Socialite que se divertiu tachando Lula de “marginal” é presa em Manaus por evasão de divisas

Isabel era discreta militante contra Dilma e Lula nas redes sociais, assumindo a defesa do deputado Pauderney Avelino, do DEM, quando ele foi chamado de ‘golpista’ durante manifestação no aeroporto de Manaus

do CM7

A Polícia Federal prendeu na tarde deste sábado (05) Isabel Christine de Mello Távora, proprietária da CVC Manaus.

Ela foi presa no momento que tentava embarcar para Miami com grande quantia em dólares no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na zona Oeste de Manaus.

A prisão foi efetuada por policiais da Polícia Federal

De acordo com os policiais que efetuaram a prisão da Isabel, os dólares foram encontrados dentro de uma mala.

Em depoimento a infratora confessou que iria levar o dinheiro para uma pessoa desconhecida, em Miami.

Isabel já foi presa em 2007 na Operação “Farol da Colina”, pela Polícia Federal, que desencadeou uma megaoperação em sete Estados brasileiros contra doleiros e pessoas ligadas a eles, acusados de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Condenação de Isabel na Operação ”Farol da Colina”

Em 2007 o Juiz Federal, da 2ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, Márcio Coelho de Freitas, condenou Isabel Christine de Melo Távora a 6 (seis) anos de reclusão, em regime semiaberto e ao pagamento de 140 (cento e quarenta) dias-multa à razão diária de 5 (cinco) salários-mínimos, pela prática do delito descrito no art. 22, parágrafo único, da Lei 7.492/1986 e do art. 1º, caput, VI da Lei 9.613/1998 (fls. 253/262).

PS do Viomundo: Art. 22. Efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País.

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América Latina é a região mais violenta do mundo para mulheres, diz ONU

A região que inclui América Latina e Caribe é a que tem maior índice de violência contra as mulheres no mundo, uma situação que é mais crítica na América Central e no México, destaca um relatório da ONU apresentado no Panamá nesta quarta-feira (22).

De acordo com o relatório da ONU Mulheres e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o fenômeno de agressão a mulheres persiste apesar da aprovação de leis severas para freá-lo na região.

“O tema da violência contra a mulher na América Latina é crítico. É a região mais violenta do mundo contra as mulheres fora de um contexto de guerra”, declarou à AFP Eugenia Piza-López, líder da equipe de gênero do PNUD para a América Latina.

Estupro e feminicídio em alta

Segundo o relatório, América Latina e Caribe apresentam a maior taxa do mundo de violência sexual contra as mulheres fora de um relacionamento e a segunda maior por parte do parceiro atual ou anterior.

Três dos 10 países com as taxas mais altas de estupro de mulheres e meninas estão no Caribe, enquanto o feminicídio “está tomando uma magnitude e crueldade devastadora na América Central”, onde duas em cada três mulheres assassinadas morrem simplesmente por serem mulheres.

“Em alguns países se tornou uma crise severa. No Triângulo Norte (Honduras, El Salvador e Guatemala) e no México, o problema do feminicídio e da violência contra a mulher está representando níveis epidêmicos, muitas vezes relacionados ao crime organizado”, advertiu Piza-López.

Em um exemplo da violência de gênero na região, a representante da ONU Mulheres na Guatemala, a colombiana Adriana Ordóñez, alertou para a situação das mulheres no país centro-americano, onde proliferam os feminicídios e a gravidez na adolescência, a maior parte resultante de abuso sexual.

“Reduzir a brecha da violência é um dos maiores desafios na Guatemala, onde, em média, 88 mulheres e meninas foram assassinadas a cada mês até outubro deste ano”, disse Ordóñez, durante coletiva de imprensa na Cidade da Guatemala.

De acordo com dados oficiais, em 2016 foram registrados 1.161 feminicídios no país, número que superou as cifras de 2014 e 2015, respectivamente de 876 e 867 casos.

Leis insuficientes

O relatório regional do PNUD constata que 24 dos 33 países de América Latina e Caribe contam com leis contra a violência doméstica, mas somente nove deles sancionaram leis que tipificam uma variada gama de expressões de violência contra as mulheres.

Também destaca que 16 países tipificaram penalmente o feminicídio e alguns enquadraram na legislação os novos contextos de criminalidade, como narcotráfico, crime cibernético, expressões de violência política e ataques com ácido.

Mas “apesar dos valiosos avanços” dos governos para enfrentar a violência contra as mulheres, “este flagelo continua sendo uma ameaça” para os direitos humanos, a saúde pública e a segurança cidadã, indica o documento.

Para enfrentar o problema, a ONU recomenda reforçar as instituições, dar continuidade às políticas públicas que combatam a violência e empoderem as mulheres, além de fornecer mais recursos para executá-los.

Também pede a mudança dos “padrões culturais patriarcais” que, baseados em tradições e crenças religiosas, “estão fundados nas relações de desigualdade entre homens e mulheres”.

O relatório da ONU assinala que em todo o mundo 35% das mulheres foram vítimas de violência por parte de seu parceiro, ou de agressão sexual por pessoas diferentes de seu parceiro.

LAVA JATO MIRA MELHOR AMIGO DE AÉCIO E HOMEM FORTE DE CABRAL

A Lava Jato voltou às ruas do Rio na manhã desta quinta-feira; agentes da PF prenderam o ex-secretário da Casa Civil do governo de Sérgio Cabral Régis Fichtner — suspeito de receber pelo menos R$ 1,6 milhão em propina — e o empresário Georges Sadala Rihan; a PF também foi à casa do empresário Alexandre Accioly, onde faz busca e apreensão; Accioly, um dos melhores amigos de Aécio Neves e sócio de Luciano Huck na rede de academias Body Tech, também foi intimado a depor

247 – Agentes da Polícia Federal (PF) prenderam na manhã desta quinta-feira o ex-secretário da Casa Civil Régis Fichtner — suspeito de receber pelo menos R$ 1,6 milhão em propina — e o empresário Georges Sadala Rihan.

Há mandados de prisão contra os engenheiros Maciste Granha de Mello Filho e Henrique Alberto Santos Ribeiro, acusados de favorecimento no esquema de distribuição de propinas do ex-governador Sérgio Cabral, de acordo com a contabilidade paralela de Luiz Carlos Bezerra, réu confesso, condenado e solto. O empreiteiro Fernando Cavendish, ex-dono da Delta Engenharia que cumpre prisão domiciliar, é alvo de condução coercitiva e será levado para depor.

A PF também foi à casa do empresário Alexandre Accioly, dono da rede de academias Body Tech, onde faz busca e apreensão. Accioly também foi intimado a depor.

As informações são de reportagem de Chico Otávio e Daniel Biasetto em O Globo.

URGENTE: PF prende Anthony e Rosinha Garotinho

Ex-governador e sua esposa foram levados para a sede da Polícia Federal em Campos, no norte do Rio

A Polícia Federal (PF) de Campos, no norte do Rio, prendeu o ex-governador do Estado Anthony Garotinho e sua esposa, Rosinha Garotinho, em operação deflagrada na manhã desta quarta-feira, 22. A informação foi confirmada pela filha deles, a secretária municipal de Desenvolvimento do Rio, Clarissa Garotinho, à rádio CBN.

Via: ESTADÂO

“QUERO QUE AS RAÇAS SE FODAM” DIZ SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO RIO NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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“QUERO QUE AS RAÇAS SE FODAM” DIZ SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO RIO NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Em uma postagem absurda em seu perfil no Facebook, o secretário municipal da educação do Rio, Cesar Benjamin, destilou seu ódio contra o dia da consciência negra. Em uma atitude bastante exemplar da “democracia racial”, dizendo ser contra a “racialização do Brasil”, defendendo a “conquista” do conceito de “povo brasileiro”, Benjamin tenta esconder, mas acaba escancarando, seu racismo e a postura característica da classe dominante brasileira.

Para ilustrar sua posição ele faz indiretas às denúncias de racismo de Taís Araújo, que falou publicamente sobre o racismo que seu filho – mesmo sendo pertencente a uma quase inexistente parcela de negros com situação econômica privilegiada no Brasil – sofre também. Para desqualificar a denúncia dela, diz que ela e seu filho são “lindos e cheirosos” e afirma que a sua queixa contra o racismo é uma “idiotice” que as pessoas replicam.

Seguindo seu desfile de absurdos, Benjamin diz que “Quero que as raças se fodam”.

E passa a tentar fazer seus malabarismos teóricos simplesmente nojentos para esconder uma das mais grotescas manifestações do racismo no país: o das prisões superlotadas de negros – muitos dos quais que sequer passaram por julgamento.

Procurando retomar conceitos que a burguesia brasileira sempre tentou disseminar para camuflar seu racismo, ele afirma que nas cadeias, no tempo em que esteve preso em Bangu “Os negros eram uma pequena minoria”, tal como os brancos, e a maioria era de “morenos”. O que Benjamin finge não saber é que é essa massa de “morenos” que são os negros de nosso país, que sofrem o racismo cotidiano não apenas nas mãos da polícia e do sistema penal, mas com os piores empregos e salários, com discriminação em cada aspecto da sua vida. Se Benjamin finge não saber quem são os negros no Brasil, a polícia e os patrões sabem exatamente quem são, e os discriminam a todo momento.

É um escândalo, um absurdo inadmissível, que na cidade que abrigou o porto onde mais se receberam negros escravizados trazidos da África em todo o mundo, o secretário da educação diga impunemente tamanhos absurdos racistas. Lembremos que seu chefe, o prefeito Crivella, tem também no currículo diversas manifestações de racismo, como o livro que escreveu insultando de forma absurda as religiões africanas.

Repudiamos com todas as forças essa declaração de Benjamin, e todo o racismo que ela representa e que é parte do DNA do Estado brasileiro.

Veja abaixo a postagem de Benjamin na íntegra:

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fcesar.benjamin.58%2Fposts%2F1524764727558900&width=500

Captura de Tela 2017-11-21 às 14.59.55

Via: http://www.esquerdadiario.com.br/Quero-que-as-racas-se-fodam-diz-Secretario-da-Educacao-do-Rio-no-dia-da-Consciencia-Negra

“QUERO QUE AS RAÇAS SE FODAM” DIZ SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO RIO NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Em uma postagem absurda em seu perfil no Facebook, o secretário municipal da educação do Rio, Cesar Benjamin, destilou seu ódio contra o dia da consciência negra. Em uma atitude bastante exemplar da “democracia racial”, dizendo ser contra a “racialização do Brasil”, defendendo a “conquista” do conceito de “povo brasileiro”, Benjamin tenta esconder, mas acaba escancarando, seu racismo e a postura característica da classe dominante brasileira.

Para ilustrar sua posição ele faz indiretas às denúncias de racismo de Taís Araújo, que falou publicamente sobre o racismo que seu filho – mesmo sendo pertencente a uma quase inexistente parcela de negros com situação econômica privilegiada no Brasil – sofre também. Para desqualificar a denúncia dela, diz que ela e seu filho são “lindos e cheirosos” e afirma que a sua queixa contra o racismo é uma “idiotice” que as pessoas replicam.

Seguindo seu desfile de absurdos, Benjamin diz que “Quero que as raças se fodam”.

E passa a tentar fazer seus malabarismos teóricos simplesmente nojentos para esconder uma das mais grotescas manifestações do racismo no país: o das prisões superlotadas de negros – muitos dos quais que sequer passaram por julgamento.

Procurando retomar conceitos que a burguesia brasileira sempre tentou disseminar para camuflar seu racismo, ele afirma que nas cadeias, no tempo em que esteve preso em Bangu “Os negros eram uma pequena minoria”, tal como os brancos, e a maioria era de “morenos”. O que Benjamin finge não saber é que é essa massa de “morenos” que são os negros de nosso país, que sofrem o racismo cotidiano não apenas nas mãos da polícia e do sistema penal, mas com os piores empregos e salários, com discriminação em cada aspecto da sua vida. Se Benjamin finge não saber quem são os negros no Brasil, a polícia e os patrões sabem exatamente quem são, e os discriminam a todo momento.

É um escândalo, um absurdo inadmissível, que na cidade que abrigou o porto onde mais se receberam negros escravizados trazidos da África em todo o mundo, o secretário da educação diga impunemente tamanhos absurdos racistas. Lembremos que seu chefe, o prefeito Crivella, tem também no currículo diversas manifestações de racismo, como o livro que escreveu insultando de forma absurda as religiões africanas.

Repudiamos com todas as forças essa declaração de Benjamin, e todo o racismo que ela representa e que é parte do DNA do Estado brasileiro.

Veja abaixo a postagem de Benjamin na íntegra:

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fcesar.benjamin.58%2Fposts%2F1524764727558900&width=500

Captura de Tela 2017-11-21 às 14.59.55

Via: http://www.esquerdadiario.com.br/Quero-que-as-racas-se-fodam-diz-Secretario-da-Educacao-do-Rio-no-dia-da-Consciencia-Negra

Dossiê revela ação de militares para impedir Nobel a dom Helder Câmara

VIA: FOLHA

Um dossiê de 229 páginas reuniu depoimentos de diplomatas, ofícios, telegramas e outros documentos que relatam a ação do Estado durante a ditadura militar para impedir que o arcebispo de Olinda e Recife, dom Helder Câmara (morto em 1999), recebesse o Prêmio Nobel da Paz nos anos 1970.

O documento, intitulado “Prêmio Nobel da Paz: A atuação da Ditadura Militar Brasileira contra a indicação de Dom Helder Câmara”, foi apresentado na manhã desta sexta-feira (18) pela Comissão da Memória e Verdade de Pernambuco.

De acordo com o dossiê, disponível no site cepedocumento.com.br, o trabalho de dom Helder em defesa dos pobres e as denúncias de tortura e assassinatos praticado por militares chamou a atenção de entidades religiosas de outros países. O reconhecimento veio em 1970 com a primeira indicação ao Prêmio Nobel da Paz.

“A gente tinha notícia de que começou a ter uma grande mobilização do governo para impedir que dom Helder recebesse o prêmio, mas não tínhamos como provar. Há dois anos, o trabalho da comissão foi buscar essas provas”, afirmou Fernando Coelho, coordenador da Comissão da Memória e Verdade de Pernambuco, que leva o nome de dom Helder Câmara.

Ainda segundo Coelho, os embaixadores brasileiros na Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia receberam do então chefe do Departamento Cultural do Itamaraty, Vasco Mariz, e do secretário-geral, Jorge de Carvalho e Silva, a missão de evitar a homenagem ao então arcebispo.

Os diplomatas trabalharam para convencer os integrantes da Fundação Nobel e a opinião pública europeia de que a premiação traria um “desconforto ao governo brasileiro”, diz Coelho. Em um dos ofícios, do então embaixador do Brasil em Oslo, Jayme de Souza Gomes, admite a existência de um “programa de ação contra a candidatura do arcebispo de Olinda e Recife”.

Dom Helder Câmara foi arcebispo de Olinda e Recife entre 1964 e 1985, tendo antes passado pelo Rio de Janeiro, onde desenvolveu projetos sociais. No Nordeste, incentivou os movimentos sociais urbanos e rurais e é um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Além de reunir declarações do religioso consideradas polêmicas, o embaixador brasileiro em Oslo destaca que a estratégia do programa era “se concentrar no seu aspecto econômico-social”. Um estudo encomendado pelo governo brasileiro sobre as críticas de dom Helder ao capitalismo foi entregue aos membros da Comissão Nobel no Parlamento Norueguês.

“Uma personalidade brasileira esquerdizante que ataca substancialmente o regime capitalista caso se projete universalmente através do prêmio poderá concorrer para a formação de um ambiente que venha por em risco os capitais estrangeiros”, escreveu Gomes.

“Dom Helder foi indicado três anos seguidos e durante todo esse tempo o governo trabalhou objetivamente para evitar a premiação. Isso revela uma área em que pouco se tinha falado da intervenção da ditadura: a diplomacia. É uma conquista fruto de muito trabalho da comissão que fica para a posteridade”, disse Fernando Coelho.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), classificou o dossiê como uma reparação ao arcebispo conhecido como “Dom da paz”. “É uma singela reparação a um dos maiores representantes da luta pela democracia e pela justiça social do Brasil e do mundo. Hoje, sabemos claramente do esforço do governo ditatorial para evitar esse reconhecimento, até chantageando empresas estrangeiras”, disse.

BEATIFICAÇÃO

O dossiê fará parte do processo de beatificação do religioso, que está em curso na Arquidiocese de Olinda e Recife. O atual arcebispo, dom Fernando Saburido, espera concluir essa fase do processo nos próximos seis meses.

“Estamos colhendo tudo sobre dom Helder: cartas, fotos, depoimentos. Já terminamos esse processo aqui no Recife, faltando apenas o Rio de Janeiro, onde ele trabalhou como sacerdote, e em Fortaleza, onde ele nasceu”, disse Saburido, que também é presidente da CNBB Nordeste 2.

Dom Helder morreu em 1999, de parada cardíaca. Neste ano, o Vaticano aceitou a abertura do processo de beatificação do religioso a pedido da Arquidiocese de Olinda e Recife.

CPI da Globo vai sair no Congresso

O k-suco ferveu para o lado da Globo, segundo a Veja.

De acordo com a publicação da Abril, o pagamento de propina para a Fifa visando a obtenção do direito de transmissão exclusiva de jogos renderá uma CPI no Congresso.

Michel Temer acredita que é a hora da vingança contra a emissora dos Marinhos que tentou derrubá-lo várias vezes. Não precisa desenhar que o peemedebista guarda as mágoas no freezer para conservá-las bem.

A comissão de investigação une, ineditamente, oposição e situação. O PT, por exemplo, disse que a Globo age como um organização criminosa e pediu providências à Procuradoria Geral da República contra a Vênus Platinada.

Diz a coluna Radar, da Veja:

A delação de Alejandro Burzaco em Nova York sobre o caso Fifa repercutiu no Planalto. O governo ficou muito interessado na acusação de que a Globo pagou propina pelos direitos de transmissão de jogos – o que a empresa nega com veemência. Há quem defenda importar o caso, talvez com uma CPI.

Geddel, irmão e mãe davam ordens para contar dinheiro e destruir provas, diz ex-assessor

Do G1

O ex-secretário parlamentar da Câmara Job Ribeiro Brandão afirmou, em depoimento à Polícia Federal (PF), que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) pediram para ele destruir anotações, agendas e documentos que poderiam comprometer os dois peemedebistas.

Ex-assessor de Lúcio Vieira Lima na Câmara, Job Brandão foi preso, em setembro, na operação da Polícia Federal que encontrou R$ 51 milhões em um apartamento, em Salvador, usado como cofre pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima. Atualmente, ele está em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

(…)

O ex-auxiliar do irmão de Geddel prestou depoimento aos policiais federais na última terça-feira (14), na capital baiana. Aos investigadores, Job Brandão relatou pedidos que recebeu de Geddel enquanto o ex-ministro de Michel Temer estava em prisão domiciliar em Salvador.

No depoimento, o ex-secretário parlamentar contou que, a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos irmãos Vieira Lima, Marluce, auxiliou na destruição de documentos. Segundo ele, esses documentos foram picotados e jogados em um vaso sanitário.

(…)

Job Brandão disse à Polícia Federal que recebia dinheiro do ex-ministro para contar na casa da mãe de Geddel, que mora no mesmo prédio do peemedebista, em um condomínio de luxo de Salvador. Ele também explicou aos investigadores que as quantias variavam de R$ 50 mil a R$ 100 mil e chegavam em pacotes de papel pardo. Às vezes, segundo o ex-assessor, as cédulas apareciam soltas ou envoltas em fitas.

(…)

Ex-assessor diz que guardava dinheiro vivo em closet da mãe de Geddel

Homem de confiança dos irmãos peemedebistas, Job Brandão tem intenção de fazer um acordo de colaboração premiada; ele virou alvo da Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador

Via: Estadão

 

O ex-assessor parlamentar do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro Brandão, afirmou em depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que dinheiro em espécie era guardado em malas e caixas no closet da mãe do parlamentar e do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Segundo Job Brandão, a família “possuía muito dinheiro guardado no apartamento de Marluce Vieira Lima”, em Salvador. A pedido de Geddel e de Lúcio, Job realizava a contagem de dinheiro quando as notas chegavam no apartamento em Salvador.

O dinheiro, segundo ele, ficava guardada no closet do quarto da mãe dos irmãos Vieira Lima, em caixas e malas até o início de 2016. Ele contou que quando o pai de Lúcio e Geddel morreu, no entanto, o dinheiro foi levado para outro lugar.

O ex-assessor disse que não tinha conhecimento do local até a busca e apreensão feita em setembro deste ano na Operação Tesouro Perdido. Ele disse que nunca esteve no apartamento onde a Polícia Federal encontrou o equivalente a R$ 51 milhões em dinheiro vivo, mas pela foto “as caixas e uma das malas pretas se assemelham com as que costumavam ficar guardadas” no apartamento da mãe de Geddel e Lúcio.

Job Brandão tem intenção de fazer um acordo de colaboração premiada. Ele virou alvo da Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos R$ 51 milhões encontrados. O ex-ministro e o deputado Lúcio Vieira Lima são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro.

O ex-assessor afirmou em depoimento à PF ao qual o Estado teve acesso que só viajou uma vez a Brasília e que sequer esteve na capital do País para a posse no cargo, tendo feito isso por meio de procuração. Durante todo o período, segundo ele, “nunca trabalhou efetivamente como Secretário Parlamentar, mas tão somente trabalhava para a família Vieira Lima, prestando todo tipo de serviço no interesse da família”.

Job Brandão disse aos investigadores que devolvia parte do salário à família. No início, segundo ele, o acerto era que ele ficasse com o correspondente a 2 salários mínimos e meio, mais o auxílio alimentação que recebia como Secretário Parlamentar. Depois, no entanto, houve um aumento. Job contou que recebia R$ 3.780 do total de R$ 11.800 do cargo. A “sistemática” começou a ser aplicada com o motorista da família, que, segundo ele, também era secretário parlamentar. Quem controlava os pagamentos era uma terceira secretaria parlamentar que na verdade prestava serviços para a família.

Segundo o ex-assessor, ele chegou a ser chamado ao apartamento de Lúcio Vieira Lima para “contar dinheiro em espécie” e que já recebeu “diversas vezes” dinheiro vivo das mãos do irmão do marqueteiro João Santana, Elísio Santana, “ligado ao PMDB da Bahia”. Ele afirmou que quando contava o dinheiro recebido de Santana normalmente chegava até a R$ 500 mil, em entregas entre 2010 e 2011.

Procurado pelo Estadão, Marcelo Ferreira, advogado de Job, declarou que “tem uma especial preocupação com a segurança de Job e que tem por objetivo demonstrar que sua condição de vida é totalmente incompatível com a renda de um secretário parlamentar”. Para o advogado, o ex-assessor é “vítima da situação e que, além da liberdade, pretende buscar, judicialmente, o ressarcimento dos valores de seu salário que era obrigado a repassar à família Vieira Lima”.

A defesa de Geddel Vieira Lima e o deputado Lúcio Vieira Lima não atenderam contatos da reportagem até o momento.