Presidente da Eletrobras chama funcionários de ‘vagabundos’

Declaração é estopim para guerra interna no órgão

 

A divulgação de uma gravação em que o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, chama funcionários de “vagabundos” foi o estopim para que o sindicato do órgão declarasse guerra.

“São 40 % caras que é inútil (sic), não servem para nada. Tá aqui ganhando uma gratificação, um telefone, uma vaga de garagem, uma secretária. Esse tipo de coisa a sociedade não pode pagar por vagabundo, em particular no serviço publico”, disse.

Em resposta, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) iniciou uma paralisação nesta quinta (22), em protesto contra Ferreira. Segundo a entidade, a gestão é pautada pelo assédio aos funcionários, assim como se nega a dialogar com os diferentes setores.

O CNE diz ainda que o presidente comete infrações administrativas, como a contratação de serviços sem a utilização de pregão eletrônico. A medida, afirmam, fere a lei de licitações.

Dallagnol recebeu R$ 219 mil por palestras em 2016 e diz que “não controlou” os valores

Do Valor:

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Coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, o procurador Deltan Dallagnol recebeu R$ 219 mil por 12 palestras no ano passado. Dallagnol afirmou que a atividade de dar palestras, inclusive as remuneradas, é “legal, lícita e privada” e autorizada por resoluções do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O procurador negou que esteja usando as investigações da Lava-Jato para enriquecimento pessoal e disse ter doado os recursos para a construção de um hospital voltado para crianças com câncer.

“Nas minhas palestras não faço menções específicas a corruptos. Não me alongo em casos específicos. Eu trato sobre corrupção. Embora a atividade de dar palestra seja legal, lícita e privada, autorizada por resoluções do Conselho Nacional do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça, decidi, por decisão própria, voluntária, destinar todos os valores que seriam recebidos em palestras para uma entidade filantrópica”, afirmou o procurador na noite desta quinta-feira a jornalistas, depois de dar uma palestra patrocinada pela XP Investimentos, na capital paulista.

Na quarta-feira, a Corregedoria Nacional do Ministério Público instaurou um procedimento para investigar a comercialização de palestras por Dallagnol.

O procurador afirmou que a instauração de um procedimento de investigação é de praxe e negou qualquer tipo de irregularidade. “Toda vez que chega qualquer ofício ao CNMP por procedimento padrão eles instauram um procedimento [de investigação]. Eles vão me escutar e certamente vão arquivar porque esse pedido não tem qualquer perspectiva de êxito”, afirmou, depois de ser questionado pela reportagem.

Dallagnol não quis falar qual o cachê recebido pela palestra na noite desta quinta-feira no Expert 2017, “o maior evento da América Latina para a indústria de investimentos”, conforme descrição da XP Investimentos. O ingresso para o evento custa R$ 800. O procurador, no entanto, disse que prestará as informações à Receita Federal e que em 2018 divulgará o valor total recebido neste ano. “Não falo sobre contratos específicos porque eles têm cláusulas de confidencialidade. Não posso expor o contratante”, afirmou.

O coordenador da força-tarefa da Lava-Jato disse que “não controlou” os valores recebidos no ano passado com as palestras. “Foram dadas – segundo informações do próprio hospital [que recebe os recursos], porque eu não controlava isso diretamente – 12 palestras, que somaram R$ 219 mil. As destinações foram feitas diretamente pelas entidades para a construção do hospital infantil”, declarou o procurador. Dallagnol disse ainda que a doação é uma “decisão pessoal” e que se decidisse embolsar todo o montante “também não teria nenhum problema”.

LISTA COM NOMES E CONTATOS DOS SENADORES QUE COMPÕEM A CCJ. LIGUEM E PRESSIONEM


Da Redação do Blog Verdades Ocultas                                  Em 21/06/1017

Depois de a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitar por 10 votos a 9, o texto principal da reforma trabalhista, o PLC 38/2017 segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Infelizmente, apesar do grande alívio a batalha ainda não chegou ao fim. Agora é a vez do povo pressionar os senadores de seus estados e exigir que votem contra a Reforma Trabalhista, pois só assim, nesse caso em questão, provarão que estão do lado do povo, caso votem a favor da reforma o povo os terão por inimigos de suas causas. Todos os argumentos do governo Temer para justificar as reformas já se esgotaram, não há nada mais que possam dizer para convencer o povo de que as reformas são em benefício dos trabalhadores. “O POVO NÃO É BOBO” já faz parte das palavras de ordem ecoadas em manifestações, só falta o governo entender isso.

O povo é contra as reformas, e não apoiará nenhum senador que votar a favor desse massacre de direitos contra o povo brasileiro. Qualquer senador que votar contra os direitos do povo brasileiro será visto como inimigo da pátria e com certeza nunca mais será eleito, a paciência da nação brasileira chegou ao fim e é bom que os parlamentares tenham ciência disso.

O senador Paulo Paim (PT) RS admite que mudanças possam ser feitas, ajustes se forem para o bem de todos, mas  é contra as Reformas Trabalhista e da Previdência do jeito que estão sendo propostas e pede ao povo brasileiro que procure os três senadores dos seus estados, mandem mensagens através das redes sociais, whatsapp ou email e façam pressão para que eles votem contra a Reforma Trabalhista. O povo tem o poder de decidir isso, basta que se manifeste. Pressão é a palavra chave nesse momento. A luta continua!

ABAIXO, LISTA COM NOMES E CONTATOS DOS SENADORES QUE COMPÕEM A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA – CCJ. LIGUEM E PRESSIONEM:

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Comissão aprova a volta da obrigatoriedade dos extintores ABC

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Decisão de 2015 que tornou o extintor apenas facultativo em automóveis é questionada por deputados

VIA: QUATRORODAS

Quase dois anos após a polêmica da obrigatoriedade ou não dos extintores de incêndio do tipo ABC em automóveis, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados voltou a aprovar o retorno do extintor como item obrigatório.

Os extintores do tipo ABC iriam se tornar obrigatórios a partir de outubro de 2015. Na época, a medida provocou um grande aumento nas vendas do equipamento. Duas semanas antes do prazo, porém, a resolução 556/15 do Contran tornou sua presença apenas facultativa.

Na época, o Contran justificou a decisão com um estudo de 90 dias que constatou a baixa incidência de incêndios dentro do volume total de acidentes com veículos, e que o uso do extintor sem preparo representaria mais risco ao motorista do que o incêndio em si.

O novo texto do Projeto de Lei 3404/15 do deputado Moses Rodrigues (PMDB-CE) questiona essa justificativa. Para o deputado, “não é plausível que o Contran, de um momento para outro, entenda que o extintor de incêndio não é mais considerado item de segurança do veículo e decida tornar facultativo o seu uso, deixando vulneráveis os ocupantes dos veículos em caso de incêndio”.

O relator do projeto, o deputado Remídio Monai (PR-RR), concorda com o argumento de Rodrigues. Segundo ele, “o custo do extintor de incêndio é insignificante em relação ao custo do próprio veículo, ainda mais se considerarmos os benefícios advindos de sua adequada utilização”.

Hoje encontráveis por até R$ 50,00, na época os extintores do tipo ABC chegaram a custar R$ 150,00 devido à intensa procura, ocasionando até mesmo fila de espera e acusações de fraudes.

Logo após a decisão do Contran de tornar o equipamento apenas facultativo (mantendo a obrigatoriedade apenas para veículos de transporte como ônibus, caminhões, triciclos de cabine fechada e veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis), a procura despencou drasticamente.

Após a aprovação pela Comissão de Viação e Transportes, o projeto 3404/15 ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado pelo Plenário.

URGENTE! Liderada pelo PT, oposição barra a Reforma Trabalhista no Senado

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Por 10 votos a 9 o relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista foi rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Senadores da oposição comemoraram com gritos de “Fora, Temer”.

Com a derrota do relatório, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) – presidenta da sessão -, designou o senador Paulo Paim (PT-RS) para suceder Ferraço.

Matéria vai à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para prosseguimento da tramitação com um novo relatório apresentado pelo petista.

ALCKMIN COMPROU 6 MIL METRALHADORAS ESTRAGADAS

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O governo de São Paulo, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin, gastou cerca de R$ 30 milhões para comprar quase 6.000 submetralhadoras Taurus que, depois de cinco anos, ainda permanecem dentro de caixas, sem uso; o armamento, que deveria reforças o combate ao crime em SP, foi vetado por ter problemas considerados graves e incorrigíveis, “como fissuras e rompimento de canos”; esse tipo de falha pode, segundo especialistas, levar à explosão da arma e provocar ferimentos no atirador

SP 247 – Cerca de 6.000 submetralhadoras Taurus compradas pela Polícia Militar de São Paulo por cerca de R$ 30 milhões (valores corrigidos) continuam dentro das caixas, sem uso, há mais de cinco anos.

O armamento, que deveria aparelhar a tropa no combate ao crime pelo Estado, teve seu emprego vetado por apresentar problemas considerados insolúveis, “como fissuras e rompimento de canos”.

As informações são de reportagem de Rogério Pagnan na Folha de S.Paulo.

Esse tipo de falha pode, segundo especialistas, levar à explosão da arma e provocar ferimentos no atirador.

“As armas estão estocadas em um galpão da PM na capital paulista para devolução ao fabricante. A Taurus, por sua vez, tenta um acordo com a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para não ter que ressarcir a polícia em dinheiro –mas com novas armas.

Procurada, a empresa não comentou as falhas das armas vendidas por ela. Informou, apenas, que ‘valoriza a relação com a Polícia Militar do Estado de São Paulo’.

Em razão de problemas nesses contratos, firmados entre 2010 e 2011, o governo paulista decidiu impor uma sanção à Taurus, a impedindo de contratar com o Estado até outubro do ano que vem.

Esse veto levou a PM de São Paulo a conseguir autorização do Exército para abrir uma inédita licitação internacional para comprar 5.000 pistolas.40 –para emprego no policiamento do Batalhão de Choque (que inclui Rota).”

O atual isolamento do Brasil decorre essencialmente de uma política externa equivocada, que colide com as grandes tendências geopolíticas mundiais

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Via: PT no Senado

Com o golpe, o Brasil se tornou um pária das relações internacionais. Com efeito, ninguém quer muita conversa com um governo que surgiu da “assembleia-geral de bandidos” de Eduardo Cunha e que já foi definido como a “quadrilha mais perigosa” do país.

Em cenário inconcebível há pouco tempo, líderes mundiais vêm à América do Sul sem passar pelo Brasil, o maior país do subcontinente. Angela Merkel visitou a Argentina há poucas semanas e voou direto para o México, sem sequer fazer uma pequena escala em Brasília. Sergio Matarella, presidente italiano, também esteve recentemente em Buenos Aires e Montevidéu, mas evitou contatos com governo da “turma da sangria”. Em janeiro, François Hollande esteve no Chile e na Colômbia, mas recusou-se a fazer visita oficial aos golpistas. Mesmo o generoso Papa Francisco tem se recusado a vir ao Brasil, maior país católico do mundo, por receio a uma associação espiritual e moralmente condenável.

Até agora, o governo do golpe só conseguiu ser anfitrião de Macri, que se dispôs a vir ao Brasil para alinhar-se ao governo golpista com o intuito de expulsar a Venezuela do Mercosul. Nas pouquíssimas viagens internacionais, a situação não é melhor. Em sua estreia no cenário mundial, a imagem patética percorreu o mundo: Temer, anônimo, desconfortável, literalmente escanteado na foto oficial do G20, a qual revelou, de forma crua, incontestável, o isolamento de um governante sem um único voto, que causa constrangimento e embaraço por onde passa.

No cenário internacional, o “fora Temer” sempre foi uma realidade.

A viagem à Rússia não mudará esse fato. Moscou está preocupado com a guinada escancarada pró-EUA da política externa brasileira. Quer preservar uma relação estratégica com um Estado que faz parte do BRICS. Engole Temer para continuar próximo ao Brasil.

Enquanto em quase todo o mundo há questionamentos referentes à globalização assimétrica guiada pelo fracassado neoliberalismo, o governo do golpe investe numa arcaica e ingênua integração às “cadeias internacionais de valor”, que nos fará chutar a escada do desenvolvimento, convertendo-nos definitivamente num país pequeno e periférico.

Ninguém pode culpar a comunidade internacional por evitar contatos maiores com um governo ilegítimo e corrupto, fruto de um anacrônico golpe de Estado, que nos fez retroceder ao lamentável status de uma república bananeira. Mas a questão maior não é essa. O atual isolamento do Brasil decorre essencialmente de uma política externa equivocada, que colide com as grandes tendências geopolíticas mundiais.

Nos anos pré-golpe, a política externa “ativa e altiva” dos governos progressistas alterou profundamente a inserção internacional do país. As relações bilaterais foram diversificadas, ampliaram-se as parcerias estratégicas com países emergentes, investiu-se mais na integração regional e a cooperação Sul-Sul adquiriu centralidade. Abandonou-se a ideia ingênua de que a submissão aos desígnios da única superpotência e a inclusão acrítica no processo de globalização nos faria aceder a um Brave New World de independência e prosperidade. Enterrou-se a agenda regressiva da ALCA assimétrica, e o Brasil passou a criar espaços próprios de influência, articulando-se com outros emergentes em foros como o BRICS. Investimos no multilateralismo e na conformação de um mundo menos desigual.

Com essa política externa, acumulamos superávit comercial de US$ 308 bilhões (até 2014) e reservas líquidas de US$ 375 bilhões e eliminamos nossa dívida externa líquida. Tornamos-nos credores internacionais, inclusive do FMI, aumentamos nossa participação no comércio mundial de 0,88% (2001) para 1,46% (2011) e obtivemos protagonismo mundial inédito, com Lula se convertendo numa liderança internacional cortejada e respeitada, figura central em qualquer foro mundial. Celso Amorim chegou a ser classificado como o melhor chanceler do mundo, pela prestigiada revista Foreign Policy. Ao contrário do que diz o ridículo clichê conservador, foi justamente na época dessa política externa “isolacionista” que o Brasil teve mais influência no mundo.

Agora, contudo, o governo ilegítimo substituiu a política externa altiva e ativa por uma política externa omissa e submissa. Trata-se, na realidade, de mero aggiornamento da fracassada política externa dos tristes e descalços tempos de FHC, que, ao buscar a chamada “autonomia pela integração”, conseguiu apenas mais dependência, menos integração e protagonismo reduzido. Apostando tudo nas relações bilaterais com os EUA nos tornamos um país menor, de escasso prestígio mundial, além de economicamente dependente e débil. Não chegamos ao ponto da Argentina, que conseguiu a proeza de ter “relaciones carnales” com os EUA, mas chegamos perto. Nossa soberania foi bastante bolinada.

No cômputo geral, todo esse disciplinado investimento vira-lata em dependência, combinado com a âncora cambial, resultou em déficit comercial total de US$ 8,6 bilhões em 8 anos, reservas líquidas próprias de minguados US$ 16 bilhões, dívida externa líquida de 37% do PIB, uma participação no comércio mundial de mero 0,9 %, três idas ao FMI para pedir alívio financeiro e um baixo protagonismo internacional.

Entretanto, o retorno à mesma política externa fracassada ocorre num contexto inteiramente diverso. Na época de FHC, o mundo vivia o auge do paradigma neoliberal. O Consenso de Washington dominava corações e mentes. As autoridades europeias e norte-americanas estavam empenhadíssimas na abertura comercial e financeira em todo o mundo, que era socada goela abaixo dos países em desenvolvimento. Os EUA exerciam liderança praticamente inconteste na ordem mundial marcada pelo unilateralismo belicista. Ademais, a economia e o comércio internacional iam de vento em popa, com pequenos sobressaltos causados por crises regionais e locais autocontidas.

Porém, hoje o mundo vive a pior crise econômica desde a Grande Depressão de 1929. Crise profunda e sistêmica causada justamente pela desregulamentação neoliberal, que aprofundou desigualdades e fez colapsar as economias reais. O Consenso de Washington virou uma piada anacrônica e a liderança antes inconteste dos EUA atualmente convive com a ascensão meteórica do BRICS e fraturas entre seus aliados históricos.

Assim, a ordem mundial é hoje muito diferente da que prevaleceu na década de 1990, quando os ideólogos do “fim da História” proliferaram como fungos. Além disso, está claro que o novo governo norte-americano e alguns governos europeus não têm mais o menor interesse em promover livre comércio.

Dessa forma, a tragédia de ontem se repete hoje como farsa. Farsa guiada por inacreditável miopia estratégica.

Enquanto em quase todo o mundo há questionamentos referentes à globalização assimétrica guiada pelo fracassado neoliberalismo, o governo do golpe investe numa arcaica e ingênua integração às “cadeias internacionais de valor”, que nos fará chutar a escada do desenvolvimento, convertendo-nos definitivamente num país pequeno e periférico.

Em meio à venda do pré-sal, de terras e do patrimônio público a preço de banana, em meio a exercícios militares conjuntos com os EUA na Amazônia, em meio à ridícula adesão do país à OCDE, em meio à destruição do Mercosul e da integração regional, e, last but not least, em meio aos coices diplomáticos dos folclóricos chanceleres do PSDB, o governo do golpe cava o buraco onde será enterrada a soberania do Brasil.

Quem investe contra si mesmo vira pária. No máximo, vira-lata. Em qualquer cenário, é país a ser pouco visitado.

ACORDOU: SONINHA AFIRMA QUE DORIA SE PERDEU NA AUTOCONFIANÇA

ALEXANDRE MOREIRA

A vereadora Soninha Francine (PPS) afirma que hoje tem um pé atrás em relação ao prefeito João Doria (PSDB); em abril, ela foi demitida pelo tucano da Secretaria de Assistência Social; demissão foi mostrada em vídeo constrangedor divulgado pelo próprio prefeito; “Eu acho que ele se perdeu na autoconfiança. Tem uma medida de autoconfiança que é essencial, mas se você passa do ponto, aí você não escuta mais ninguém, você só escuta aquilo que confirma o que você já pensava”

Via: Brasil 247 A vereadora Soninha Francine (PPS) afirma que hoje tem um pé atrás em relação ao prefeito João Doria (PSDB). Em abril, ela foi demitida pelo tucano da Secretaria de Assistência Social. A demissão foi mostrada em vídeo constrangedor divulgado pelo próprio prefeito. Soninha disse ao blog Inconsciente Coletivo, do Estadão, que Doria foi tomado pela autoconfiança.

“Eu acho que ele se perdeu na autoconfiança. Tem uma medida de autoconfiança que é essencial, mas se você passa do ponto, aí você não escuta mais ninguém, você só escuta aquilo que confirma o que você já pensava. Eu vejo que ele conhece a cidade sim, mas não conhece as pessoas tanto assim. Acho que ele não percebe todas as nuances, até porque foi eleito em primeiro turno”.

Soninha também critica a ação ostensiva de Doria e da Polícia Militar na Cracolândia, numa verdadeira operação de guerra. “Só depois da ação policial ter terminado, e de ter comemorado o fim da Cracolândia, é que a Prefeitura começou a tomar as providências com os usuários. E muito destrambelhadamente, aquela coisa de no dia seguinte ir lá e querer derrubar imóvel pra mostrar a reconquista do espaço, aquilo foi muito desastrado. Eu jamais teria concordado com aquilo. Eu ia ter espanado ali”.

“A visão do prefeito, a leitura que o prefeito fez de como eu trabalhava, e de como eu deveria trabalhar. Então a frustração embaça a imagem dele pra mim, não é a mesma. Antes eu gostava muito do prefeito, eu gostava dele, passei a gostar dele de verdade, hoje o sentimento foi esfriado, sei lá, eu tinha uma admiração por ele, eu tive uma admiração por ele e hoje em dia eu tenho o pé atrás”.

Em meio à crise política, Brasil vira ‘paraíso’ para investidores na bolsa

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No contexto dos recentes escândalos de corrupção e contínua crise política, os preços dos títulos brasileiros começaram despencando, levando investidores estrangeiros a comprarem coletivamente as respectivas ações.

Via: Sputnik Brasil

Apenas no decorrer da semana passada, o fluxo dos fundos somou 760 milhões de dólares, o que constitui a meta máxima para os últimos cinco anos.

A queda brusca das ações das maiores empresas brasileiras gerou verdadeira agitação no mercado: por exemplo, as ações do maior banco estatal Banco do Brasil desvalorizaram em 25%, enquanto as da Petrobras diminuíram 19%. Em uma conversa com o serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista sênior da agência de análise financeira e econômica Finek, Mikhail Belyaev, comentou o assunto e explicou tal compostura dos agentes econômicos no quadro da situação.

Sabe-se que, tradicionalmente, os compradores começam adquirindo ações em massa quando estas despencam no preço para depois vendê-las quando a situação se estabilizar e ganhar desta diferença.Foi isso que está agora acontecendo na bolsa brasileira, tanto mais que “se trata de números aterrorizantes como 42%, 25% e 19% e, sendo que as pessoas jogam na bolsa mesmo com variações de apenas vários por cento, ou até menos de um por cento, os números existentes podem gerar o apetite de qualquer investidor”.

“Também há que tomar em consideração a história brasileira, sendo que ao longo de 12 anos, de 2000 a 2012, os brasileiros tinham ritmos de crescimento do PIB de 5%. Em 2012, ocuparam o 6º lugar no respectivo ranking, ultrapassando até nós [a Rússia]. O país possui indústria avançada: empresas petrolíferas, mineiras, grandes bancos, de aço, que integram listas de Top-100 e Top-50 das maiores empresas no mundo”, observou o economista.

Em seguida, Belyaev afirmou que se espera uma restauração dos ritmos de crescimento após a crise grave de hoje, o que incentiva os investidores a comprarem mais.

“Em 2016, por exemplo, o PIB caiu 3,6%, em 2015 a queda foi de 3,8%, mas já no ano corrente se prevê um crescimento mínimo”, explicou, adiantando que isto é considerado pelos compradores como estando para breve a hipótese de saída da crise. “Há uma regra comum dos brokers: se despenca, compra”, acrescentou.

O especialista observou que os “otimistas” contam com que o crescimento no ano corrente atinja vários pontos percentuais, enquanto no ano que vem ele pode somar em 4%, sendo que os “pessimistas” contam com 2%.

Porém, é preciso levar em consideração que o mercado de ações é um mercado secundário para as empresas.”Quando as empresas surgem, eles emitem ações, ou seja, elas entram no mercado pela primeira vez ao venderem. Neste caso, elas ganham dinheiro. Já depois, se trava o comércio dos pacotes comparados, o que têm a ver com os investidores, ou seja, aqueles que investem não nas empresas, mas nas ações. A empresa, neste caso, não ganha nada”, observou.

Neste caso, como se pode salvar a economia brasileira, e particularmente as empresas nacionais? Claro que, primeiramente, a situação na economia está intrinsecamente ligada às brigas políticas, enfatiza o economista.

“O problema é que no ano passado houve uma queda de investimentos bem grande, isto é, de 14%, e da indústria em 8%, ou seja, há uma crise real, com altos índices de desemprego e inflação. Entretanto, as empresas se recuperam quando há apoio e assistência por parte do Estado, por via de certas políticas. No Brasil, há de reconhecer, não é nada fácil iniciar seu negócio, pois apenas na esfera tributária há 16 tipos de impostos”, explicou.

“Entretanto, eu caracterizo a economia como uma ‘luta coletiva pela vida’. Ninguém quer morrer, nem um indivíduo concreto nem uma empresa concreta. Elas estarão buscando várias reservas, vários recursos, atraindo investimentos, para se salvarem disso. E claro que o Estado, que hoje em dia está mergulhado em uma batalha política [tem de ajudar]”, realçou Belyaev.