uma lei que anulou o aumento dos serviços públicos e obrigou Macri a vetá-la. A próxima batalha parlamentar será em setembro, quando se discutirá o orçamento de 2019. Nesse texto estarão os detalhes dos aportes que serão reduzidos e quais setores serão os mais prejudicados.

GLEISI BATE O MARTELO, REJEITA OS ‘SARNEY’ E DEFINE O PT COM FLAVIO DINO

Em entrevistas a rádios do Maranhão, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, assegurou que o PT vai marchar com Flávio Dino em outubro; sobre o partido ocupar uma vaga ao Senado ou de vice, ela disse que política se faz com diálogo; Gleisi descartou qualquer possibilidade de reedição de uma aliança com o MDB da oligarquia Sarney

Por Leandro Miranda/marrapá.com – Em entrevista ao programa “Ponto Continuando”, da rádio Mais FM, na noite desta quarta-feira (06), a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman acabou com as dúvidas que ainda pairavam sobre o posicionamento do partido nas eleições de 2018.

Gleisi foi enfática e assegurou que o PT já decidiu, inclusive com o aval da executiva nacional, e vai marchar com Flávio Dino em outubro. A presidente teceu elogios ao governador, reconhecendo sua importância na defesa do estado democrático de direito e seu sucesso de gestão.

Sobre a possibilidade de reedição de uma aliança com o MDB da oligarquia Sarney, Gleisi descartou totalmente essa tese, reafirmando que o PT tem uma deliberação avalizada pelo diretório nacional de seguir com Dino em 2018.

Quando perguntada sobre a montagem da chapa majoritária de Flávio Dino e a possibilidade do PT compor com uma vaga ao Senado ou de vice-governador, a presidente disse que política se faz com diálogo e que tanto ela quanto os dirigentes estaduais estão conversando com o governador e com a direção nacional do PCdoB sobre a questão.

Sobre a indicação de Marcio Jardim ao Senado, Gleisi disse que a candidatura dele tem ganhado força e volume. “Marcio Jardim é um grande militante e tem feito um trabalho político relevante. Uma pessoa que tem referência e nós gostaríamos muito que ele pudesse integrar a chapa majoritária pela importância que tem o PT e o presidente Lula”.