HUMBERTO: DECLARAÇÕES DE JOESLEY ENFRAQUECEM AINDA MAIS TEMER

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Via: Brasil 247

O líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT­-PE), afirmou que a acusação do dono da JBS, Joesley Batista, de que Michel Temer é o “chefe de uma organização criminosa” deve dificultar a sua permanência no cargo; “Essa acusação só faz enfraquecer ainda mais o governo que está sem nenhuma condição de permanecer no poder do ponto de vista político e ético”, afirmou; o congressista avaliou que a delação premiada da JBS foi “arrasadora” para o PMDB e o PSDB. Segundo ele, as denúncias contra Temer são “extremamente graves”

O líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT­-PE), afirmou que a acusação do dono da JBS, Joesley Batista, de que Michel Temer é o “chefe de uma organização criminosa” deve dificultar a sua permanência no cargo. “Essa acusação só faz enfraquecer ainda mais o governo que está sem nenhuma condição de permanecer no poder do ponto de vista político e ético”, afirmou Costa.

O congressista avaliou que a delação premiada da JBS foi “arrasadora” para o PMDB e o PSDB. Segundo ele, as denúncias contra Temer são “extremamente graves”. “O mais grave de tudo é que ele (Joesley) apresentou, desde o acordo de delação (premiada), um conjunto de provas. Isso tudo é muito assustador”, disse. O relato foi publicada Estadão.

O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, que controla a JBS, bateu duro em Michel Temer. “O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”, disse Joesley, em entrevista à revista Época.

A delação dos donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley, dificultou a continuidade de Temer no Palácio do Planalto. Os delatores afirmaram que o peemedebista indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).

Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”. O teor das delações foi publicado pelo colunista Lauro Jardim, do Globo.

Temer, através de sua assessoria, negou impedir o avanço da Lava Jato. Aécio, também por meio de sua assessoria, afirmou não existir qualquer ato dele, “como parlamentar ou presidente do PSDB, que possa ter colocado qualquer empecilho aos avanços da Operação Lava Jato”.

PSDB

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para supostamente pagar advogados, segundo Lauro Jardim. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB. Segundo a PF, que filmou a cena, o dinheiro foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PMDB-MG).

O tucano tratou a propina como venda de apartamento. “Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público. Registre-se ainda que a intenção do senador sempre foi, quando da venda do apartamento, ressarcir o empresário”, disse ele, em nota.

Outra declaração também cai como uma bomba para cima de Aécio. O empresário Joesley Batista, dono da JBS, disseca a personalidade do senador afastado Aécio Neves (PSDB), em depoimento de delação premiada ao Ministério Público Federal. Segundo Joesley, em 2016, ele chegou a pedir para um emissário de Aécio que ‘pelo amor de Deus ele parasse de pedir dinheiro’. “Em 2016, um dia na casa dele ele me pediu 5 milhões e eu não dei. Logo depois começou (sic) as investigações contra mim e eu chamei aquele amigo dele, Flávio, e pedi pro Flávio para pedir a ele para, pelo amor de Deus, parar de me pedir dinheiro”, disse.

Ação contra a Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram “em articulação” para impedir o avanço da Lava Jato. “Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos”, afirma Janot.

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