Com 32%, Lula é o mais preparado para acelerar o crescimento da economia, diz eleitor

Segundo pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados citaram o ex-presidente

Via: FOLHA

SÃO PAULO

O ex-presidente Lula é o pré-candidato ao Planalto mais preparado para acelerar o crescimento da economia do país, avalia o eleitor brasileiro. Segundo pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados citaram o petista como o melhor nome para desempenhar essa missão.

O resultado da pesquisa é bastante similar ao quadro geral de intenção de voto do eleitor, com o ex-presidente sendo seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 15%, e Marina Silva (Rede), 8%.

Lula encerrou seu segundo mandato na Presidência, em 2010, com alta aprovação popular e uma taxa de crescimento do PIB de 7,6%, o maior índice desde 1985. Mas o PT depois levaria o país, no governo de Dilma Rousseff, a uma de suas mais graves recessões.

De 2014 a 2016, a produção e a renda do país encolheram 8,2%. Neste ano, o mercado estima um crescimento em torno de 1,7%.

Para reverter esse quadro de estagnação, Lula é o favorito de eleitores de todas as faixas etárias e regiões do país. No Nordeste, onde tradicionalmente tem maior aprovação, o petista é visto como o  melhor remédio para a economia por 51% dos entrevistados, contra apenas 8% do segundo colocado, Bolsonaro.

A vantagem do ex-presidente, porém, diminui conforme aumentam a escolaridade e a renda dos eleitores.
No grupo que possui apenas o ensino fundamental, ele atinge 37%, contra 9% de Bolsonaro. Entre os entrevistados com nível de ensino superior, ambos estão empatados, com 20%.
Do mesmo modo, Lula chega a 40%, versus 11% de Bolsonaro, no grupo com renda mensal de até dois salários mínimos. Entre os mais ricos, com mais de dez salários, o petista cai para terceiro (14%), atrás de Bolsonaro (22%) e do tucano Geraldo Alckmin (17%).

Nesse grupo, o ex-presidente fica tecnicamente empatado com Henrique Meirelles (MDB), —citado por 12%—, ex-ministro da Fazenda (governo Temer) e ex-presidente do  Banco Central (gestão Lula).

Preso desde 7 de abril, Lula ainda lidera a lista de intenção de voto para o Planalto quando seu nome é incluído entre os pré-candidatos. É o preferido de 30% dos entrevistados. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista é inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Segundo o Datafolha, a maioria da população acredita que o ex-presidente não será candidato, mas o número registrou queda na última pesquisa. Passou de 62% em abril para 55% no início de junho.
Já os que avaliam que ele participará da disputa passaram de 34% para 40%.

A percepção de que o ex-presidente não concorrerá às eleições, no entanto, não significa que os entrevistados acreditem que ele não deveria ser candidato. Nesse caso, constata-se um empate. Para 48%, Lula deveria ser impedido de concorrer, enquanto 49% são contra vetá-lo.
Quaisquer que sejam os candidatos, o eleitor acredita que saúde (41%) e educação (20%) deveriam ser a prioridade do próximo presidente.

A saúde também aparece, ao lado da corrupção, no topo da lista dos principais problemas do país. Foram mencionadas por 18% dos brasileiros. Em seguida foram citados o desemprego (14%) e a violência (9%).

Reprovado por 82% dos entrevistados, o governo de Michel Temer (MDB) registrou queda em sua nota média. O número chegou agora a 1,9, com a maioria (53%) atribuindo nota 0 ao presidente.

Em abril, a média era levemente melhor: 2,7, sendo que 41% deram nota zero.

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“Quero ajudar o meu Pais” Datena afirma esta disposto a se candidatar a Presidente da república pelo DEM

O apresentador José Luiz Datena, da Band, ensaia ser o postulante a “outsider” da vez na disputa eleitoral de outubro. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Datena deixa no ar três possibilidades: concorrer na vaga de vice de João Doria (PSDB) ao governo de São Paulo, disputar o Senado ou mesmo se lançar à Presidência da República.

Recém-filiado ao DEM, Datena se encontrou na última quarta (13) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pré-candidato à Presidência, para tratar do assunto.

“Eu me proponho a ser candidato ao Senado. Agora, se pintar a possibilidade de ser candidato à Presidência da República, talvez eu tente ajudar o meu país. Quero ser candidato para ajudar o povo”, afirmou Datena. “É mais uma decisão do partido do que minha. Depende das articulações, dos resultados das pesquisas.”

De acordo com o jornal, a eventual candidatura de Datena é vista como uma opção da centro-direita para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT), diante da dificuldade de Geraldo Alckmin (PSDB) decolar nas pesquisas. O apresentador se lançou pré-candidato a prefeito de São Paulo, em 2016, mas acabou não levando a candidatura adiante.

Por ser uma figura conhecida dos eleitores, alguns analistas acreditam que Datena possa alcançar de largada 7% ou 8% das intenções de voto e passar Alckmin, que aparece com 5% a 6%, nas pesquisas. “Quem sabe um outsider não possa fazer alguma coisa?”, pergunta Datena. “Só aparece outsider porque quem está aí não está satisfazendo.”

Ideologia

Ideologicamente, Datena se considera “mais para o centro” e um defensor da liberdade e da democracia. “No Brasil, não há liberdade para nada”, disse.

O apresentador criticou o comunismo e seus timoneiros, como Lênin, Stálin e Mao Tsé-Tung que, segundo ele, “deixaram milhões de mortos” na União Soviética, na China e em outros países. “O problema do Brasil não é de direita, de esquerda ou de centro, mas do sistema político”, avalia o apresentador.

Senado Federal

Na pesquisa Ibope divulgada no dia 28 de maio para o Senado Federal em São Paulo, Eduardo Suplicy (PT) aparecia com 30% e José Luiz Datena (DEM) com 26%

Fonte: pragmatismopolitico

Dois membros da equipe de Bolsonaro já se envolveram em corrupção

Membros da equipe econômica de Bolsonaro são ultraliberais e dois deles já se envolveram em escândalos de corrupção

Todos eles defendem as reformas de Temer e as privatizações. Um deles, Sachsida, é um ativista político e mantém um canal no Youtube

O colunista do jornal O Globo Lauro Jardim divulga numa pequena nota qual será a equipe econômica que  o pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro deve anunciar nos próximos dias. Fórum pesquisou o histórico de todos os citados e traz em primeira mão um perfil dos economistas. Todos são ultraliberais. Um deles defende a Escola Sem Partido e dois foram acusados de corrupção. Saiba quem são eles.

Adolfo Sachsida
Pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Adolfo Sachsida é apontado como o conselheiro de economia de Jair Bolsonaro. Segundo o Ipea, ele é doutor em economia pela Universidade de Brasília e concluiu seu pós-doutorado na Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, além de ter sido consultor do Banco Mundial para a Angola.

Embora seja economista, Sachsida é um ativista político. Mantém um canal no Youtube, onde há vídeos em defesa do Escola sem Partido, com elogios às reformas do governo Temer e comemora a prisão do ex-presidente Lula. Em um dos vídeos mais vistos, ele diz que Hitler era de esquerda. Filiado ao DEM, o pesquisador concorreu a deputado distrital nas eleições de 2014.

Em julho do ano passado, Mendonça Filho, ministro da Educação, o nomeou como assessor especial da pasta, mas desistiu uma dia depois com a revelação de postagens de Sachsida nas redes sociais em defesa do movimento Escola sem Partido.

Em um de seus artigos, ele defende prender mais “bandidos” como política de segurança pública. Vale lembrar que o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo.

Rubem Novaes
Rubem de Freitas Novaes foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), presidente do Sebrae e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Tem PhD em Economia pela Universidade de Chicago, nos EUA. Neoliberal, é um defensor das reformas de Temer. Membro do Instituto Millenium, em 2015, já escreveu artigo defendendo a privatização da Petrobras.

É citado no caso Marka-FonteCindam, escândalo financeiro na crise cambial deflagrada em janeiro de 1999 (início do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso). O economista foi apontado como suposto intermediário de um esquema de vazamento de informações privilegiadas para o mercado. Negou tudo, mas, depois, em depoimentos, confirmou suas ligações com Cacciola.

A juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, decidiu declarar os crimes prescritos, em 2016, alegando que já tinham se passado mais de oito anos da última condenação, em 2005. O processo tinha cerca de cem volumes e teria causado um prejuízo ao governo federal de US$ 1,5 bilhão. Os principais acusados receberam, inicialmente, penas de 10 a 12 anos, mas só o banqueiro Salvatore Cacciola, ex-dono do Marka, ficou pouco mais de três anos preso porque havia fugido e, em decorrência disso, perdera direito aos benefícios legais. Os demais condenados jamais cumpriram um só dia da pena.

Marcos Cintra
Defensor do imposto único. Cintra é integrante do governo do presidente Michel Temer. Ele preside a Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) desde 2016 – vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, cujo ministro é Gilberto Kassab. Também é membro do Instituto Millenium, onde publica artigos em defesa da redução de impostos.

Foi secretário do Planejamento, Privatização e Parceria do Município de São Paulo em 1993, na gestão de Paulo Maluf. Em 1998, foi eleito deputado federal pelo PL de São Paulo. Em fevereiro de 2013, o economista filia-se ao PRB, e assume o comando do partido em São Paulo.

Em 2011, quando era secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, em São Paulo, foi um dos principais entusiastas da venda de um terreno avaliado em até R$ 200 milhões no Itaim Bibi, na capital paulista, onde funcionavam creches e outros serviços públicos. Para avaliar o terreno de 20 mil m², ele contratou a incorporadora JHSF – que tinha interesse na compra e que tinha a sua, Luiza Cintra, como funcionária.

Além disso, a empresa foi responsável pela construção de uma mansão para Cintra, no interior de São Paulo. A casa de cinema em Porto Feliz tinha nove suítes e 7000 metros quadrados de área útil. Em 2014, reportagem da Época dizia que a casa estava à venda.

Roberto Castello Branco
Doutor em Economia pela FGV EPGE e Post Doctoral Fellow in Economics, Departamento de Economia da Universidade de Chicago. Foi Professor da EPGE/FGV, Presidente Executivo do IBMEC, Diretor do Banco Central do Brasil, Diretor Executivo de instituições financeiras e Diretor e Economista Chefe da Vale S.A.. Participou do Conselho Diretor de várias entidades de classe ligadas ao mercado de capitais, mineração, comércio internacional e investimento direto estrangeiro, além de ter sido membro do Conselho Curador da Fundação Getúlio Vargas.

Defendeu o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff. Na época, disse que “a presidente era fraca”. Também defende as privatizações e as reforma do governo Temer.

Abraham Weintraub e Arthur Weintraub
No dia 13 de novembro do ano passado, Jair Bolsonaro lançou em sua página do Facebook uma nota defendendo um Banco Central independente assinada pelo professor da Unifesp e de seu irmão Arthur Weintraub. Abraham é ex-diretor da corretora do Banco Votorantim, de São Paulo, é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e mestre em Administração na área de Finanças pela Faculdade Getúlio Vargas. Arthur é professor de Direito Previdenciário e de Direito Atuarial da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Graduado em Direito pela USP, mestre e doutor em Direito Previdenciário pela USP.

Dias depois da nota, estudantes dos centros acadêmicos de Economia e Relações Internacionais e do diretório acadêmico XIV de março lançaram posicionamento público em desagravo ao apoio dos professores ao candidato à presidência do PSC.

Os dois professores responderam à nota dos estudantes em tom jocoso e desvirtuam o conteúdo do debate afirmando que os alunos de economia “puxam a média do campus para baixo” e que “esperam ansiosamente pela ditadura do proletariado”. Depois do ocorrido, estudantes afirmam que estão recebendo ameaças de seguidores do deputado.

Via: Revista Fórum

Gasolina aumenta de novo nas refinarias nessa sábado

Com a alta, o preço do combustível nas refinarias passará de R$ 1,9521 para R$ 1,9873 por litro a partir deste sábado (8).

A Petrobras elevou em 1,80% o preço da gasolina comercializada nas refinarias. O reajuste vale a partir deste sábado (8). Com a alta, o preço da gasolina A nas refinarias passará de R$ 1,9521 para R$ 1,9873 por litro. Na quinta (7), a Petrobras havia reduzido em 0,48% o preço da gasolina.

O preço do diesel segue congelado a R$ 2,0316 por litro desde 1º de junho, quando a estatal reduziu em R$ 0,07 o preço. O compromisso foi originado da greve de caminhoneiros, iniciada no dia 21 de maio. Uma das principais reivindicações da categoria era a redução no preço do diesel.

Política de preços dos combustíveis
A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente.

Em março deste ano, a empresa mudou sua forma de reajustes, e passou a divulgar preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias — e não mais os percentuais de reajuste.

Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 51,27% e, o do diesel, de 49,92%.

Caixa gastou R$ 17 milhões em evento com micareta, atores globais e Cafu

Ex-cantor da Banda Eva, Bruno de Lucca, Luiggi Barricell e Renata Fan participaram de festa

VIA: FOLHA

A Caixa gastou R$ 16,6 milhões para reunir, em maio, 6.000 funcionários no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Encerrado com um micareta do cantor Saulo (ex-banda Eva) e apresentado por artistas de novelas da Globo, o evento foi montado para divulgar as metas da instituição em 2018, algumas bastante austeras: corte de R$ 2,5 bilhões em custos e fechamento de cem agências.

Como noticiou a Folha, o banco levou para a capital federal seus gestores nos 26 estados e os vestiu com a “camiseta 9 da Seleção Caixa”, em alusão à Copa e ao lucro operacional líquido de R$ 9 bilhões, almejado para este ano. Para isso, pagou R$ 6,5 milhões por 5.716 passagens aéreas de ida e volta.

O ator Bruno de Lucca foi um dos mestres de cerimônia de evento da Caixa e recebeu R$ 60 mil – Eduardo Anizelli – 25.mar.2017/Folhapress

Como o evento começou de manhã e se estendeu pela noite de 16 de maio, uma quarta, foi necessário pagar R$ 2 milhões por 5.868 diárias de hotel.

Comida e bebidas servidas no estádio consumiram mais R$ 1 milhão. Outros R$ 6,5 milhões foram destinados à montagem da estrutura e à organização do evento, batizado de “Seleção Caixa: em campo pelo Brasil”.

Receberam convites diretores, superintendentes, gestores, gerentes-gerais e de filiais da Caixa, o que motivou um protesto de funcionários de menor escalão do lado de fora.

Do lado de dentro, os convidados assistiram a uma palestra motivacional do ex-jogador Cafu que custou R$ 78 mil. A Caixa afirmou à Folha que ele foi chamado para “instigar os participantes sobre o prazer de ser um vencedor”.

O evento teve como mestres de cerimônia os atores Bruno de Lucca e Luiggi Barricelli além da apresentadora Renata Fan, cujas participações custaram, respectivamente, R$ 65 mil, R$ 60 mil e R$ 50 mil.

A Folha obteve o detalhamento das despesas por meio da Lei de Acesso à Informação. Na época do evento, a Caixa não forneceu os dados.

O banco não informou quanto pagou pelo show de Saulo, que subiu ao palco por volta das 20h e mesclou sucessos do axé com versos clássicos da música brasileira, a exemplo de “Viver e não Ter a Vergonha de Ser Feliz”, de Gonzaguinha. Justificou que o cachê do cantor foi bancado pela Elo Cartões, da qual é acionista —a Elo não se pronunciou.

Os convidados eram quase 100% dos quadros da Caixa, mas houve exceções. Foram chamados o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, e outros dois dirigentes da instituição; o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), fora três ministros de Temer: Eduardo Guardia (Fazenda), Esteves Colnago (Planejamento) e Joaquim Lima (Secretaria-Geral da Presidência).

A Caixa afirmou que o evento foi uma “reunião de trabalho” para apresentar aos gestores “novos desafios e valorizar a participação estratégica de cada um na construção dos resultados.”

“O conselho diretor da Caixa demandou e foi informado sobre todos os passos envolvidos na organização do evento”, afirmou a Superintendência Nacional de Promoção de Eventos.

A Caixa acrescentou que eventos de mesma natureza foram realizados por alguns de seus concorrentes, entre eles o Itaú e o Santander.

“O Banco do Brasil reuniu 6.000 funcionários na Allianz Parque, em São Paulo, com o mote “Lidera “” Líderes da Nova Era”, e contou com a participação de palestrantes como o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o maestro João Carlos Martins e show de encerramento da banda Capital Inicial.”

APÓS ARRUINAR A ECONOMIA, TEMER ABRE CRISE CAMBIAL: DÓLAR PERTO DE R$ 4

Com a economia em ruínas, o governo Temer agora ameaça lançar o país numa crise cambial que pode reeditar o caos de Parente em escala ainda mais dramática; o dólar está disparando no país -acumula alta de 15,8% frente ao real neste ano; na manhã desta quinta (7), estava beirando o valor-símbolo de R$ 4, sendo negociado a R$ 3,91, apesar das intervenções do BC 

Via: 247 com agências Com a economia em ruínas, o governo Temer agora ameaça lançar o país numa crise cambial que pode reeditar o caos de Parente em escala ainda mais dramática. O dólar está disparando no país -acumula alta de 15,8% frente ao real neste ano. Na manhã desta quinta, estava beirando o valor-símbolo de R$ 4, sendo negociado a R$ 3,91, apesar das intervenções do BC .

Ontem, um dos maiores “gurus” econômicos globais, o egípcio Mohamed El-Erian escreveu em seu perfil no twitter que depois de Argentina e Turquia, o Brasil será o próximo a enfrentar um distúrbio no mercado de câmbio.  Ele destacou que a recente queda do real coloca o Banco Central em uma posição bastante complicada. “E há pouco espaço para erros, já que sua capacidade de resposta está sendo monitorada de perto por investidores nacionais e estrangeiros”, destacou.

Os indicadores desastrosos da economia não param de ser divulgados, um após outro. Ontem, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou que as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 3.286 unidades no país em maio. O número representa uma queda de 20,6% em relação a abril e 15,8% na comparação com maio de 2017. A Anfavea também anunciou que a produção de automóveis, veículos leves e caminhões e ônibus recuou 15,3% em maio, para 212,3 mil unidades, na comparação anual. Em relação ao mês de abril, a retração foi ainda maior, de 20,2% – uma perda nominal de 53,8 mil unidades.

Também ontem saíram os números referentes aos preços do leite. Os preços do leite no spot (negociação entre os laticínios) registraram forte alta após o fim da greve dos caminhoneiros. Conforme levantamento do MilkPoint, na segunda quinzena de maio, antes do início da paralisação, o litro no spot estava em R$ 1,53 por litro, na média nacional. Atualmente, está em R$ 1,66, ou seja, houve alta de 8,5%. Os preços no spot são negociados quinzenalmente pelas empresas.

Em parte, os números são resultantes do caos de Pedro Parente, que levou o país à quase paralisação depois da reação dos caminhoneiros à irresponsável política de preços dos combustíveis; mas inserem-se no contexto amplo da gestão ruinosa da economia, como o demonstra o risco de crise cambial.

‘Vaquinha’ na internet para Lula arrecada R$ 44 mil no primeiro dia

Plataforma virtual lançada pelo PT conquista 556 doadores em um dia

Via: O GLOBO

SÃO PAULO — Com o slogan “Lula: o Brasil feliz de novo”, o PT lançou na quarta-feira o ambiente digital para que simpatizantes do partido e eleitores doem dinheiro para a pré-candidatura à Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, preso depois de ser condenado, em segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a Lei da Ficha Limpa, ele está inelegível, mas ainda assim pode solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro da candidatura. Até as 21h de ontem, R$ 44.891 já haviam sido arrecadados, em um total de 556 doadores.

Caso uma pré-candidatura não seja confirmada em agosto, no prazo final de registro, a legislação eleitoral prevê que todo o dinheiro arrecadado deverá ser devolvido aos doadores.

No site da “vaquinha virtual”, quem quiser colaborar pode optar por valores que variam de R$ 10 a R$ 1.064. Quem pretende doar mais precisa voltar à página após o prazo de 24 horas. Ainda são cobradas taxas de 8% do valor doado para quem fizer a transação por meio de cartões de crédito e débito. Quem pagar via boleto terá que desembolsar R$ 5,89 e uma taxa de 4% sobre o valor doado. O financiamento coletivo foi aprovada na reforma política de 2017.

O processo, que lembra o de uma vaquinha, funcionará em duas etapas: até o dia 15 de agosto (prazo final para o registro das candidaturas), estarão disponíveis as campanhas de doações para pré-candidaturas. Somente após esse período, a arrecadação passará a ser feita para as candidaturas já oficializadas.

Outros pré-candidatos à Presidência já lançaram plataformas semelhantes. A mais bem-sucedida até agora é a de João Amoêdo (Novo), que já recebeu mais de R$ 200 mil. O presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) arrecadou pouco mais de R$ 1 mil, por meio da página do partido. A plataforma própria de colaboração ainda não está no ar.

Já Álvaro Dias (Podemos) conseguiu R$ 11 mil, de 84 doadores, A pré-candidata da Rede, Marina Silva, anunciou que vai lançar a plataforma de financiamento coletivo depois da Copa do Mundo. Ela terá o apoio do mesmo grupo que construiu o sistema de financiamento coletivo mais bem-sucedido nas últimas eleições, a da campanha de Marcelo Freixo à prefeitura do Rio. Além disso, o partido já recebe doações por meio de sua página oficial. O tucano Geraldo Alckmin ainda não lançou o sistema próprio e, por enquanto, foca a arrecadação virtual no âmbito partidário, já que também é presidente do PSDB. Ciro Gomes (PDT) vai lançar o sistema amanhã, enquanto Jair Bolsonaro (PSL) ainda não anunciou os planos para o setor.

 

NEOLIBERALISMO: Macri acerta com FMI um resgate de 50 bilhões de dólares para salvar Argentina

Governo de Mauricio Macri se compromete a alcançar o superávit fiscal em 2021

Via: EL PAÍS

O Fundo Monetário Internacional veio em socorro da Argentina. Em apenas quatro semanas, a direção da instituição, com o aval de sua titular, Christine Lagarde, aprovou um empréstimo de 50 bilhões de dólares (195 bilhões de reais), equivalentes a quase 10% do PIB argentino, para apoiar a economia do país. Em troca, o Governo de Mauricio Macri se comprometeu a transformar o déficit fiscal de 2018 em superávit em 2021. O dinheiro do FMI, considerado como uma linha de crédito preventiva ante eventuais turbulências, chega depois de um maio sombrio, no qual o peso argentino perdeu 22 pontos de seu valor e as taxas de juros subiram até 40%. O acordo é um grande êxito para Macri, que ratifica assim o apoio internacional a sua política de abertura econômica. Mas o coloca também ante a obrigação de aplicar um duro ajuste que coincidirá com um ano eleitoral e uma oposição peronista cada vez mais unida.

“O FMI pode nos ajudar, mas a solução para nossos problemas depende dos argentinos. Vamos crescer um pouco menos e vamos ter um pouco mais de inflação do que pensávamos no início do ano”, alertou em uma coletiva de imprensa o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, encarregado do anúncio ao lado do presidente do Banco Central, Federico Sturzenegger. A verdade é que o dinheiro do Fundo dará oxigênio a Macri, mas em troca de grandes esforços de poupança, com metas fiscais mais ambiciosas. A de 2019 passará de 2,2% do PIB para 1,3%, a meta de 1,3% de 2020 baixará para zero e em 2021 será alcançado o superávit, segundo o compromisso assumido pela Argentina com o FMI. O dinheiro estará disponível a partir de 20 de junho e haverá um desembolso imediato de 15 bilhões de dólares (59 bilhões de reais). “O restante estará disponível conforme as necessidades”, disse Dujovne.

Apesar da importância do anúncio, Macri decidiu se mostrar somente durante o fim de semana, quando se encontrará com Lagarde na Cúpula do G7, que será realizada no Canadá. A agenda não prevê uma reunião entre ambos, mas a intenção do Governo é que haja uma foto de aperto de mãos que sirva para selar o acordo. “Vai ser um grande acordo para os argentinos, para ajudar as pessoas. Vai gerar mais oportunidades de desenvolvimento, ajudará a fortalecer o desenvolvimento e a criação de empregos”, disse o presidente antes do anúncio de seus ministros. Depois ergueu uma taça de vinho espumante diante da imprensa credenciada na Casa Rosada que nesta quinta-feira festejou o Dia do Jornalista.

“Vai ser um grande acordo para os argentinos”, disse o presidente Macri.

O mundo ainda estende os braços a Macri, mas o presidente encontrará resistências na frente interna. A magnitude do montante é a face visível de um acordo que em troca obriga Macri a ajustar as contas do Estado até 1,4 ponto do PIB em 2019. Macri sempre se negou a um corte abrupto porque considerava que os índices de pobreza que herdou, superiores a 30%, não deixavam espaço para isso. Tratou-se, no fundo, de não alimentar o mal-estar social, o verdugo de todos os governos não peronistas da Argentina desde o retorno do país à democracia, em 1983. Aplicou então o que chamou de “gradualismo”, ou seja, uma redução contida do déficit, mas que financiou com endividamento externo. Com o corte do fluxo de dinheiro do exterior, Macri teve que recorrer ao FMI como credor de última instância e acelerar os cortes.

Para evitar protestos de rua, Dujovne esclareceu que o acordo prevê “cláusulas de salvaguardas sociais inéditas”, que permitirão à Argentina relaxar a meta de déficit para aplicar uma porção do gasto adicional em programas sociais”. De qualquer modo, quem sofrerá mais serão as províncias. Buenos Aires reduzirá as transferências de dinheiro para os governos regionais, uma jogada perigosa que porá em risco o apoio político dos governadores no Senado, onde estão representados. Também haverá cortes nos “gastos da política”, ou seja, nos salários dos funcionários públicos.

A pressão da CGT

O anúncio do acordo ocorreu poucas horas depois de outro de grande importância política. O Governo recebeu na Casa Rosada a cúpula da Conferência Geral do Trabalho (CGT), em uma tentativa de última hora de desativar uma iminente greve geral. Os líderes sindicais haviam ameaçado parar o país tão logo se tornasse oficial o acordo com o FMI, mas Macri conseguiu uma trégua.

O problema é que os reajustes salariais de 15% pactuados no início do ano ficaram defasados em meio a uma inflação que este ano superará os 25 pontos, segundo os cálculos mais otimistas. A CGT obteve da Casa Rosada a promessa de aumentos extras de até 5% entre julho e agosto, que serão levados em conta nos acordos que forem alcançados em setembro, quando se inicia de novo a temporada de negociações dos salários. Sobre uma possível greve, Macri conseguiu adiar qualquer decisão pelo menos até a semana que vem, quando haverá outra reunião com a CGT. “Concordamos em prosseguir com o diálogo. Consideramos que a Argentina continuará crescendo e haverá criação de emprego. Transmitimos isso à CGT”, disse Dujovne.

Se forem cumpridas as expectativas de estabilidade do Governo, o problema não será mais econômico, mas político. No ano que vem a Argentina realizará eleições presidenciais e Macri pretende se reeleger. Um ajuste fiscal não é o melhor cenário para uma campanha bem-sucedida. O resgate do FMI, além disso, aglutinou o peronismo oposicionista, dividido até agora em três correntes que pareciam irreconciliáveis. A primeira advertência para o Governo foi a votação pelo peronismo unificado de uma lei que anulou o aumento dos serviços públicos e obrigou Macri a vetá-la. A próxima batalha parlamentar será em setembro, quando se discutirá o orçamento de 2019. Nesse texto estarão os detalhes dos aportes que serão reduzidos e quais setores serão os mais prejudicados.

MAIS UM GOLPE: TEMER REDUZ AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO

Em mais um golpe contra os trabalhadores, aposentados e pensionistas, o governo de Michel Temer, rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, reduziu a previsão de aumento do salário mínimo para 2019; em nota técnica do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, Temer reduziu o reajuste previsto de R$ 1002, feita em abril, para R$ 998; valor atual do salário mínimo é de R$ 954 e serve de referência para cerca de 45 milhões de pessoas; com a nova previsão, o governo estima que vai deixar de gastar R$ 1,21 bilhão em 2019

VIA: 247 O governo de Michel Temer, rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, reduziu a previsão de aumento do salário mínimo para 2019. Em nota técnica do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, divulgada pela Comissão Mista de Orçamento, o governo reduziu a previsão de reajuste de R$ 1002, feita em abril para R$ 998.

O valor atual do salário mínimo é de R$ 954 e serve de referência para cerca de 45 milhões de pessoas. A revisão na estimativa para o salário mínimo em 2019 ocorre porque o governo revisou de 3,8% para 3,3% sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2018 – que é utilizado como referência para correção do salário mínimo no ano que vem.

Com a nova previsão, o governo estima que vai deixar de gastar R$ 1,21 bilhão em 2019. Isso porque, para cada R$ 1 de aumento, há o impacto de R$ 303,9 milhões em despesas, sendo R$ 243 milhões apenas nos gastos do INSS (previdência do setor privado).

CAOS DE PEDRO PARENTE PROVOCOU ‘MINI’ HERANÇA MALDITA: A MAIOR INFLAÇÃO EM 2 ANOS

O caos provocado pela fracassada política de preços do tucano Pedro Parente continua a deixar o seu rastro de destruição; o impacto na inflação será de 1%, a maior variação desde janeiro de 2016, informa a FGV (Fundação Getúlio Vargas)

Via: FOLHA

O caos provocado pela fracassada política de preços do tucano Pedro Parente continua a deixar o seu rastro de destruição. O impacto na inflação será de 1%, a maior variação desde janeiro de 2016, informa a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O caos de Pedro Parente levou a altas de alimentos, como a batata, que chegou a registrar em 28 de maio aumento de 150% em São Paulo, frente ao preço verificado dez dias antes, segundo cálculo da FGV. A lógica de mercado baseada na oferta e na procura fez disparar o preço de produtos que ficaram parados em caminhões pelas estradas. A cebola chegou a ter alta de 40,20%.

A estimativa é que a inflação de maio não deva ter grandes mudanças, já que a desorganização econômica provocada pelo ex-presidente da Petrobras começou a poucos dias do fim do mês. Os preços de junho, contudo, serão impactados principalmente pelas perdas de produtores de alimentos. Chamou atenção durante o caos imagens de produtores de leite jogando suas produções fora diante da incapacidade de escoar o produto perecível, bem como a morte de frangos em granjas que não conseguiram receber rações a tempo.

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