Segundo o Jornal Valor, Temer foi fazer… nada na Rússia. E com o dinheiro dos brasileiros!

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Vergonheira total. Não tem outra palavra para o que Temer foi fazer na Russia. Temer é o comandante da “maior quadrilha de bandidos” que assalta o Brasil descaradamente, como até mesmo grandes órgãos da imprensa golpista reconhecem. E assim mesmo ele deve ser conhecido lá fora. Nenhum sujeito importante foi receber Temer no Aeroporto. Até Ministros de países menores e menos importantes são recebidos por Putin ou por grandes mandatários.  Temer foi recebido por um “assistente”, um Vice-Ministro de Relações Exteriores (Nem o Ministro foi). E lendo o Valor Econômico a gente descobre que Temer foi fazer NADA na Rússia. Nenhum Acordo será assinado, diz a machete do Valor. E dá conta também, que várias empresas russas que investem no Brasil, resolveram não enviar representantes a reunião empresarial de alto nível (sic) que a trupe de Temer vai promover por lá.

A visita de Michel Temer à Rússia, que começa nesta segunda, será esvaziada diplomática e economicamente. Por lá, entre autoridades e empresários, ninguém quer saber do peemedebista.

A brevidade com a qual a visita foi confirmada (menos de uma semana antes da chegada de Temer ao país) e as indefinições que cercam o futuro do peemedebista impedirão que a visita venha a ter acordos relevantes ou resulte em investimentos de peso, como inicialmente anunciado pelo governo brasileiro.

Na lista dos 180 participantes do fórum empresarial a ser encerrado por Temer, há um único CEO, ainda assim da unidade russa da empresa brasileira de equipamentos elétricos WEG.

Entre os maiores investidores russos, segundo relatório preparado pela embaixada brasileira em Moscou, a estatal Rosneft, que detém blocos de exploração e petróleo na Bacia do Solimões, a Uralkali, que tem participação no terminal portuário de Antonina (PR), e a Sodrugestvo, que é a maior processadora de soja de São Paulo, não haviam confirmado a presença de representantes no evento até a noite de ontem.

Ironicamente, Temer tem como um dos pontos principais da visita a defesa da carne brasileira, principal produto de exportação do Brasil para a Rússia. Ou seja: isso implica fazer uma defesa de Joesley Batista.  A JBS, é a segunda maior empresa em volume de investimentos na Rússia, (U$ 137 milhões).

Com Informações do Brasil 247 e do Valor

Temer chama rei da Noruega de ’rei da Suécia’ e chega a ser vaiado na Noruega

Grupo norueguês vaiou o presidente

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Via: Plantão Brasil

O último dia de sua viagem à Europa, o presidente Michel Temer cometeu uma gafe durante compromisso oficial na capital norueguesa, chamando o rei norueguês Harald V, de “rei da Suécia”, país escandinavo vizinho à Noruega. O ato falho ocorreu em uma declaração de despedida nesta sexta-feira (23), na qual o presidente agradeceu, dirigindo-se à primeira-ministra norueguesa Erna Solberg, a hospitalidade das autoridades e do povo da Noruega.

No mesmo pronunciamento, Temer também se atrapalhou ao dizer que, mais tarde, iria visitar o parlamento do país europeu. Em vez de se referir ao Legislativo norueguês, ele disse que iria ao “parlamento brasileiro”.

“Mais uma vez, quero agradecer à vossa excelência e a todo o povo norueguês a gentileza e a delicadeza com que nos recebem. Embora voltando hoje [sexta] ao Brasil, desde já, com a reunião que tivemos ontem [quinta] com os empresários e da reunião que tivemos agora com vossa excelência e, mais adiante, com o parlamento brasileiro e, um pouco mais adiante, com sua majestade, o rei da Suécia, eu já tenho a mais firme convicção de que, embora muita rápida nossa visita, ela estreita cada vez mais os laços do Brasil com a Noruega”, disse Temer à primeira-ministra norueguesa.

Michel Temer desembarcou em Oslo na manhã desta quinta (22). No primeiro dia de compromissos no país escandinavo, ele teve encontro com empresários nórdicos.

Nesta sexta, o chefe de Estado brasileiro foi recebido pela primeira-ministra da Noruega. Do lado de fora da residência oficial de Erna Solberg, um grupo fez uma manifestação exibindo cartazes pedindo respeito à democracia, aos direitos humanos e aos direitos indígenas.

As cobranças ao presidente brasileiro não se restringiram ao protesto de militantes ambientais. Dentro da residência oficial, a primeira-ministra norueguesa disse a Temer que a Lava Jato preocupa o país europeu e afirmou que é preciso achar uma solução para a corrupção no Brasil.

“Estamos muito preocupados com a Lava Jato. É importante fazer uma limpeza”, disse Erna Solberg.

A referência à Lava Jato não foi o único constrangimento que Temer passou em meio à visita à Escandinávia. Na véspera da audiência com a primeira-ministra, o governo norueguês já havia anunciado que deve cortar pela metade o repasse ao Fundo Amazônia previsto para o ano que vem. Serão R$ 200 milhões a menos para a proteção da floresta brasileira.

O país nórdico, que já investiu quase R$ 3 bilhões em projetos de preservação e proteção de povos indígenas e da Amazônia – o Brasil recebia o equivalente a R$ 400 milhões por ano – manifestou insatisfação com recente alta do desmatamento em território brasileiro, especialmente, na região amazônica.

Há cerca de três anos, os índices de desmatamento passaram a aumentar no Brasil e os noruegueses começaram a questionar as políticas de conservação.

Ser gay é crime em 72 países, diz relatório

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Manifestantes tentam rasgar uma bandeira do arco-íris durante encontro da comunidade LGBT no centro de Moscou, na Rússia – 30/05/2015 (Maxim Zmeyev/Reuters)

Em oito nações, homossexualismo é punido com pena de morte

Via: VEJA

Apesar das relações homoafetivas terem adquirido uma série de vitórias nos últimos anos, ser gay ainda é considerado crime em 72 países. Em oito deles, a manutenção de relações homoafetivas pode levar até mesmo a morte, segundo o relatório mais recente da Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ilga).

O estudo, publicado no mês passado, revelou ainda que a proteção e o reconhecimento dos direitos dos homossexuais aconteceu apenas em países doda América no norte e em alguns do sul, na Austrália e na maior parte da Europa.

Por outro lado, a criminalização se estende por boa parte da Europa Oriental, da Ásia, da África (exceto África do Sul, Ilhas Seychelles e Cabo Verde), e em parte da América Central e da América do Sul.

Temer chega à Noruega e não é recebido por ninguém; ministro norueguês o escrachou em entrevista

 

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Via: Plantão Brasil

O presidente Michel Temer já desembarcou nesta quinta-feira em Oslo, capital da Noruega, para encontros com autoridades e investidores locais. Na base aérea de Oslo, ele foi recebido apenas pelo chefe interino do Cerimonial do governo local, Sigwald Haugr. Além dele, estavam no local o comandante base aérea, assim como o embaixador do Brasil em Oslo, George Prata, e a embaixadora norueguesa em Brasília Aud Wiig.
A estada de dois dias no país escandinavo é a segunda e última etapa da viagem internacional desta semana do presidente, que antes esteve em Moscou, na Rússia. Às vésperas de ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça, Temer fez questão de manter os dois compromissos no exterior, retornando para o Brasil na sexta-feira à noite.
O governo brasileiro também buscará parcerias em questões ambientais e de desenvolvimento sustentável, com a presença do ministro da pasta, Sarney Filho. A Noruega foi o primeiro doador do Fundo da Amazônia, e hoje permanece como um dos principais contribuidores. Entre 2009 e 2016, os noruegueses deram um aporte de cerca de US$ 2,8 bilhões ao fundo. Autoridades e organizações ambientais locais deverão, no entanto, cobrar uma política ambiental mais rígida por parte do governo brasileiro, com a aplicação de políticas públicas menos frouxas e mais ousadas no setor.

TEMER VIRA PIADA APÓS ANUNCIAR VIAGEM À ‘REPÚBLICA SOVIÉTICA DA RÚSSIA’

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Site do Palácio do Planalto divulga a agenda de Michel Temer com a viagem do peemedebista nesta segunda-feira 19 para a “República Soviética da Rússia”, nome do país entre 1917 e 1991; atualmente, o nome oficial é Federação Russa

VIA: BRASIL 247 O governo de Michel Temer acumula mais um trapalhada diplomática. Depois do ex-chanceler José Serra chamar o país de Estados Unidos do Brasil, foi a vez do site do Palácio do Planalto divulgar o nome da Rússia como “República Federativa Soviética da Rússia”.

O nome oficial do país atualmente é Federação Russa. A antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas deixou de existir em 25 de dezembro de 1991, com o fim do comunismo.

A gafe foi alvo de piadas nas redes sociais, com alguns perguntando se Temer iria encontrar Mikhail Gorbachev, último presidente da URSS, ou mesmo com Brejenev e Stálin, líderes soviéticos no auge do regime. Outros lembraram ainda do álbum Back in the USSR (Perdido na URSS), dos Beatles.

Em meio à crise política que envolve o governo, Temer irá encontrar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o primeiro-ministro, Dmitry Medvedev, a presidente do Conselho da Federação, Valentina Matvienko, e o presidente da Duma de Estado (o Parlamento russo), Vyacheslav Volodi.

O Brasil espera conseguir a assinatura de acordos de exportação com o país europeu. Temer também visitará a Noruega, onde se encontrará com o rei Harald V e a primeira-ministra Erna Solberg, para discutirem questões ambientais.

QUANDO VOCÊ MATA DEZ MILHÕES DE AFRICANOS, VOCÊ NÃO É CHAMADO DE “HITLER”

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O Seguinte texto foi escrito por Liam O’Ceallaigh para a página Diary of a Walking Butterfly, em dezembro de 2010. O original pode ser acessado aqui

O texto foi retirado e traduzido por http://muitoalemdoceu.wordpress.com/.

Leopoldo II foi Rei da Bélgica de 1865 a 1909, data de sua morte. Ele comandou o Congo de 1885 a 1908, quando cedeu o controle do país ao parlamento belga, após pressões internas e internacionais.

Olhe para essa foto. Você sabe quem é?

A maioria das pessoas não ouviu falar dele.

Mas você deveria. Quando você vê seu rosto ou ouve seu nome, você deveria sentir um enjoo no estômago assim como quando você lê sobre Mussolini ou Hitler, ou vê uma de suas fotos. Sabe, ele matou mais de 10 milhões de pessoas no Congo.

Seu nome é Rei Leopoldo II da Bélgica.

Ele foi “dono” do Congo durante seu reinado como monarca constitucional da Bélgica. Após várias tentativas coloniais frustradas na Ásia e na África, ele se instalou no Congo. Ele o “comprou” e escravizou seu povo, transformando o país inteiro em sua plantação pessoal com escravos. Ele disfarçou suas transações comerciais como medidas “filantrópicas” e “científicas” sob o nome da Associação Internacional Africana. Ele usou o trabalho escravo para extrair recursos e serviços congoleses. Seu reinado foi mantido através de campos de trabalho, mutilações corporais, torturas, execuções e de seu próprio exército privado.

A maioria de nós não é ensinada sobre ele na escola. Não ouvimos sobre ele na mídia. Ele não é parte da narrativa de opressão repetida amplamente (que inclui coisas como o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial). Ele é parte da longa história de colonialismo, imperialismo, escravidão e genocídio na África que se chocaria com a construção social da narrativa de supremacia branca em nossas escolas. Isso não se encaixa bem nos currículos escolares em uma sociedade capitalista. Fazer comentários fortemente racistas recebe (geralmente) um olhar de reprovação na sociedade “educada”; mas não falar sobre genocídios na África cometidos por monarcas capitalistas europeus está tudo bem.

Mark Twain escreveu uma sátira sobre Leopoldo chamada “King Leopold’s Soliloquy; A Defense of His Congo Rule” [Solilóquio do Rei Leopoldo; Uma defesa de seu mando no Congo], onde ele ridiculariza a defesa do Rei sobre seu reinado de terror, principalmente através das próprias palavras de Leopoldo. É uma leitura simples de 49 páginas e Mark Twain é um autor popular nas escolas públicas americanas. Mas como acontece com a maioria dos autores politizados, nós geralmente lemos alguns de seus escritos menos políticos ou os lemos sem aprender por que é que o autor os escreveu. A Revolução dos Bichos de Orwell, por exemplo, serve para reforçar a propaganda anti-socialista americana de que sociedades igualitárias estão fadadas a se tornar o seu oposto distópico. Mas Orwell era um revolucionário anti-capitalista de outro tipo – um defensor da democracia operária desde baixo – e isso nunca é lembrado. Nós podemos ler sobre Huck Finn e Tom Sawyer, mas King Leopold’s Soliloquy não faz parte da lista de leituras. Isso não é por acidente. Listas de leitura são criadas por conselhos de educação para preparar estudantes a seguir ordens e suportar o tédio. Do ponto de vista do Departamento de Educação, os africanos não têm história.

Quando aprendemos sobre a África, aprendemos sobre um Egito caricatural, sobre a epidemia de HIV (mas nunca suas causas), sobre os efeitos superficiais do tráfico de escravos, e talvez sobre o apartheid sul-africano (cujos efeitos, nos ensinam, há muito estão superados). Nós também vemos muitas fotos de crianças famintas nos comerciais dos Missionários Cistãos, nós vemos safáris em programas de animais, e vemos imagens de desertos em filmes. Mas nós não aprendemos sobre a Grande Guerra Africana ou o reinado de terror de Leopoldo durante do Genocídio Congolês. Tampouco aprendemos sobre o que os Estados Unidos fizeram no Iraque e Afeganistão, matando milhões de pessoas através de bombas, sanções, doença e fome. Números de mortos são importantes. Mas o governo dos Estados Unidos não conta as pessoas afegãs, iraquianas ou congolesas.

Embora o Genocídio Congolês não esteja incluído na página “Genocídios da História” na Wikipédia, ela ainda menciona o Congo. O que é hoje chamado de República Democrática do Congo é listado em referência à Segunda Guerra do Congo (também chamada de Guerra Mundial Africana e Grande Guerra da África), onde ambos os lados do conflito regional caçaram o povo Bambenga – um grupo étnico local – e os escravizaram e canibalizaram. Canibalismo e escravidão são males terríveis que certamente devem entrar para a história, mas eu não pude deixar de pensar sobre que interesses foram atendidos quando a única menção ao Congo na página era em referência a incidentes regionais, onde uma pequena minoria das pessoas na África estava comendo umas às outras (completamente desprovida das condições que criaram o conflito, e das pessoas e instituições que são responsáveis por essas condições). Histórias que sustentam a narrativa de supremacia branca, sobre a inumanidade das pessoas na África, são permitidas a entrar nos registros históricos. O homem branco que transformou o Congo em sua plantação pessoal, campo de concentração e ministério cristão – matando de 10 a 15 milhões de pessoas congolesas no processo – não entra na seleção.

Sabe, quando você mata dez milhões de africanos, você não é chamado de “Hitler”. Isto é, seu nome não passa a simbolizar a encarnação viva do mal. Seu nome e sua imagem não produzem medo, ódio ou remorso. Não se fala sobre suas vítimas e seu nome não é lembrado.

Leopoldo foi apenas uma das milhares de coisas que ajudaram a construir a supremacia branca, tanto como uma narrativa ideológica quanto como uma realidade material. Eu não pretendo dizer que ele foi a fonte de todo o mal no Congo. Ele teve generais, soldados rasos e gerentes que fizeram sua vontade e reforçaram suas leis. Ele era a cabeça de um sistema. Mas isso não nega a necessidade de falar sobre os indivíduos que são simbólicos do sistema. Mas nós nem mesmo chegamos a isso. E como isso não é mencionado, o que o capitalismo fez à África e todo o privilégio que as pessoas brancas ricas receberam do genocídio congolês permanecem escondidos. As vítimas do imperialismo, como costuma acontecer, são invizibilizadas.

Quando você mata dez milhões de africanos, você não é chamado de “Hitler”

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O Seguinte texto foi escrito por Liam O’Ceallaigh para a página Diary of a Walking Butterfly, em dezembro de 2010. O original pode ser acessado aqui

O texto foi retirado e traduzido por http://muitoalemdoceu.wordpress.com/.

Leopoldo II foi Rei da Bélgica de 1865 a 1909, data de sua morte. Ele comandou o Congo de 1885 a 1908, quando cedeu o controle do país ao parlamento belga, após pressões internas e internacionais.

Olhe para essa foto. Você sabe quem é?

A maioria das pessoas não ouviu falar dele.

Mas você deveria. Quando você vê seu rosto ou ouve seu nome, você deveria sentir um enjoo no estômago assim como quando você lê sobre Mussolini ou Hitler, ou vê uma de suas fotos. Sabe, ele matou mais de 10 milhões de pessoas no Congo.

Seu nome é Rei Leopoldo II da Bélgica.

Ele foi “dono” do Congo durante seu reinado como monarca constitucional da Bélgica. Após várias tentativas coloniais frustradas na Ásia e na África, ele se instalou no Congo. Ele o “comprou” e escravizou seu povo, transformando o país inteiro em sua plantação pessoal com escravos. Ele disfarçou suas transações comerciais como medidas “filantrópicas” e “científicas” sob o nome da Associação Internacional Africana. Ele usou o trabalho escravo para extrair recursos e serviços congoleses. Seu reinado foi mantido através de campos de trabalho, mutilações corporais, torturas, execuções e de seu próprio exército privado.

A maioria de nós não é ensinada sobre ele na escola. Não ouvimos sobre ele na mídia. Ele não é parte da narrativa de opressão repetida amplamente (que inclui coisas como o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial). Ele é parte da longa história de colonialismo, imperialismo, escravidão e genocídio na África que se chocaria com a construção social da narrativa de supremacia branca em nossas escolas. Isso não se encaixa bem nos currículos escolares em uma sociedade capitalista. Fazer comentários fortemente racistas recebe (geralmente) um olhar de reprovação na sociedade “educada”; mas não falar sobre genocídios na África cometidos por monarcas capitalistas europeus está tudo bem.

Mark Twain escreveu uma sátira sobre Leopoldo chamada “King Leopold’s Soliloquy; A Defense of His Congo Rule” [Solilóquio do Rei Leopoldo; Uma defesa de seu mando no Congo], onde ele ridiculariza a defesa do Rei sobre seu reinado de terror, principalmente através das próprias palavras de Leopoldo. É uma leitura simples de 49 páginas e Mark Twain é um autor popular nas escolas públicas americanas. Mas como acontece com a maioria dos autores politizados, nós geralmente lemos alguns de seus escritos menos políticos ou os lemos sem aprender por que é que o autor os escreveu. A Revolução dos Bichos de Orwell, por exemplo, serve para reforçar a propaganda anti-socialista americana de que sociedades igualitárias estão fadadas a se tornar o seu oposto distópico. Mas Orwell era um revolucionário anti-capitalista de outro tipo – um defensor da democracia operária desde baixo – e isso nunca é lembrado. Nós podemos ler sobre Huck Finn e Tom Sawyer, mas King Leopold’s Soliloquy não faz parte da lista de leituras. Isso não é por acidente. Listas de leitura são criadas por conselhos de educação para preparar estudantes a seguir ordens e suportar o tédio. Do ponto de vista do Departamento de Educação, os africanos não têm história.

Quando aprendemos sobre a África, aprendemos sobre um Egito caricatural, sobre a epidemia de HIV (mas nunca suas causas), sobre os efeitos superficiais do tráfico de escravos, e talvez sobre o apartheid sul-africano (cujos efeitos, nos ensinam, há muito estão superados). Nós também vemos muitas fotos de crianças famintas nos comerciais dos Missionários Cistãos, nós vemos safáris em programas de animais, e vemos imagens de desertos em filmes. Mas nós não aprendemos sobre a Grande Guerra Africana ou o reinado de terror de Leopoldo durante do Genocídio Congolês. Tampouco aprendemos sobre o que os Estados Unidos fizeram no Iraque e Afeganistão, matando milhões de pessoas através de bombas, sanções, doença e fome. Números de mortos são importantes. Mas o governo dos Estados Unidos não conta as pessoas afegãs, iraquianas ou congolesas.

Embora o Genocídio Congolês não esteja incluído na página “Genocídios da História” na Wikipédia, ela ainda menciona o Congo. O que é hoje chamado de República Democrática do Congo é listado em referência à Segunda Guerra do Congo (também chamada de Guerra Mundial Africana e Grande Guerra da África), onde ambos os lados do conflito regional caçaram o povo Bambenga – um grupo étnico local – e os escravizaram e canibalizaram. Canibalismo e escravidão são males terríveis que certamente devem entrar para a história, mas eu não pude deixar de pensar sobre que interesses foram atendidos quando a única menção ao Congo na página era em referência a incidentes regionais, onde uma pequena minoria das pessoas na África estava comendo umas às outras (completamente desprovida das condições que criaram o conflito, e das pessoas e instituições que são responsáveis por essas condições). Histórias que sustentam a narrativa de supremacia branca, sobre a inumanidade das pessoas na África, são permitidas a entrar nos registros históricos. O homem branco que transformou o Congo em sua plantação pessoal, campo de concentração e ministério cristão – matando de 10 a 15 milhões de pessoas congolesas no processo – não entra na seleção.

Sabe, quando você mata dez milhões de africanos, você não é chamado de “Hitler”. Isto é, seu nome não passa a simbolizar a encarnação viva do mal. Seu nome e sua imagem não produzem medo, ódio ou remorso. Não se fala sobre suas vítimas e seu nome não é lembrado.

Leopoldo foi apenas uma das milhares de coisas que ajudaram a construir a supremacia branca, tanto como uma narrativa ideológica quanto como uma realidade material. Eu não pretendo dizer que ele foi a fonte de todo o mal no Congo. Ele teve generais, soldados rasos e gerentes que fizeram sua vontade e reforçaram suas leis. Ele era a cabeça de um sistema. Mas isso não nega a necessidade de falar sobre os indivíduos que são simbólicos do sistema. Mas nós nem mesmo chegamos a isso. E como isso não é mencionado, o que o capitalismo fez à África e todo o privilégio que as pessoas brancas ricas receberam do genocídio congolês permanecem escondidos. As vítimas do imperialismo, como costuma acontecer, são invizibilizadas.

LÍDERES MUNDIAIS EVITAM PISAR NO BRASIL DO GOLPE

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Reportagem da agência ANSA aponta que líderes mundiais, inclusive o papa Francisco, estariam evitando vir ao Brasil e dando preferência a outros países da América, por conta do cenário de instabilidade política no País e também pela baixa popularidade de Michel Temer; reportagem cita exemplos de líderes como a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro português Antonio Costa o presidente italiano, Sergio Matarella, e o ex-presidente francês François Hollande, que estiveram no continente ou mesmo no Brasil, mas não se encontraram com Temer; matéria lembra ainda que, em um ano à frente do Planalto, Temer foi anfitrião de apenas um chefe de Estado em Brasília, o presidente argentino, Mauricio Macri

Via: Brasil 247 Reportagem da agência ANSA aponta que líderes mundiais, inclusive o papa Francisco, estariam evitando vir ao Brasil e dando preferência a outros países da América Latina, como Argentina, México ou Chile. Segundo o texto, esse cenário é fruto da instabilidade política no país e também da baixa popularidade de Michel Temer.

A reportagem cita exemplos de líderes como a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro português Antonio Costa, o presidente italiano, Sergio Matarella, e o ex-presidente francês François Hollande, que estiveram no continente ou mesmo no Brasil, mas não se encontraram com Temer.

A matéria destaca ainda que Temer não foi recebido pelo então presidente norte-americano, Barack Obama, em sua primeira viagem internacional, à China, e que em um ano à frente do Palácio do Planalto, foi anfitrião de apenas um chefe de Estado em Brasília, o presidente argentino, Mauricio Macri.

Confira abaixo a íntegra da reportagem da Ansa, em espanhol:

Solo, a Temer no lo visita nadie
Escándalos afectaron la imagen del gobierno de Michel Temer

(ANSA) – BRASILIA, 13 JUN – Con la imagen internacional desgastada, Michel Temer ha tenido una módica agenda de encuentros: líderes mundiales que viajan a Latinoamérica evitan hacer escala en Brasilia y prefieren ir a Argentina, México o Chile. Hasta el papa Francisco suspendió una visita y optó por viajar a Bogotá.
Temer se reunía este martes con el canciller, Aloisyo Nunes Ferreira, para analizar la agenda internacional de un gobierno que parece haber perdido peso global.
Y esto no es consecuencia de la displicencia diplomática de Temer: por el contrario el mandatario demostró desde su primer día en el gobierno que una de sus prioridades era “demostrar al mundo que Brasil cambió”.
La frase citada arriba fue dicha por Temer desde el 31 de agosto, cuando asumió definitivamente el cargo que desempeñaba desde mayo, y a poco de jurar embarcó hacia China donde se desarrollaba la cumbre del G20.
Diarios locales escribieron que Temer partió a China con el propósito de reunirse o estrechar la mano del entonces presidente norteamericano Barack Obama. Pero esa expectativa no se cumplió en su primer viaje a China, donde Obama no lo recibió aunque sí tuvo tiempo para conversar o saludar a otros líderes de países emergentes.
Hasta este martes cuando se cumple un año, un mes y un día de su llegada al gobierno, primero en forma provisoria luego como mandatario efectivo, Temer fue anfitrión de una sola visita de Estado en Brasilia, la realizada el 7 de febrero por su colega argentino, Mauricio Macri.
Este fin de semana estuvo en Río de Janeiro y San Pablo el premier portugués, Antonio Costa, pero debido a razones de agenda del presidente Temer, que permaneció en Brasilia por la crisis, no se produjo el encuentro que había sido anunciado.
El gobernante portugués almorzó este martes en Buenos Aires con el presidente Macri.
Ciertamente varios dignatarios han escogido Buenos Aires y no Brasilia para sus recientes giras latinoamericanas Así ocurrió la semana pasada cuando la canciller alemana Angela Merkel realizó una gira por la región durante la cual visitó Argentina y de allí voló a México, sin hacer escala en Brasilia, que en esos días estuvo sacudida por el juicio contra Temer por corrupción electoral.
Un mes antes de Merkel, llegó a Buenos Aires el presidente italiano, Sergio Matarella, que fue agasajado por Macri, tras lo cual embarcó hacia Uruguay, donde se reunió con el mandatario Tabaré Vázquez.
Mattarella no visitó a Temer como tampoco lo hizo el papa Francisco, quien había prometido viajar a San Pablo este año para participar en las celebraciones de la patrona nacional, la Virgen de Aparecida.
Francisco alegó cuestiones de agenda pero obispos brasileños dejaron trascender que el Sumo Pontífice prefirió suspender el viaje como forma de externar algunas discrepancias con Brasilia.
En paralelo el jefe del Estado Vaticano confirmó su viaje a Colombia donde expresará su respaldo al proceso de paz encabezado por el presidente Juan Manuel Santos. El viernes último Temer y la exmandataria Dilma Rousseff fueron absueltos en ese juzgamiento por financiamiento ilegal de la campaña electoral de 2014.
La conclusión de ese proceso no puso fin a la agenda judicial del mandatario, que posiblemente sea investigado por corrupción por la Procuraduría en el caso del frigorífico JBS.
En enero de este año el entonces presidente francés Francois Hollande realizó su última gira por América Latina durante la cual fue recibido por sus colegas Michel Bachellet en Chile y por Juan Manuel Santos en Colombia.
Que Hollande no haya recalado en Brasil fue un dato por lo menos llamativo pues ambos países intensificaron sus relaciones diplomáticas y de Estado en la última década, cuando fue firmado un acuerdo estratégico de Defensa.
Parte de los analistas y medios brasileños coinciden en que los escándalos políticos y denuncias de corrupción que precedieron a la salida de Dilma Rousseff y se prolongaron con la llegada de Temer conspiraron con el prestigio de Brasil.
En marzo de 2016, cuando Rousseff aún era presidenta en medio de una crisis que presagiaba su caída, Barack Obama viajó a Buenos Aires sin aterrizar en Brasilia.
El corresponsal del diario Estado en Argentina escribió sobre el creciente liderazgo de Mauricio Macri a nivel regional y mencionó que el propio Obama destacó ese atributo del gobernante rioplatense.
Luego, con la salida de Rousseff y la sucesión de Temer, se instaló un clima de expectativa que fue efímero: el nuevo gobernante se vio prontamente envuelto en escándalos que causaron la renuncia de ministros. “La crisis interna que vive el gobierno de Temer hizo que Brasil no tenga una posición de firme liderazgo regional”, comentó Fernando Ayerbe, profesor de Relaciones Internacionales de la Universidad Estadual de San Pablo. Algunos comentaristas compararon dos portadas del influyente semanario británico The Economist, que en 2010 ilustró la tapa con un Cristo Redentor convertido en cohete que era lanzado hacia el espacio desde el cerro Corcovado, en señal del éxito de la economía que crecía más del 7%.
Este año la misma publicación mostró a Temer colgado de un brazo de la estatua del Cristo para evitar caer, retratando el inestable cuadro político y económico de un país que enfrentó una recesión del 3,8% en 2015, 3,5% en 2016 y este año avanzaría el 0,41%, según la previsión publicada el lunes por el Banco Central. (ANSA).