PATROA DEMITE EMPREGADA DOMÉSTICA POR USAR O BANHEIRO

Um relato divulgado nesta quarta-feira (22) pela página mostra a humilhação que boa parte das mulheres que trabalham fazendo faxina ainda sofrem; um print de uma conversa de Whatsapp mostra a patrona “Dona Juliana” dispensando uma doméstica que havia feito uma “ótima faxina”; motivo: ela usou o único banheiro da casa; “Aqui em casa só temos um banheiro e você utilizou por que eu ouvi a descarga. Sabe como isso é anti-higiênico? Você faz isso na casa das pessoas que trabalha?”, afirmou a madame; a doméstica, por sua vez, não aceitou. “Trabalhei igual condenada e não tinha o direito nem de usar o banheiro?”

Revista Fórum A página do Facebook “Eu, empregada doméstica” reúne, já há algum tempo, relatos e depoimentos de situações humilhantes e vexatórias vividas por empregadas domésticas no Brasil. Marginalizada, a profissão de empregada doméstica ganhou um suspiro de dignidade quando, em 2015, Dilma Rousseff sancionou uma lei garantindo mais direitos a esses trabalhadores e trabalhadoras.

A situação, no entanto, segue sendo absurda. Um relato divulgado nesta quarta-feira (22) pela página mostra a humilhação que boa parte das mulheres que trabalham fazendo faxina ainda sofrem. Um print de uma conversa de Whatsapp mostra a patrona “Dona Juliana” dispensando uma doméstica que havia feito uma “ótima faxina”. O motivo: ela usou o único banheiro da casa.

“Aqui em casa só temos um banheiro e você utilizou por que eu ouvi a descarga. Sabe como isso é anti-higiênico? Você faz isso na casa das pessoas que trabalha?”, afirmou a madame.

A doméstica, por sua vez, não aceitou. “Trabalhei igual condenada e não tinha o direito nem de usar o banheiro?”.

A humilhação não parou por aí. “Não me interessa, querida. Não quero esse tipo de pessoa na minha casa. Além do mais joguei os talheres e o prato que você comeu fora”.

A postagem revoltou internautas e viralizou nas redes sociais.

Confira:

 

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Com novo ajuste da Petrobrás, preço da gasolina sobe 7% em dois dias

As altas vêm em meio a uma nova política de preços da estatal que prevê mudanças até diárias das cotações

VIA: ESTADÃO

A Petrobrás anunciou uma alta de 1,9% nos preços da gasolina em suas refinarias para a partir da sexta-feira, 24, após alta de 5,1% nas cotações autorizada na véspera que entrou em vigor nesta quinta-feira, 23, de acordo com informações no site da companhia.

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A estatal tem prometido praticar preços alinhados ao mercado internacional Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

As altas, que somam cerca de 7% em dois dias, vêm em meio a uma nova política de preços da estatal que prevê mudanças até diárias das cotações, em um momento em que a companhia tem prometido praticar preços alinhados ao mercado internacional e ao mesmo tempo se esforça para evitar perda de participação no mercado doméstico de combustíveis.

TEMER VAI TORRAR R$ 100 MILHÕES EM PROPAGANDA PARA MEXER NA SUA APOSENTADORIA

Michel Temer e seus aliados não medem esforços para acabar com a aposentadoria dos brasileiros; na noite desta quarta (23), o Congresso aprovou um projeto de lei que autoriza o repasse de R$ 99 milhões para publicidade com a reforma da Previdência; dinheiro extra para reforçar a publicidade, que é também um agrado às empresas de comunicação,  ocorre enquanto o Palácio do Planalto se esforça para conquistar o apoio necessário do Congresso para aprovar a medida, que pretende dificultar ainda mais o acesso dos brasileiros à aposentadoria digna

247 – Em meio à dificuldade do governo de conseguir apoio do Legislativo para modificar as regras de aposentadoria, deputados e senadores aprovaram nesta quarta-feira (22) um projeto de lei que autoriza o repasse de R$ 99 milhões para publicidade com a reforma da Previdência.

O crédito está incluído em um projeto de lei que foi aprovado em sessão do Congresso.

No total, foi autorizado o remanejamento de R$ 6,3 bilhões do Orçamento de 2017. Esse montante será repassado para a Presidência da República e para diversas pastas, como Ministérios da Agricultura, Justiça, Saúde, Transportes, Portos e Aviação Civil, Esporte, Defesa, Integração Nacional, Turismo e Desenvolvimento Social e Agrário.

O dinheiro extra para reforçar a publicidade da reforma da Previdência ocorre enquanto o Palácio do Planalto se esforça para conquistar o apoio necessário do Congresso para aprovar a medida.

As informações são de reportagem de Talita Fernandes na Folha de S.Paulo.

Fotos chocantes de pessoas que vivem em ”quartos” minúsculos no Japão

Todos nós já ouvimos falar sobre os extraordinários “hotéis de cápsulas” do Japão, mas as fotos íntimas do fotógrafo Won Kim nos dão uma noção pessoal em um conjunto de quartos fechados – um hotel escondido em Tóquio que foi projetado como uma pousada para mochileiros.

Kim tropeçou no hotel ao passar pelo Japão e retornou 2 anos depois para fotografá-lo. Ele morou lá por vários meses, fazendo amizade com os moradores e fotografando os pequenos espaços que eles chamam de lar.

Todo o hotel está localizado em um único andar de um prédio de escritórios à nordeste de Tóquio. Alguns dos residentes são visitantes de curto prazo, enquanto outros, dizem kim, são residentes permanentes.

“Para mim, o interesse real dos retratos é a forma como cada residente usou um espaço tão pequeno e confinado”, escreve Kim. “Em cada caso, o espaço bem definido e seus conteúdos dizem algo sobre a personalidade do seu ocupante e sua capacidade de funcionar em um ambiente tão estranho e fechado”.

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Remédio para doença rara está em atraso há mais de dois meses

VIA: ESTADÃO SÃO PAULO – Ao menos 13 medicamentos para doenças raras obtidos por meio de medida judicial, que não são ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estão com a distribuição atrasada há mais de dois meses, de acordo com levantamento realizado por associações de pacientes a pedido do Estado. Sem os remédios, pacientes já estão tendo de lidar com a evolução de suas doenças, mas ainda não há prazo para o retorno da distribuição das doses. O Ministério da Saúde informou que está analisando as ações judiciais de solicitação das medicações e está em fase de compra dos remédios.

Remédio para doença rara está em atraso há mais de dois meses
Aveline e os filhos. Dois deles já enfrentam dificuldades pela falta das doses de Elaprase Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

O atraso para receber o remédio Elaprase faz a estudante Aveline Cardoso Rocha, de 29 anos, temer pela saúde dos três filhos. Os meninos de 4, 5 e 11 anos, têm o diagnóstico de mucopolissacaridose tipo II, uma alteração genética que pode comprometer a parte cardíaca e a respiratória. O mais velho e o mais novo já enfrentam dificuldades.

“O mais velho está com a síndrome do tubo do carpo: as dores no punho estão insuportáveis e ele não consegue dormir. O analgésico não responde e faz um mês que está assim. O mais novo vai fazer uma cirurgia para drenar a secreção que se instalou no tímpano em janeiro.”

Aveline diz que o filho de 11 anos começou a tomar a medicação aos 5 anos e os outros dois antes de completar 1 ano. Este é o maior período de atraso no repasse que já enfrentou. “É um remédio muito caro, cada ampola custa R$ 9 mil. Os mais velhos tomam três por semana e o mais novo, duas.”

Levantamento feito pelas entidades Instituto Vidas Raras, Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves (Afag) e Associação Brasileira de Doenças Raras (ABDR) apontou 13 medicações cujo repasse não é feito desde setembro. Há casos de interrupções, porém, que começaram a ser feitas já no meio do ano, segundo as instituições.

“Em torno de 1,5 mil pacientes estão sentindo a falta de medicamentos. O pânico está generalizado, porque algumas doenças são imediatas. Quando o paciente não toma o remédio, ela avança. Outras são mais silenciosas, mas é o remédio que traz o equilíbrio para a saúde”, diz Regina Próspero, vice-presidente do Instituto Vidas Raras.

O filho de 9 anos da dona de casa Noeli Socorro Gonçalves, de 37 anos, tomava o medicamento Ataluren diariamente havia um ano para tratar a distrofia muscular de Duchenne, doença que causa fraqueza muscular. Ele está desde agosto sem o remédio. “Deu uma piorada. Está andando mais lento e se segurando nas coisas, afetou os movimentos.” Ela conta que o filho tomava o remédio três vezes ao dia. “Estou deprimida, porque o medicamento não vem. Se tivesse como comprar, a gente daria um jeito, faria uma ‘vaquinha’. Estamos esperando o Ministério da Saúde.”

Evolução

A evolução da doença e a ocorrência de danos que não podem ser revertidos são os principais efeitos da interrupção do tratamento, segundo a médica geneticista Dafne Horovitz, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM).

“Por tempo limitado, não leva a um risco imediato de vida, mas o que piora da doença no período não necessariamente vai ser revertido. Depende do paciente e do curso da doença”, afirma Dafne.

Pacientes que têm Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) e Síndrome Hemolítico-Urêmica Atípica (SHUa) correm mais riscos de evoluir para quadros mais graves e até morrer. Nessas doenças, há a destruição dos glóbulos vermelhos e as pessoas correm o risco de ter anemia e complicações em órgãos como fígado e rins. “A principal preocupação é morrer da trombose”, explica Rodrigo do Tocantins Calado, coordenador do Comitê de Falências Medulares da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular.

O filho de 4 anos da agricultora Aline Parise Tofanin, de 29 anos, está sem tomar o medicamento Eculizumab, mais conhecido como Soliris, desde 12 de outubro. Diagnosticado com SHUa há dois anos e meio, o menino tomava duas doses da medicação por mês. “Ele está perfeito de saúde, mas não pode ficar sem tomar o remédio, porque corre o risco de voltar tudo. A minha maior preocupação é ele voltar a ficar doente. Essa síndrome pode levá-lo a óbito”, diz a mãe.

Lista

Em atraso

Laronidase, Elaprase, Vimizim, Galsulfase, Eculizumab (Soliris), Ataluren, Alfa-1 Antitripsina, Icatibanto, Omalizumabe, Betagalsidase, Metreleptina, Myozyme (alfaglicosidase) e Mepilex.

Indicados para

Mucopolissacaridose I, II e VI, Hemoglobinúria Paroxística Noturna e Síndrome Hemolítica-Urêmica Atípica (HPN e SHUa), distrofia muscular de Duchenne , Doença de Pompe e Epidermólise Bolhosa.

Ministério promete regularização e cita auditoria

Em nota, o Ministério da Saúde informou que o processo de compra dos medicamentos citados está em andamento, assim como o atendimento aos pacientes. A pasta disse que está analisando e confirmando cada ação judicial para fazer o repasse das medicações e destaca que a medida foi desencadeada após uma auditoria sobre o medicamento Eculizumab, o Soliris, neste ano.

“Dos 414 pacientes, 28 não foram localizados, 5 não residem no endereço informado, 6 recusaram a prestar informações e 13 já morreram. Além disso, cerca de metade não apresentou diagnóstico da doença para a obtenção do medicamento. O custo anual por paciente desse medicamento é de R$ 1,3 milhão. Em relação aos demais, a aquisição e a entrega dos produtos responde a decisões judiciais. A oferta é determinada por cada sentença. Cabe ressaltar que o número de ações judiciais não reflete o número de pacientes, pois existem ações coletivas.”

Informa-se ainda que o ministério criou recentemente o Núcleo de Judicialização, que tem como função detectar fraudes, cumprir decisões e aprimorar o processo de aquisição dos medicamentos.

“Em sete anos, a União destinou R$ 4,5 bilhões para atender a determinações judiciais de compra de medicamentos, além de depósitos judiciais. Até agosto deste ano já foram R$ 721,1 milhões do orçamento para atender a demandas de medicamentos. Até o fim deste ano, incluindo também Estados e municípios, a perspectiva é de que o gasto com determinações judiciais atinja R$ 7 bilhões. O Ministério da Saúde cumpre todas as decisões judiciais.”

A pasta confirmou o envio de doses para o paciente Ricardo Ferreira de Souza e disse que o caso do filho de Noeli Socorro Gonçalves está em “processo de cotação de fornecedor.”

Festival de Berlim financiará filme sobre impeachment de Dilma

‘O Processo’ foi escolhido entre 171 projetos.

Via: TERRA

festival de Berlim anunciou os seis projetos contemplados com o World Cinema Fund, um financiamento para obras de ficção e documentário no mundo inteiro.Este ano, um filme brasileiro foi selecionado: O Processo, documentário da cineasta Maria Augusta Ramos sobre o impeachment de Dilma Rousseff. A obra “busca compreender e refletir sobre o atual momento histórico brasileiro através de um processo que revela uma crise estrutural do Estado e do próprio regime democrático”, afirma o texto oficial de sua plataforma de financiamento coletivo pela Internet.

O Processo , junto de cinco outros projetos do Chile, Paraguai, Argentina e Vietnã, foi escolhido entre 171 candidatos. O filme brasileiro receberá €25.000 (aproximadamente R$100.000) para sua finalização, e depois tem passagem garantida no prestigioso festival alemão.

A cineasta brasiliense passou muitos meses em Brasília nos últimos anos, filmando coletivas de imprensa, votações e disputas nos corredores do Congresso Nacional. Ela já recebeu diversos prêmios por obras engajadas como Justiça (2004), Juízo (2007), Morro dos Prazeres (2013) e Futuro Junho (2015).

“Quero que as raças se fodam” diz Secretário da Educação do Rio no dia da Consciência Negra

Em uma postagem absurda em seu perfil no Facebook, o secretário municipal da educação do Rio, Cesar Benjamin, destilou seu ódio contra o dia da consciência negra. Em uma atitude bastante exemplar da “democracia racial”, dizendo ser contra a “racialização do Brasil”, defendendo a “conquista” do conceito de “povo brasileiro”, Benjamin tenta esconder, mas acaba escancarando, seu racismo e a postura característica da classe dominante brasileira.

Para ilustrar sua posição ele faz indiretas às denúncias de racismo de Taís Araújo, que falou publicamente sobre o racismo que seu filho – mesmo sendo pertencente a uma quase inexistente parcela de negros com situação econômica privilegiada no Brasil – sofre também. Para desqualificar a denúncia dela, diz que ela e seu filho são “lindos e cheirosos” e afirma que a sua queixa contra o racismo é uma “idiotice” que as pessoas replicam.

Seguindo seu desfile de absurdos, Benjamin diz que “Quero que as raças se fodam”.

E passa a tentar fazer seus malabarismos teóricos simplesmente nojentos para esconder uma das mais grotescas manifestações do racismo no país: o das prisões superlotadas de negros – muitos dos quais que sequer passaram por julgamento.

Procurando retomar conceitos que a burguesia brasileira sempre tentou disseminar para camuflar seu racismo, ele afirma que nas cadeias, no tempo em que esteve preso em Bangu “Os negros eram uma pequena minoria”, tal como os brancos, e a maioria era de “morenos”. O que Benjamin finge não saber é que é essa massa de “morenos” que são os negros de nosso país, que sofrem o racismo cotidiano não apenas nas mãos da polícia e do sistema penal, mas com os piores empregos e salários, com discriminação em cada aspecto da sua vida. Se Benjamin finge não saber quem são os negros no Brasil, a polícia e os patrões sabem exatamente quem são, e os discriminam a todo momento.

É um escândalo, um absurdo inadmissível, que na cidade que abrigou o porto onde mais se receberam negros escravizados trazidos da África em todo o mundo, o secretário da educação diga impunemente tamanhos absurdos racistas. Lembremos que seu chefe, o prefeito Crivella, tem também no currículo diversas manifestações de racismo, como o livro que escreveu insultando de forma absurda as religiões africanas.

Repudiamos com todas as forças essa declaração de Benjamin, e todo o racismo que ela representa e que é parte do DNA do Estado brasileiro.

Veja abaixo a postagem de Benjamin na íntegra:

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fcesar.benjamin.58%2Fposts%2F1524764727558900&width=500

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Via: http://www.esquerdadiario.com.br/Quero-que-as-racas-se-fodam-diz-Secretario-da-Educacao-do-Rio-no-dia-da-Consciencia-Negra

Banco Mundial sugere fim do ensino superior gratuito no Brasil

Essa proposta se baseia no fato que 65% dos estudantes das instituições de ensino superior federais estão na faixa dos 40% mais ricos da população

VIA: EM

Brasília – Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior. Essa é uma das sugestões apresentadas no relatório “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, elaborado pelo Banco Mundial.
A ideia é que o governo continue subsidiando os estudantes que estão entre os 40% mais pobres do País. Porém, os de renda média e alta poderiam pagar pelo curso depois de formados. Durante a faculdade, eles acessariam algum tipo de crédito, como o Fies.

Essa proposta se baseia no fato que 65% dos estudantes das instituições de ensino superior federais estão na faixa dos 40% mais ricos da população. Como, após formadas, essas pessoas tendem a ter um aumento de renda, a suspeita dos técnicos é que a gratuidade “pode estar perpetuando a desigualdade no País”.

O Brasil tem aproximadamente 2 milhões de estudantes nas universidades e institutos federais, ao passo que nas universidades privadas são 8 milhões de estudantes. Porém, o custo médio de um aluno numa faculdade privada é de R$ 14.000,00 por ano. Nas universidades federais, esse custo salta para R$ 41.000,00 e nos institutos federais o valor é ainda maior: R$ 74.000,00 ao ano.

Esse gasto, diz o estudo, é “muito superior” ao de países como a Espanha e a Itália, por exemplo. No entanto, o valor agregado em termos de conhecimento dos estudantes não é muito diferente do das faculdades privadas. Esse critério considera o que o aluno aprendeu em comparação ao que se esperava que ele tivesse aprendido.
Os gastos do governo com ensino superior são equivalentes a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e crescem, em termos reais, 7% ao ano, acima da média mundial. “As despesas com ensino superior são, ao mesmo tempo, ineficientes e regressivas”, diz o relatório.

Uma reforma poderia economizar aproximadamente R$ 13 bilhões ao ano nas universidades e institutos federais. No nível estadual, a economia poderia ser de R$ 3 bilhões.

Além da cobrança de mensalidades, o estudo sugere que os gastos por aluno tenham como limite o valor gasto pelas instituições mais eficientes. As menos eficientes teriam, assim, de ajustar suas despesas à nova realidade.

Se as escolas do ensino fundamental e médio atingissem o nível das melhores do sistema, o desempenho na prova do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) subiria 40% para o nível fundamental e 18% no médio. No entanto, aponta o relatório, o Brasil gasta perto de R$ 56 bilhões a mais do que seria necessário para ter o atual desempenho.

A principal proposta para enxugar gastos nessas esferas é aumentar a quantidade de alunos por professor. O estudo diz que a quantidade de estudantes está caindo devido à redução das taxas de natalidade, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A proposta é não repor os professores que deixam o sistema. Só com isso, a economia seria de R$ 22 bilhões.

Saúde

Enquanto no ensino fundamental a nova realidade do crescimento demográfico está esvaziando salas, nos postos de saúde a tendência é contrária: a demanda por atendimento aumenta devido ao envelhecimento da população.

Também nesse caso, o estudo sugere soluções para ajudar a reduzir os gastos que, segundo o banco, não trariam prejuízo ao atendimento. Se todo o sistema atingisse o nível das unidades mais eficientes, poderiam ser economizados R$ 22 bilhões. Entre as propostas, está o fechamento de hospitais de pequeno porte, que custam proporcionalmente mais do que os grandes, se for considerado o valor por atendimento prestado.

O relatório sugere também o fortalecimento do atendimento primário que filtraria os casos mais complexos para enviar aos hospitais. E que o atendimento dos casos mais simples possa ser feito por profissionais de saúde não médicos, deixando-os liberados para os casos mais complexos.

O governo poderia ter ganhos também com acréscimo na arrecadação tributária, da ordem de 0,3% do PIB, se fosse eliminada a dedução no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Segundo o relatório, esse mecanismo beneficia os mais ricos de maneira “desproporcional” e “constitui um subsídio para as despesas de saúde privada.”

Enfermeiras choram após UTI pediátrica fechar por corte de recursos de Temer e PSDB

Via G1

Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica da Santa Casa de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, foi fechada por falta de repasses do governo do estado. Segundo a diretoria do hospital, que atende a pacientes de 19 municípios da região, os médicos não recebem há quatro meses e a maior parte dos que atendiam na UTI pediram a rescisão do contrato.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou que aguarda a liberação dos recursos por parte da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz-MT) para poder efetuar o pagamento e que isso deve ocorrer o mais rápido possível. No entanto, a pasta não deu um prazo para o pagamento.

Atualmente, só dois pacientes estão internados na UTI pediátrica, mas eles devem ser transferidos para outra unidade e o setor não irá mais receber novos pacientes. Segundo o superintendente da Santa Casa de Rondonópolis, Éder Lúcio de Souza, sem os repasses do governo, não é possível manter uma equipe de terapia intensiva pediátrica no hospital.

“Não dá para fazer mágica. O profissional trabalha e precisa receber. Há 14 meses que o serviço está aberto. Hoje nós temos a assistência, mas o serviço será fechado e a gente não sabe o que vai acontecer com aqueles que, por ventura, venham necessitar dos nossos serviços”, afirmou.

Segundo a direção da Santa Casa, são necessários entre 8 e 10 médicos para manter a unidade funcionando, que trabalham em escala de dois para cada turno de 24 horas. Porém, com o atraso no pagamento, os profissionais pediram a rescisão do contrato e agora, apenas dois continuam trabalhando, conforme o diretor clínico e representante dos médicos, Luciano Oliveira.

“Eles deram o aviso à administração, vão cumprir o contrato deles e vão encerrar. E sem esses profissionais, não tem como a UTI funcionar”, afirmou.

Para que a UTI pediátrica saísse do papel, foram investidos quase R$ 4 milhões em estrutura física e equipamentos, dinheiro que foi bloqueado da conta do governo do estado após ação ingressada pela Ministério Público Estadual (MPE)

A UTI foi inaugurada há pouco mais de um ano e, de acordo com Luciano Oliveira, se a situação não for normalizada, esse pode ser apenas o primeiro setor da Santa Casa a ser fechado.

(…)

Veja o vídeo da reportagem:

Evangélicos doam R$ 11 mil para reforma de terreiro alvo de atentados

Iniciativa liderada por pastora luterana teve início depois que barracão foi incendiado em Duque de Caxias

VIA: IG

Rio – Depois de oito atentados, o terreiro de candomblé Kwe Cejá Gbé de Nação Djeje Mahin, da mãe de santo Conceição d`Lissá, em Duque de Caxias, será reformado com uma doação de R$ 11 mil da Igreja Luterana. “O valor financeiro não é o mais importante, mas sim o gesto de união. Não é uma igreja reformando outra igreja. Mas uma igreja contribuindo para reformar um templo religioso que parte do segmento evangélico persegue como se fosse demônio. É a prova do amor ao próximo e do respeito à diferença”, comemora o babalawo Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à intolerância Religiosa (CCIR).

Um café da manhã com representantes das duas religiões acontecerá no dia 22 de novembro, às 10h, no próprio terreiro (Rua G, lote 9, quadra H. Jardim Vale do Sol, Taquara – Duque de Caxias). “É um encontro para o mundo todo celebrar e seguir”, comemora Santos.

A mãe de santo Conceição d’LissáDivulgação

Em 2014, o terreiro tinha sido mais uma vez destruído e a pastora luterana Lusmarina Campos Garcia, então presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio), teve a ideia de reformar o espaço e foi iniciada uma campanha. Depois de um hiato, a iniciativa foi retomada e ganhou ainda novos aportes. “Eu acho que o pessoal do bem deveria copiar esse exemplo. Nem todos evangélicos destilam ódio e eles estão mostrando isso em suas ações”, afirma o interlocutor.

O babalawo reforça que não se pode generalizar, mas que a destilação de ódio, racismo e preconceito são atitudes reprováveis e deploráveis. Segundo ele, o poder público poderia ser mais atuante. “Infelizmente, o poder público não faz nada. As casas estão destruídas e as investigações não chegam ao final. Não vira inquérito, os culpados não são denunciados e não vão à justiça. Isso precisa mudar. Temos que combater o ódio, o preconceito e o racismo religioso com respeito, igualdade e amor”, defende.

Ataque em junho de 2014

Em 26 de junho, o terreiro foi incendiado durante a madrugada. O fogo atingiu o segundo andar da casa e destruiu teto, móveis, eletrodomésticos, roupas de santos e de integrantes do terreiro.

Não é a primeira vez que Maria da Conceição Cotta Baptista – Conceição d’Lissá – é vítima de ataques. “Já atearam fogo no meu carro, que na época estava quebrado e parado dentro do barracão. E dispararam tiros contra a minha casa e no portão do barracão. Deram nove tiros.” Equilibrada, ela evita apontar suspeitos. Cabe à polícia, afirma, descobrir quem cometeu o incêndio e os outros ataques.

Na época, o presidente do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, o babalaô Ivanir dos Santos, chamou atenção para o fato de as agressões serem persistentes. “Não é a primeira vez. Se as medidas tivessem sido tomadas anos atrás, pode ser que tivessem cessado. A polícia tem de ser mais rigorosa”.