Fux intima Maria do Rosário a depor na ação em que Bolsonaro é réu

Via: G1

Bolsonaro é réu no STF desde junho de 2016 pela suposta prática de apologia ao crime de estupro e por injúria. Ele afirmou deputada não merecia ser estuprada porque ele a considera “muito feia”.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux intimou a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) a depor, no próximo dia 23 de agosto, como testemunha na ação penal aberta contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Bolsonaro é réu no STF desde junho do ano passado pela suposta prática de apologia ao crime de estupro e por injúria. Em 2014, ele afirmou, na Câmara e em entrevista a um jornal, que Maria do Rosário não merecia ser estuprada porque ele a considera “muito feia” e porque ela “não faz” seu “tipo”.

Após ele se tornar réu, a defesa do deputado invocou a chamada “imunidade parlamentar”, segundo a qual deputados e senadores são protegidos por opiniões, palavras e votos. Além disso, a defesa de Bolsonaro argumentou que não incentivou outras pessoas a estuprar.

Ao analisar denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) e a queixa da própria deputada, a Primeira Turma da Corte entendeu que, além de incitar a prática do estupro, Bolsonaro ofendeu a honra de Maria do Rosário.

À época da análise da denúncia, somente o ministro Marco Aurélio Mello foi contra tornar Bolsonaro réu. Na ocasião, os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Roberto Barroso votaram favor da abertura da ação penal.

Depois da fase de coletas de depoimentos, será a vez de Bolsonaro ser interrogado, fase final do processo. Caberá ao Supremo, então, decidir se condena ou absolve o parlamentar.

 

Neonazistas ajudam a convocar “ato cívico” pró-Bolsonaro em São Paulo

Via: UOL 

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Uma manifestação de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) está sendo convocada na internet para o próximo sábado (9), às 11h, no vão do Masp, em São Paulo. O protesto, batizado de “ato cívico”, está sendo divulgado em rede sociais como o Orkut e no fórum “Stormfront”, administrado pelo movimento neonazista “White Pride World Wide” .

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Reprodução de logo criado para divulgar o ato pró-Bolsonaro no Orkut No fórum, o tópico utilizado para divulgar a manifestação foi aberto ontem e apagado hoje, mas o cache do Google que indexa as páginas apagadas registrou as mensagens.

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Reprodução de logo criado para divulgar o ato pró-Bolsonaro no Orkut

A convocatória, publicada por um membro denominado “Erick White”, diz: “Vamos dar o nosso apoio ao único Deputado que bate de frente com esses libertinos e Comunistas!!! Será um manifesto Cívico, portanto, levem a família, esposas, filhos e amigos… (sic)”. O autor finaliza a mensagem com os números “14/88”, simbologia nazista que faz referência a Adolf Hitler e ao nacionalista norte-americano David Lane, defensor do mito da supremacia branca. No Orkut, onde não há referências racistas ou nazistas explícitas, o ato foi divulgado em comunidades de apoio a Bolsonaro.

São elas: “Sou fã do dep. Jair Bolsonaro”, com 4.086 membros; “Jair Bolsonaro para Presidente” (2.469 membros); “Bolsonaro é o cara” (71). Entre todas as comunidades no Orkut sobre o deputado, as três mais numerosas demonstram apoio a Bolsonaro. Declarações

Declarações:

As recentes polêmicas envolvendo o parlamentar começaram com um quadro do programa humorístico “CQC” exibido no último dia 28. Nele, , a cantora Preta Gil perguntou ao deputado: “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?” A resposta, considerada racista por Preta Gil e por colegas de Bolsonaro no Congresso Nacional, foi a seguinte: “ô, Preta eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”. O deputado afirmou que se confundiu com a série de perguntas feitas no quadro e não se referiu aos negros em sua resposta. Desde o episódio, Bolsonaro deu uma série de entrevistas nas quais fez criticas a homossexuais e elogios à ditadura militar.

Justiça bloqueia bens de ex-prefeita do DEM “ostentação” por compra de caixões no MA

Ex-prefeita Lidiane Leite teve seus bens bloqueados após comprar 265 urnas funerárias para uma cidade que tem média de 24 mortes por ano.

Via: G1

A Justiça de Bom Jardim, a 275 km de São Luís (MA), determinou o bloqueio de bens da ex-prefeita Lidiane Leite – que ficou conhecida nacionalmente como a “prefeita ostentação” por exibir uma vida de luxo nas redes sociais – pela compra de 265 urnas funerárias para uma cidade que tem em média 24 mortes por ano.

Além de Lidiane, Humberto Dantas, Marcos França e Rosyvane Silva Leite, também citados na ação, tiveram seus bens bloqueados. A decisão foi tomada pela Justiça na última sexta-feira (21). A indisponibilidade de bens refere-se a imóveis, veículos e valores depositados em agências bancárias. A decisão foi do juiz Raphael Leite Guedes, titular da comarca.

“Notifiquem-se imediatamente, os cartórios de registros de imóveis de Bom Jardim, São João do Carú, Pindaré-Mirim, Santa Inês, Bacabal, Imperatriz e São Luís, bem como à Junta Comercial do Maranhão, a fim de que informem a existência de bens ou valores em nome dos demandados. Caso existam, determino que procedam ao imediato bloqueio dos bens, adotando-se as medidas necessárias para que permaneçam inalienáveis na forma desta decisão, limitado à quantia de R$ 540.000,00 (quinhentos e quarenta mil reais), sob pena de serem aplicadas as sanções cabíveis em caso de descumprimento da presente decisão judicial, informando a este juízo as providências adotadas, no prazo de 72 (setenta e duas) horas”, diz um trecho do despacho do juiz.

O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Maranhão. Segundo as investigações, a prefeitura, durante a gestão de Lidiane Leite, comprou da Funerária São João, de Rosyvane Silva Leite, 220 urnas funerárias populares, com custo de R$ 80 mil, além de 25 no padrão “luxo”, por R$ 25 mil, e mais 20 urnas “super luxo”, a R$ 30 mil. Ao todo, foram R$ 135 mil.

O tráfico e o filho da desembargadora: por que só os pobres ficam na cadeia? Por Joaquim de Carvalho

VIA: DCM

O levantamento mais recente sobre o perfil dos presos no Brasil revelou que um terço está relacionado ao tráfico de drogas. O número de presos por esse tipo de crime aumentou quase 340% desde 2006, quando uma nova lei, mais rigorosa com o tráfico, entrou em vigor.

Ao mesmo tempo em que pessoas sem nenhuma passagem anterior pela polícia ocupam os presídios, surgem casos de impunidade, sempre relacionados a pessoas bem posicionadas na sociedade.

No início do ano, o Superior Tribunal de Justiça confirmou a condenação a quatro anos e 11 meses de prisão de um homem preso em flagrante por entregar a outro um cigarro com 0,02 grama de maconha.

Já a Justiça Federal do Espírito Santo ainda não julgou os quatro homens apanhados tentando desembarcar 445 quilos de cocaína de alta pureza, há quase quatro anos.

O que havia de diferente nos dois casos, além da brutal diferença de quantidade de droga apreendida?

O homem condenado a quatro anos e onze meses de prisão já se encontrava preso na Cadeia Pública de Cataguases, Minas Gerais, quando um policial civil o viu entregar a outro detento um pacotinho com a maconha, tão pequeno que era difícil enxergar de longe. Seria um pouco mais grosso que um palito de fósforo.

Já os 445 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos por uma força tarefa que uniu policiais federais e policiais militares do Espírito Santo e estavam sendo descarregados do helicóptero da família do senador Zezé Perrella, também de Minas Gerais.

A quantidade de drogas era tanta que encheu o porta-malas do Volkswagen Polo que aguardava no interior de uma fazenda pela chegada da droga, embarcada no Paraguai.

O helicóptero foi devolvido à família do senador, apesar da legislação prever o confisco de bens usados no tráfico. Os pilotos foram soltos seis meses depois do flagrante, assim como dois ajudantes. Já o presidiário de Cataguases vai passar mais alguns anos trancado na cadeia.

Agora, do Mato Grosso do Sul, vem a notícia de que o filho da presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, foi solto, apesar das provas que existem do envolvimento dele com o tráfico de drogas.

Tânia, desembargadora e agora tutora de um acusado de narcotráfico e ligações com o crime organizado.

Breno Fernando Solon Borges, de 37 anos foi preso pela Polícia Rodoviária Federal em abril deste ano, com 130 quilos de maconha, 199 projéteis calibre 7.62 e 71 projéteis de pistola 9 milímetros, munição para armas de uso restrito das Forças Armadas.

O empresário é dono de metalúrgicas e serralherias em Campo Grande e outros estados, como Paraná e Santa Catarina, e foi preso pela Polícia Rodoviária Federal quando viajava com a namorada e um funcionário dele, em dois carros.

Interrogado, o filho da desembargadora não revelou a origem do armamento e das drogas e nem dos supostos compradores. Já tinha passagem pela polícia, por porte ilegal de arma, e era investigado sob a suspeita de participar de um esquema de tráfico de drogas e armas para traficantes do interior de São Paulo, utilizando como fachada a participação em corridas de motos.

O nome de Breno também apareceu numa investigação que apurava um plano para resgatar presos.

Nas redes sociais, ostentava uma vida de luxo.

Para ser liberado, seus advogados apresentaram um laudo médico que atribui a ele Síndrome de Borderline”, doença “consiste basicamente no desvio dos padrões de comportamento do indivíduo, manifestado através de alterações de cognição, de afetividade, de funcionamento interpessoal e controle de impulsos.”

O site Campo Grande News cobriu o caso e informou que, em uma das tentativas de libertar Breno, com o laudo em mãos, a mãe, presidente do TRE, se ofereceu como tutora para o filho ser internado em uma clínica médica. O juiz de primeira instância negou, dada a gravidade da acusação.

Na sexta-feira passada, o desembargador Ruy Celso Barbosa Florence tomou uma decisão diferente: liberou Breno da prisão. O compromisso assumido pela defesa é que ele se submeterá a tratamento psiquiátrico adequado, sob a tutela e responsabilidade da mãe, que se comprometeu a levá-lo a todas as audiências do processo.

Enquanto isso, as cadeias em todo o Brasil enfrentam o problema da superlotação por conta da chegada de novas levas de acusados de tráfico. Casos como o do presidiário condenado por conta de 0,02 gramas de maconha. Muitos dos presos são mulheres e negros, quase todos são pobres.

Munição apreendida com o filho da desembargadora: suspeita de que ele ajudaria no resgate de presos.

MENTIRA: Filho do ex-presidente Lula foi visto com Ferrari de ouro no Uruguai?

Será verdadeiro ou falso o vídeo que mostra o filho do ex-presidente Lula entrando na sua Ferrari toda feita de ouro no exterior?

Via: E-Farsa

O vídeo apareceu nas redes sociais no dia 22 de julho de 2017e rapidamente se transformou num dos assuntos mais comentados da rede. Nele podemos ver dois homens entrando em uma linda Ferrari banhada a ouro conversível!!!

De acordo com o texto que circulou pela web, um dos homens que entram no carro dourado seria o filho do ex-presidente Lula e que eles teriam sido flagrados esbanjando dinheiro e ostentando o carrão no Uruguai!

Algumas versões desse mesmo vídeo foram compartilhadas no Facebook, gerando centenas de milhares de visualizações, mas será que essa notícia é real?

Filho do ex-presidente Lula foi visto com Ferrari de ouro no Uruguai?

Será verdadeiro ou falso o vídeo que mostra o filho do ex-presidente Lula entrando na sua Ferrari toda feita de ouro no exterior?

O vídeo apareceu nas redes sociais no dia 22 de julho de 2017e rapidamente se transformou num dos assuntos mais comentados da rede. Nele podemos ver dois homens entrando em uma linda Ferrari banhada a ouro conversível!!!

De acordo com o texto que circulou pela web, um dos homens que entram no carro dourado seria o filho do ex-presidente Lula e que eles teriam sido flagrados esbanjando dinheiro e ostentando o carrão no Uruguai!

Algumas versões desse mesmo vídeo foram compartilhadas no Facebook, gerando centenas de milhares de visualizações, mas será que essa notícia é real?

Verdade ou mentira?

Em primeiro lugar, o vídeo não foi filmado no Uruguai. Podemos confirmar que as cenas foram capturadas em frente ao Hotel de Paris, em Monte Carlo:

O vídeo em questão foi publicado dias antes em outros canais no YouTube e podemos notar que não há nenhuma menção ao dono do veículo ser o “Lulinha”:

 

Um zoom na trazeira do veículo mostra, apesar de meio desfocado, o final da sua placa (algo como “BGA” seguida de algumas escritas em árabe):

Um zoom na trazeira do veículo mostra, apesar de meio desfocado, o final da sua placa (algo como “BGA” seguida de algumas escritas em árabe):

Envie suas dúvidas e sugestões de pauta através do nosso WhatsApppelo número (11) 96075-5663!

Note que a mesma placa pode ser vista nessa foto abaixo, tirada 8 dias antes, em Paris:

Na postagem dessa foto, o usuário do Redit afirma que essa Ferrari é de um árabe. Algo que não podemos confirmar, mas são visíveis escritas em árabe na lateral da placa!

Olha o mesmo carro nesse outro vídeo:

 

E aqui, também:

Para quem quiser comparar o homem da foto com fotos dos filhos do Lula, clique aqui numa pesquisa que fizemos no Google Images!

Conclusão

Não há provas de que a Ferrari dourada do vídeo seja do filho do ex-presidente Lula. Comprovamos que o vídeo não foi gravado no Uruguai e que esse mesmo carro foi visto (e filmado) várias vezes em Paris!  

Policial confessa ter matado travesti na PB: ‘matou por não gostar de homossexual’, diz Polícia Civil

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Via: G1

Vítima foi ferida a tiros quando se aproximou de sargento reformado da PM, enquanto ele bebia.

 

Um sargento reformado da Polícia Militar da Paraíba foi preso suspeito de matar uma adolescente travesti de 16 anos. O crime ocorreu na cidade de João Pessoa, no último sábado (8), e o policial foi preso nesta terça-feira (11), na cidade de Teixeira, no Sertão paraibano. O policial teria confessado o crime, na delegacia, e dito que “matou por não gostar de homossexual”, segundo informou a Polícia Civil.

O assassinato aconteceu em uma praça do bairro Funcionários II, em João Pessoa. De acordo com informações da Polícia Civil, o sargento reformado da PM estava bebendo, quando a adolescente travesti se aproximou dele. O sargento teria levantado da mesa, sacado a arma e atirado várias vezes contra a vítima, que morreu ainda no local, conforme informou a polícia.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, depois de cometer o crime, o suspeito teria fugido da cidade. O sargento foi preso na casa de um parente na cidade de Teixeira, após o órgão receber uma denúncia anônima.

Depois de ser preso no Sertão pelo delegado Reinaldo Nóbrega, o policial foi levado até a Central de Polícia de João Pessoa, no Geisel, para prestar depoimento. Na delegacia, segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime e alegou que foi motivado “por não gostar de homossexual”.

Por ser policial militar, o sargento foi encaminhado para o 1º Batalhão da Polícia Militar, no Centro de João Pessoa, e, nesta quarta-feira (12), será apresentado ao juiz na audiência de custódia.

PERITOS REFORÇAM AO STF QUE NÃO HOUVE ALTERAÇÃO EM ÁUDIO NO JABURU

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Equipe técnica responsável pela perícia da gravação feita pelo empresário Joesley Batista enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal reforçando a tese de que não houve alteração no áudio da conversa entre o dono da JBS e Michel Temer; a manifestação foi feita em resposta a um questionamento dos advogados de Temer, que disseram que a perícia não teria respondido a questões específicas da defesa

VIA: Brasil 247 – Os peritos que analisaram a gravação feita pelo empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu enviou ao Supremo Tribunal Federal uma confirmação da tese de que não houve alteração no áudio da conversa entre o dono da JBS e Michel Temer.

O documento de 14 páginas foi enviado ao STF após questionamentos feitos pela defesa de Temer. Os advogados do peemedebista alegaram que a perícia não teria respondido a questões específicas da defesa.

Ao receber o questionamento da defesa, o ministro Luiz Edson Fachin, relator do inquérito, notificou a PF, e os peritos Paulo Max Gil Innocencio Reis e Bruno Gomes de Andrade responderam às questões.

Ao todo foram encontrados no áudio 294 descontinuidades, mas sem indícios de manipulação, afirmaram os peritos.

‘Se me expulsarem do PMDB, vai ser problema deles’, diz Zveiter, após parecer contra Temer

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Deputado voltou a dizer que é de uma ala ‘independente’ do partido, que ‘quer um País melhor’; segundo disse, foi hostilizado por correligionários após a leitura do parecer

Via: ESTADÃO

BRASÍLIA – O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra o presidente Michel Temer, minimizou qualquer tipo de retaliação que possa vir a sofrer de seu partido por ter apresentado um parecer favorável à admissibilidade do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Se eles me expulsarem, vai ser problema deles e não meu”, rebateu. “Eu faço parte de uma ala de um PMDB independente. Então se fazer parte de um PMDB independente é querer um País melhor, eu me sinto digno de fazer parte disso”, disse a jornalistas, nesta segunda-feira, 10, após apresentação do parecer na CCJ.

 Zveiter contou também que, após ler seu parecer, foi hostilizado por colegas do partido, como o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), e o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS). Zveiter acusou Perondi de chamá-lo de “promotor” de forma irônica. “Eu falei para ele deixar de ser moleque”, explicou o relator.

O voto de Zveiter em si não foi uma surpresa para os governistas, mas a contundência com que se manifestou trouxe euforia à oposição e preocupação para a base aliada. “Foi um dia triste para o Estado de Direito”, lamentou Carlos Marun (PMDB-MS), vice-líder da bancada peemedebista.

O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), disse que Zveiter “rasgou” o diploma e concluiu que o voto foi “muito fraco”. Mansur acusou a oposição de usar uma denúncia sem comprovação de fatos para fazer disputa política e partir para o revanchismo. “A oposição quer dar o troco no impeachment da presidente Dilma Rousseff”, afirmou.

A base aliada conta com a produção de um voto em separado contra a denúncia para ser aprovado como substitutivo e ser levado ao plenário. Ao trocar 13 membros da comissão (sendo oito titulares), os aliados afirmam que terão 39 ou 40 votos contra a denúncia. E, se forem detectados potenciais votos contrários, as trocas continuarão.

Relator dá parecer favorável à denúncia contra Temer

Via: FOLHA

O deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra o presidente Michel Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara, deu nesta segunda (10) parecer favorável ao prosseguimento do caso.

Frustrando a base governista, o relator entendeu haver elementos para a chamada “admissibilidade” da acusação da PGR (Procuradoria-Geral da República), segundo a qual o presidente cometeu crime de corrupção passiva. Segundo a denúncia, o peemedebista foi o destinatário final de uma mala contendo propina de R$ 500 mil e de uma promessa de outros R$ 38 milhões em vantagem indevida, ambas da empresa JBS.

O relatório apresentado nesta segunda é uma das fases do processo para autorizar ou não a abertura de uma ação penal contra o presidente. O texto de Zveiter deverá ser votado pelo 66 membros da CCJ e, depois, por todos os 513 deputados em plenário. Caso o placar final seja favorável à denúncia, o caso é encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), responsável pelo julgamento.

O advogado de Temer, Antonio Claudio Mariz de Oliveira fará a sustentação oral para rebater a denúncia ainda nesta segunda. Depois disso, a expectativa é que haja pedido de vista e somente na quarta (12) tenham início as mais de 40 horas de debates de deputados a favor e contra a denúncia.

Temendo derrota, o governo intensificou a ofensiva para tentar livrar o presidente da República da denúncia.

Após ter útero e apêndice retirados, mulher deve ser indenizada por hospital

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Fato ocorreu na Casa de Saúde Imaculada Conceição, em Patos de Minas (Reprodução/Street View)

Por ter tido uma grave infecção hospitalar após o parto da filha, uma mulher deve receber indenização no valor de R$ 50 mil da Casa de Saúde Imaculada Conceição. O fato aconteceu em Patos de Minas, região do Triângulo Mineiro.

Após o nascimento da filha por cesárea, a mulher sentiu fortes dores abdominais, pois não foi realizada a lavagem intestinal recomendada. Mesmo com dores, ela recebeu alta por parte da equipe médica.

Na semana seguinte, ela teve que retornar ao hospital, pois o desconforto não passava. Após realizar uma radiografia, a mulher foi submetida a uma cirurgia no intestino e por ter ficado em estado grave, foi encaminhada ao Centro de Tratamento Intensivo (CTI).

Apresentando problemas respiratórios, ela precisou do auxílio de aparelhos e foi constatada infecção generalizada. Ela precisou ser transferida para Belo Horizonte, pois só tinha 5% de chance de sobreviver. Ao chegar à capital mineira, ela ainda foi submetida a mais duas cirurgias. Como estavam totalmente infeccionados, o útero e o apêndice da mulher foram retirados.

Em defesa, o hospital alegou que a infecção adquirida pela paciente era oriunda da flora bacteriana e que não houve falha da equipe médica na prestação do serviço.

A decisão em primeira instância determinou ao hospital pagar R$ 30 mil por danos morais. As partes recorreram da decisão e o relator, Mota e Silva, acolheu o pedido da mulher para que o valor fosse aumentado.

De acordo com o relator, “a retirada do útero da paciente com 25 anos acarreta-lhe transtornos e abalos psicológicos sérios, os quais devem ser indenizados”, afirmou.

Mota e Silva enfatizou que os hospitais do país são obrigados a manter Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), mas o perito constatou que, na época do nascimento do bebê, o hospital não possuía equipe para controle de infecção hospitalar. Assim, ficou comprovada que “a infecção que atingiu a paciente foi consequência do parto”, concluiu.

Do TJMG