Relatoria especial para inquérito de Aécio deve aprofundar caso Furnas

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Foto: Senado
Via: Jornal GGN O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), concordou que a acusação contra Aécio Neves (PSDB-MG) que traz como protagonista o articulador do esquema de Furnas não guarda relação com a Petrobras e, por isso, pediu sorteio do novo relator. A presidente da Corte, Cármen Lúcia, aceitou o pedido e o novo ministro a comandar o processo será Ricardo Lewandowski.
O caso era um dos cinco inquéritos contra o senador tucano afastado no STF, como desdobramento da Lava Jato, que foram abertas investigações a partir das delações premiadas da empreiteira Odebrecht.
A investigação que será relatada por Lewandowski apura o pagamento de vantagens indevidas e propinas, a pedido de Aécio Neves (PSDB-MG), para a sua campanha, para a do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), do ex-deputado Pimenta da Veiga (PSDB-MG) e do então deputado Dimas Fabiano Toledo Júnior (PP-MG).
Nesse mesmo inquérito contra Aécio, os delatores da Odebrecht mencionaram que o então ex-diretor de engenharia de Furnas Centrais Elétricas, o pai do deputado, Dimas Fabiano Toledo, era o “operador do PSDB” para o pagamento de caixa dois.
O ex-executivo da empreiteira Henrique Serrado do Prado Valdares mencionou que Dimas era o emissário do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, ainda em 2008, para articular o esquema ilegal de repasses para alimentar as campanhas.
“Ele [Dimas Toledo] me procurou e trouxe um cronograma de R$ 30 milhões e aí sim, à medida que esse cronograma ia avançando, ele trazia com indicação de nomes, de empresas com sede no exterior. A grande maioria, que eu me lembre, eram pagamentos no exterior”, disse Valdares, em delação.
Esta e outras delações constam nos autos do inquérito 4423, aberto pelo ministro Edson Fachin, contra o filho do ex-diretor de Furnas, o deputado  Dimas Fabiano Toledo Júnior (PP), além dos tucanos Antonio Anastasia (MG) e Pimenta da Veiga (MG).
Afastamento definitivo
O senador não apenas agora terá uma condução do inquérito que aprofunda o caso de propinas envolvendo o escândalo de Furnas, como também foi efetivamente afastado do mandato no Senado.
Após mais de 20 dias, a determinação do ministro Edson Fachin de afastá-lo da atividade parlamentar não havia sido cumprida pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que só tomou a determinação nesta quarta-feira (14), após críticas dos ministros do STF.
O senador peemedebista informou na data de hoje que suspendeu o salário e a verba indenizatória de Aécio, além de ter recolhido o cargo oficial a que ele, na função de senador, tinha direito.
Em sessão nesta terça-feira (13), relacionada a um pedido de liberdade da condução coercitiva da irmã de Aécio, Andrea Neves, o ministro Marco Aurelio Mello disse que era preciso o cumprimento da decisão da Suprema Corte pelo Senado.
“Enquanto não alterada a decisão judicial, ela tem que ser cumprida. Mas, como parece que nessa quadra é comum deixar-se de cumprir decisão judicial, tempos estranhos, tempos estranhos”, disse o ministro.
As críticas foram levantadas após jornais informarem que o Senado não apenas ainda não havia obedecido à determinação, como o nome de Aécio Neves ainda figurava no quadro de senadores em exercício no painel da Casa e mantinha seu gabinete funcionando normalmente com a atividade de técnicos e auxiliares.
O caso, que guarda relação com as acusações relacionadas à JBS, só foi efetivado hoje. Eunício informou ao STF que o nome do parlamentar foi retirado do painel de votações do Senado, para “deixar claro” que o Senado não descumpriu a decisão.
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