Dallagnol recebeu R$ 219 mil por palestras em 2016 e diz que “não controlou” os valores

Do Valor:

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Coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, o procurador Deltan Dallagnol recebeu R$ 219 mil por 12 palestras no ano passado. Dallagnol afirmou que a atividade de dar palestras, inclusive as remuneradas, é “legal, lícita e privada” e autorizada por resoluções do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O procurador negou que esteja usando as investigações da Lava-Jato para enriquecimento pessoal e disse ter doado os recursos para a construção de um hospital voltado para crianças com câncer.

“Nas minhas palestras não faço menções específicas a corruptos. Não me alongo em casos específicos. Eu trato sobre corrupção. Embora a atividade de dar palestra seja legal, lícita e privada, autorizada por resoluções do Conselho Nacional do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça, decidi, por decisão própria, voluntária, destinar todos os valores que seriam recebidos em palestras para uma entidade filantrópica”, afirmou o procurador na noite desta quinta-feira a jornalistas, depois de dar uma palestra patrocinada pela XP Investimentos, na capital paulista.

Na quarta-feira, a Corregedoria Nacional do Ministério Público instaurou um procedimento para investigar a comercialização de palestras por Dallagnol.

O procurador afirmou que a instauração de um procedimento de investigação é de praxe e negou qualquer tipo de irregularidade. “Toda vez que chega qualquer ofício ao CNMP por procedimento padrão eles instauram um procedimento [de investigação]. Eles vão me escutar e certamente vão arquivar porque esse pedido não tem qualquer perspectiva de êxito”, afirmou, depois de ser questionado pela reportagem.

Dallagnol não quis falar qual o cachê recebido pela palestra na noite desta quinta-feira no Expert 2017, “o maior evento da América Latina para a indústria de investimentos”, conforme descrição da XP Investimentos. O ingresso para o evento custa R$ 800. O procurador, no entanto, disse que prestará as informações à Receita Federal e que em 2018 divulgará o valor total recebido neste ano. “Não falo sobre contratos específicos porque eles têm cláusulas de confidencialidade. Não posso expor o contratante”, afirmou.

O coordenador da força-tarefa da Lava-Jato disse que “não controlou” os valores recebidos no ano passado com as palestras. “Foram dadas – segundo informações do próprio hospital [que recebe os recursos], porque eu não controlava isso diretamente – 12 palestras, que somaram R$ 219 mil. As destinações foram feitas diretamente pelas entidades para a construção do hospital infantil”, declarou o procurador. Dallagnol disse ainda que a doação é uma “decisão pessoal” e que se decidisse embolsar todo o montante “também não teria nenhum problema”.

Ao usar governo para ameaçar Joesley, Temer comete crime de coação a testemunha, passível de prisão

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Via: Plantão Brasil

Essa guerra que Temer está movendo contra a JBS, uma das maiores exportadoras e empregadoras brasileiras, em meio a uma grave crise econômica, além de ser um tiro no pé pode ser facilmente enquadrada no artigo 344 do Decreto Lei 2848 de 7/12/1940 referente a coação de testemunha ou parte e que é punida com pena de prisão:
Art. 344 – Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral:

Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

Não há como não admitir que as medidas tomadas por Temer contra a JBS podem ser definidas como graves ameaças a Joesley, parte do processo, que têm o intuito de coagi-lo a rever suas acusações.

“Se continuar me acusando eu te quebro; se retirar o que disse de mim eu não te quebro”.

Se o acusado está tentando intimidar, coagir ou chantagear seu acusador isso é obstrução de justiça, pois ele pressiona para obter seu silêncio. E o silêncio impede a investigação.
De maio para cá, Temer cometeu várias ameaças e intimidações: julgou suspeita a delação “premiadíssima”; chamou Joesley de falastrão e de bandido; mandou investigar as operações de compra e venda de ações e dólares às vésperas do vazamento; encomendou uma CPI da JBS; soltou todos os fiscais e cobradores pra cima das empresas; entrou com processo contra Joesley por calúnia e injúria e agora a Advocacia Geral da União quer que o TCU declare indisponíveis os bens que a JBS tenta vender para sair do buraco e arrecadar algo entre 6 e 12 bilhões de dólares.

A ordem é clara: quebrar a JBS.

Não me lembro de algo parecido na política brasileira, em qualquer época: o presidente da República patrocina uma luta fratricida contra um dos maiores empresários do país, o que pode afetar tanto o ingresso de divisas quanto aumentar o desemprego.

Em vez de criar mais empregos o governo destrói os que já existem, culpando os empregados pelas trapaças dos patrões.

Joesley sabe que, enquanto o governo Temer durar a JBS estará em perigo, por isso o seu foco número 1 é derrubar Temer o quanto antes.

Temer sabe que, enquanto Joesley não parar de falar seu governo estará em perigo, por isso seu foco número 1 é quebrar a JBS o quanto antes.

O duelo apenas começou.

Ou Joesley acaba com Temer ou Temer acaba com Joesley.

Jurista diz que Gilmar Mendes é o Cunha do Judiciário

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Após ser atacado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o jurista pernambucano Marcelo Neves, professor da Universidade de Brasília (UnB), um dos autores do pedido de impeachment contra o ministro, contra-atacou, nesta segunda-feira (19), comparando o ministro ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), preso. “Gilmar Mendes está para o Judiciário como Eduardo Cunha está para o Legislativo”, ironizou.

Em nota, Neves afirmou que o ministro “se afastou há muito tempo da conduta compatível com a honra, a dignidade e o decoro do seu cargo”. Ademais, disse que o ministro “chegou ao STF bajulando políticos como [ex-presidente Fernando] Collor e FHC”, este último o responsável por sua nomeação ao cargo na Suprema Corte. À época, Mendes chefiou a Advocacia-Geral da União (AGU) no governo do tucano.

Procurado pelo Diario, o jurista Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República, disse que preferia não se pronunciar. Limitou-se a dizer que “os autos falam por si”.

Ao ser questionado nesta segunda sobre o pedido de impeachment, Mendes desqualificou os dois autores, chamando-os de “falsos juristas”. A declaração foi dada após palestra sobre os desafios da governabilidade, no Lide Pernambuco, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife.

* Com colaboração de Aline Moura

Abaixo a nota de Marcelo Neves na íntegra:

O sr. Gilmar Mendes é useiro e vezeiro em desviar a atenção dos seus malfeitos com ataque às pessoas. Ele não responde objetivamente ao conjunto de graves infrações que lhe imputamos em duas denúncias por crime de responsabilidade perante o Senado (impeachment), uma reclamação disciplinar perante o STF e uma notícia de crime perante a Procuradoria Geral da República. Foge de tudo, com ataques pessoais.

Ele já se afastou há muito tempo da conduta compatível com a honra, a dignidade e o decoro do cargo de Ministro do STF. Exerce ilegalmente atividades partidárias, julga em casos nos quais advogados do escritório de sua esposa atuam como advogado da parte, encontra-se a portas fechadas com o sr. empresário Joesley Batista acompanhado do seu advogado, um empresário investigado criminalmente pelo STF à época. Recebe dinheiro desse empresário via IDP, do qual é sócio. O IDP tem sido de fato ilegalmente administrado por ele, como é público e notório e constava na Receita Federal até novembro de 2016. Ataca injuriosamente colegas, as partes, membros do Ministério Público, instituições etc. Ele já praticou praticamente todos os crimes de responsabilidade previsto no art. 39 da Lei nº 1.079/1950.

Ele deveria esclarecer sua amizade com Riva e Sival no Mato Grosso e a venda da Faculdade de seu irmão nesse Estado, que dependeu de uma emenda à constituição estadual. Como foi isso?

Do ponto de vista de carreira, é bobagem o que diz o Ministro sobre mim. Comparem meu currículo com o dele no Lattes. Ele é um mero manualista do direito, que chegou ao STF bajulando políticos como Color e FHC. Um colega disse que ele é a Ivete Sangalo do direito. Eu entendo que isso é uma agressão a Ivete Sangalo.

Fui demitido injustamente da FGV em 2005. Pela injustiça da demissão recebi indenização por dano moral em torno de R$ 1.000.000 (um milhão de reais). Além disso, a FGV teve que se retratar na imprensa, inclusive no CONJUR, que é do grupo do Sr. Gilmar. 

Afastei-me dele porque me convenci que é um ser de baixíssima estatura moral, indigno de conviver comigo. Gilmar Mendes está para o Judiciário como Eduardo Cunha está para o Legislativo. Quem são os amigos dele: Riva, Sival, Aécio, Temer, Jucá, entre outros. Eu sou amigo de Fonteles. Tirem as suas conclusões“.

Médico preso por desviar milhões do SUS pedia o “fim da corrupção” e prisão de Lula

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Nas redes sociais, um discurso moralista em defesa da ética e várias imagens em passeatas “contra a corrupção, a favor do impeachment de Dilma, da prisão de Lula e da extinção do PT”. Na vida cotidiana, o neurocirurgião Erich Fonoff integrava esquema fraudulento no SUS. O médico foi preso pela Polícia Federal

O neurocirurgião do Hospital das Clínicas (SP), Erich Fonoff, especializado em Mal de Parkinson, foi um dos presos em condução coercitiva na última segunda-feira (18) na operação Dopamina, da Polícia Federal.

De acordo com os investigadores, Fonoff e outros médicos faziam parte de um esquema criminoso de desvio de recursos públicos para a compra de equipamentos médicos.

São estimados cerca de R$ 18 milhões de prejuízos aos cofres públicos.

Apesar de, supostamente, ter se beneficiado com desvios de recursos públicos, o neurocirurgião é um assíduo ‘militante’ anti-corrupção.

Desde que a presidente Dilma Rousseff foi eleita em 2014, Fonoff tem frequentado inúmeros protestos pró-impeachment e, pelas redes sociais, pedia o “fim da corrupção”, pregando a prisão do ex-presidente Lula e espalhando boatos como de que o governo federal cortaria o Bolsa Família de quem não votasse em Dilma nas eleições de 2014.

Confira algumas postagens do médico antes de ser preso:

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Entenda o caso

As investigações apontaram que os pacientes com mal de Parkinson eram orientados pelo neurocirurgião Erich Fonoff e pelo diretor administrativo do setor de neurocirurgia do hospital, Waldomiro Pazin, a procurarem a Justiça para conseguir marcapassos cerebrais. Com decisões judiciais, o hospital adquiria equipamentos sem a necessidade de licitação, que custavam cerca de quatro vezes mais que o preço real.

Waldomiro Pazin, Erich Fonoff (responsável por 75% das cirurgias investigadas), Vitor Dabbah, dono da empresa Dabasons, que importava os equipamentos, e Sandra Ferraz, funcionária da empresa, foram alvos de condução coercitiva. De acordo com a PF, os beneficiados com as decisões tinham quadros semelhantes ou até menos graves que outras pessoas que estavam na fila para conseguir o tratamento.

O esquema funcionou de 2009 a 2014, nas gestões tucanas de José Serra e Geraldo Alckmin. Nesse período foram feitas 154 cirurgias de implante para tratamento de Parkinson com recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) com ordem judicial. Neste período não houve licitação para compra de marcapassos de maneira regular, e 82 pessoas não conseguiram operar de maneira regular.

A defesa do neurocirurgião Erich Fonoff afirmou que “como médico cirurgião, ele nunca deteve poder para influenciar o processo de compra de equipamentos no Hospital das Clínicas”.

com informações de Folha e Revista Brasileiros

YouTuber do “Mamãe Falei”, ligado ao MBL, é preso em Porto Alegre

Da Radio Guaiba:

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O youtuber do canal MamãeFalei e integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Arthur Moledo Do Val, foi detido na manhã desta quarta-feira, no Centro de Porto Alegre, após seu suposto segurança agredir um municipário que participava de manifestação contra o parcelamento de salários e o possível aumento da alíquota da previdência discutido na Câmara de Vereadores. Do Val filmava disse à reportagem da Rádio Guaíba que veio a Porto Alegre justamente para acompanhar o protesto dos municipários. Porém, negou que os dois homens trabalhassem para ele. Arthur disse que conheceu os dois no momento do protesto porque ambos apreciavam o trabalho do youtuber.

JANAINA PASCHOAL SUGERE QUE JBS É DE LULA E É EXECRADA NAS REDES

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247 – A advogada Janaina Paschoal, coautora do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, foi execrada por internautas nesta quarta-feira 21 depois de sugerir, pelo Twitter, que o ex-presidente Lula seria dono da JBS.
Numa sequência de 40 tuítes, ela dá vazão a boatos de internet sem fundamento, ao dizer que a Friboi é de Lula, que o empresário Joesley Batista “blinda” o ex-presidente e que isso precisa ser apurado.
Primeiro, a jurista questiona o acordo de leniência firmado entre a empresa frigorífica e o Ministério Público Federal, destacando em seguida que “a cada dia, fica mais claro que Joesley blindou Lula. Em depoimento, ele mencionou contas no exterior, mas disse que tratava com Mantega”.
Para ela, o fato de o empresário não mencionar Lula é “prova” de que Batista acoberta o ex-presidente. “Entendo que as provas entregues pela JBS são válidas, mas Joesley precisa levar aos autos o que omitiu. Por que está defendendo Lula?”, questionou.
“Sempre ouvi boatos de que a JBS era, na verdade, de Lula. Boatos de que os açougueiros seriam seus laranjas. Isso haveria de ser apurado. Por que Joesley blinda Lula? Por que escondeu a reunião com Lula e Cunha? Por que sua empresa foi a maior beneficiada pelo BNDES?”, perguntou ainda.
“Lula, em 70 anos de existência, amealhou um patrimônio significativo, que não é seu. Lula tem um sítio, em Atibaia, que não é dele e decorou um apartamento, no Guaruja, que também não é dele. Nada que ele tem é dele! O dono da JBS implicou todo mundo, menos Lula. Será que Lula tem uma grande empresa que não é dele?”, prosseguiu.
A advogada questiona ainda a legitimidade do sucesso dos irmãos Batista: “Notem que foi no governo de Lula, que a JBS passou a existir! Conheço excelentes açougueiros. Sr. Carlos, do Tatuapé, era um deles! Mas acho difícil uma dupla de açougueiros crescer tanto em tão pouco tempo e passar a transitar em reuniões com tantas autoridades”.
As mensagens foram alvo de diversas piadas de seus seguidores. “A senhora está mesmo comparando açougueiros com multibilionários da indústria pecuária?”, questionou um deles.
Em resposta à mensagem em que ela sugere que Lula é dono da JBS, os internautas debocharam: “Se tá no grupo de whatsapp da família é verdade”; “tá precisando se medicar fia”; “Ouvindo vozes novamente?”.

Gilmar Mendes é assaltado durante caminhada em Fortaleza

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Ministro do STF teve cordão de ouro roubado na Avenida Beira-Mar.
Mendes estava sem segurança e diz ter visto vários policiais no calçadão.

Via: G1

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi roubado na manhã desta terça-feira (12) no calçadão da Avenida Beira-Mar, em Fortaleza. Mendes caminhava com um amigo, sem a escolta de seguranças, quando foi abordado e teve a corrente de ouro que usava no pescoço levada por um ladrão.

O ministro classificou o episódio como uma espécie de “arrastão”, mas afirmou ter visto vários policiais ao longo do calçadão, com bicicletas e revistando eventuais pessoas suspeitas. Mendes viajou para descansar no feriado prolongado na capital cearense, onde vive a família da esposa.

Segundo o ministro, o roubo aconteceu próximo ao Náutico Atlético Clube, mesmo lugar em que ele sofreu uma tentativa de assalto em 2008, quando dois homens tentaram levar o mesmo cordão de ouro roubado nesta terça.

Na tentativa de assalto, Mendes estava acompanhado dos seguranças, que impediram o roubo. Mesmo depois do incidente, o ministro disse que não pensa em reforçar a segurança.

Apresentador é intimado após abater filhote de ovelha na TV

Apresentador do GNT (Grupo Globo) é intimado pela polícia após abater um filhote de ovelha na TV. Rodrigo Hilbert, marido de Fernanda Lima, matou o animal diante das câmeras e chocou telespectadores e ONGs de defesa dos animais

Rodrigo Hilbert apresentador intimado matar ovelha programa gnt
Rodrigo Hilbert Alberton (reprodução)

O ator e apresentador Rodrigo Hilbert, de 37 anos, será intimado a prestar depoimento na 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, na zona sul do Rio.

Ele será ouvido, nos próximos dias, sobre episódio do programa “Tempero de Família”, do GNT, em que o apresentador causou polêmica ao abater, tirar a pele e assar um filhote de ovelha.

A denúncia foi feita por um ONG de proteção aos animais de Santa Catarina.

O episódio, veiculado em março de 2016, mostrava a realidade dos produtores rurais em Santa Catarina.

A produção mostra Hilbert em uma fazenda em Vista Alegre, onde abate um filhote de ovelha de cerca de seis meses de idade.

Depois, Hilbert e o fazendeiro tiram a pele do animal e cortam a carne em vários pedaços para fazer o assado.

Na época, as cenas exibindo o sangue do animal geraram revolta nas redes sociais.

Além de diversos comentários negativos, o público fez um abaixo-assinado online para que a emissora retirasse o programa do ar.

Porque ele assassinou ao vivo uma ovelha filhote, assassinou sorrindo, mostrando como é psicopata, monstruoso. Relatos de crianças que assistiram e não param de chorar, e perderam o apetite, e adultos também”, dizia o texto da petição.

Após a repercussão negativa, o apresentador pediu desculpas e disse que a intenção era mostrar a vida de um homem do interior.

Não tínhamos a intenção de incitar qualquer violência contra animais, mas apenas de registrar o dia-a-dia desses trabalhadores que lutam para criar e alimentar suas famílias. No entanto, por também respeitar aqueles que se manifestaram contra as cenas exibidas no programa, retiraremos as imagens em questão do episódio”, disse.

Vou levar isso tudo como um aprendizado. Ao mostrar o abate do animal em uma pequena fazenda, eu acreditava estar chamando a atenção para se conhecer a procedência dos alimentos, para se entender como é a cadeia produtiva do que consumimos. No entanto, qual não foi a minha surpresa ao perceber que, ao invés de passar uma mensagem de conscientização sobre o que comemos, vi surgir o ódio de muitos por mim”, completou.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o artista informou que não vai se pronunciar novamente sobre o assunto.

A ONG prestou queixa contra o apresentador na delegacia de São Joaquim, em Santa Catarina, no entanto, Hilbert poderá depor na delegacia do bairro onde mora. Segundo a Polícia Civil, ele deve depor ainda nesta semana, em data não definida.

Agência Estado

TOMA: Juiz do DF nega pedido de Temer para processar Joesley

Do Correio Braziliense:

O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara do Distrito Federal, negou o pedido feito pela defesa do presidente Temer de processar por calúnia e difamação o empresário Joesley Batista. A ação havia sido apresentada nseta segunda-feira 19/6) pelo advogado Renato Oliveira Ramos, alegando que o empresário, na entrevista concedida à revista Época, caluniou o presidente ao afirmar que este é o “chefe de uma quadrilha perigosa” e que exigiu dele dinheiro para financiar campanhas do PMDB.
De acordo com o despacho do juiz, Joesley apenas repetiu na entrevista o que havia dito na delação premiada aprovada pelo MPF. E que por isso não tinha intenção de caluniar o presidente.
A defesa ainda está analisando a decisão, mas provavelmente deverá recorrer ao próprio juiz Marcus Vinicius ou ao Tribunal Regional Federal da 1ª região.
Outra ação, esta no âmbito civil, corre contra Joesley, solicitada também pelo presidente Temer. O peemedebista quer o ressarssimento por danos morais das acusações que sofreu. Essa ação tramita no Tribunal de Justiça do DF (TJDFT).

STF ADIA JULGAMENTO DA PRISÃO DE AÉCIO

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Agência Brasil – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta tarde o julgamento do pedido de prisão preventiva feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

Decisão sobre a prisão do senador Aécio Neves, que não será tomada nesta terça, não tem nova data. Prazo depende do ministro relator, Marco Aurélio.

Antes do adiamento, os magistrados decidiram, por 3 votos a 2, converter a prisão preventiva de Anrea Neves, irmã de Aécio, em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Também foram beneficiados pela decisão o primo de Aécio Frederico Pacheco e o ex-assessor do senador Zeze Perrella (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima (leia mais).

A Primeira Turma do Supremo é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, e o presidente e relator do processo sobre Aécio, Marco Aurélio. Os cinco ministros do colegiado iriam julgar um recurso da PGR contra a decisão do primeiro relator do caso, ministro Edson Fachin, que rejeitou o pedido de prisão e concordou apenas com o afastamento do parlamentar do cargo.

O primeiro item relacionado às delações da JBS foi o pedido de habeas corpus do assessor do senador Zezé Perrella (PSD-MG), Mendherson Souza Lima, apontado como uma das pessoas que transportaram o dinheiro pedido por Aécio à JBS.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, votou pela libertação de Mendherson, no que foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes. O ministro Luis Roberto Barroso abriu divergência votando pela manutenção da prisão, no que foi acompanhado pela ministra Rosa Weber. O ministro Luiz Fux desempatou o julgamento votando pela substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica (leia mais).

Na semana passada, a PGR reforçou o pedido de prisão e alegou que Aécio Neves não está cumprindo a medida cautelar de afastamento. Ao reiterar o pedido, Janot citou uma postagem do senador afastado, em sua página no facebook, no dia 30 de maio, em que ele aparece em uma foto acompanhado dos senadores Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP), colegas de partido. “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política”, diz a legenda da foto.

Aécio Neves foi investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Patmos, originada a partir das delações da empresa JBS, e denunciado ao Supremo pelos crimes de corrupção e obstrução da Justiça. Na denúncia, a PGR acusa Aécio Neves de solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS.