No Bandeirantes, pastores saúdam Alckmin como candidato em 2018

Via: FOLHA

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Com 2018 no radar, o governador Geraldo Alckmin abriu o Palácio dos Bandeirantes para cerca de 70 pastores na noite de terça-feira (6).

Reunidos por mais de três horas na residência oficial do governador, os visitantes saudaram o anfitrião como melhor nome para a disputa presidencial do ano que vem.

Isso na frente dele. Nos bastidores, muitos desses líderes acreditam que tanto Alckmin quanto o prefeito João Doria, seu afilhado político e colega no PSDB, são bons quadros.

O encontro foi articulado por Geraldo Malta, militante de longa data do partido, e Luciano Luna, pastor da Poderoso Deus.

Os dois também prestam assessoria religiosa informal para o prefeito de São Paulo. Em seis meses de mandato, Doria acumula eventos com evangélicos, formalizados ou não em sua agenda oficial.

Não incluiu nela, por exemplo, passagem pelo aniversário do bispo Samuel Ferreira (Assembleia de Deus Madureira), que coincidiu com a Virada Cultural (foi ao primeiro, não ao segundo).

Lá, ouviu do aniversariante: “O Brasil está precisando de alguém para reunir o país”. As loas foram tomadas pelos presentes como endosso a ume candidatura em 2018, ideia que o prefeito nunca abraçou abertamente –diz que seu predileto é o padrinho Alckmin.

O grupo nos Bandeirantes representava conselhos de pastores e algumas das maiores igrejas evangélicas do Brasil, como a Renascer, a Batista e várias das Assembleias de Deus, inclusive o maior de seus ministérios, Belém (com sede em São Paulo).

Entre rodadas de água e café, Alckmin disse que a vida pública era um chamado de Deus e prometeu reforçar a parceria do Estado com entidades religiosas para combater a epidemia de crack, segundo relato de convidados.

Alguém brincou: em 2018, com ele no Palácio do Planalto, a parceria continuaria?

O pastor Cesar Augusto, da Igreja Apostólica Fonte da Vida, conta à Folhaque instigou o governador assim: se for uma convocação de Deus, político não tem escolha. E Deus o convocaria a concorrer ao Planalto.

“Ele só sorriu. Eu disse que precisamos de um gestor experiente, a situação está delicada.”

Augusto se refere à crise política que vem drenando o país nos últimos anos. O fato de Alckmin ser um dos governadores no alvo no Superior Tribunal de Justiça, por implicações na Lava Jato, “não é um impeditivo”, diz.

“Ser investigado não é sinônimo de condenação. O quadro hoje é: quem não está sendo?”

Nas coxias tucanas, muitos citam Doria. “A gente defende Alckmin, mas, tendo algum tipo de impedimento, [o prefeito] é um bom nome. Só há de concordar comigo que não podemos ter um aventureiro, um salvador da pátria”, afirma o pastor.

O importante, continua, é “amadurecer” para não repetir o erro do passado. “A população jogou tanta esperança num partido de esquerda e ficou desiludida”, diz o pastor, que esteve com Dilma Rousseff (PT) meses antes do impeachment que a desalojou da Presidência.

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