Não vem ao caso: Datafolha mostra 85% de apoio à cassação de Cunha

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SÃO PAULO. A cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem o apoio de 85% da população, de acordo com pesquisa do Datafolha feita entre os dias 14 e 15 deste mês. Cunha, que renunciou à presidência da Câmara no último dia 7, deve ser julgado no plenário da Casa no mês que vem, quando os deputados voltam do chamado “recesso branco”. De acordo com o instituto, apenas 6% são contrários à perda do mandato do peemedebista.

O apoio à cassação do parlamentar atingiu o índice mais alto desde que começou a ser pesquisado pelo Datafolha, em novembro passado. Na última ocasião, em abril, 77% disseram que o deputado deveria perder o mandato.

O instituto também ouviu a população sobre o desempenho dos senadores e deputados no Congresso. No levantamento, 43% dos entrevistados disseram que os congressistas estão atuando de maneira ruim ou péssima. Para 12%, o modo de atuar dos políticos é ótimo ou bom. Outros 40% consideram o desempenho regular.

Ao questionar eleitores sobre temas políticos, o Datafolha perguntou também sobre o apoio à democracia brasileira. Disseram que a democracia é a melhor forma de governo 62%. Para 14% dos entrevistados, “em certas circunstâncias, uma ditadura é melhor do que um regime democrático”. Outros 17% consideram que “tanto faz”.

LAVA JATO. O instituto também questionou os entrevistados sobre a operação Lava Jato, que tem Eduardo Cunha entre um dos seus principais alvos.

Entre os eleitores ouvidos, 62% disseram que o juiz Sergio Moro, responsável pelas ações na primeira instância, está tendo um desempenho ótimo ou bom. Para 16%, Moro está atuando de maneira regular e 13% entendem que ele age de forma ruim ou péssima.

Abandono. Entre seus aliados políticos, Cunha também tem sentido a perda de apoio. A pessoas próximas o peemedebista teria reclamado que o presidente interino Michel Temer o abandonou. Nas conversas nos últimos três dias, ele teria afirmado, segundo apurou a “Folha de S. Paulo”, que se sentiu “traído” e “abandonado” por Temer. O sinal mais claro de que presidente em exercício não estaria tão disposto a atuar em prol de Cunha foi a falta de respaldo à candidatura de Rogério Rosso (PSD-DF) na disputa pelo comando da Câmara.

Pessoas ligadas a Cunha relataram que o deputado ficou incomodado com o empenho do governo, mesmo que discreto, para eleger Rodrigo Maia (DEM-RJ) no segundo turno da eleição.

Em junho, Cunha saiu de uma reunião com Temer com a expectativa de que, caso renunciasse, o Palácio do Planalto o ajudaria a eleger Rosso, um de seus aliados. Com ele, esperava percorrer um caminho mais favorável na análise do processo de cassação de seu mandato, que precisa ser votado em plenário.

Confiança

Público. O levantamento Datafolha ouviu 2.792 entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

ROTINA

Ré na Lava Jato, Cláudia Cruz não abre mão de luxos

Rio de Janeiro. O burburinho sobre a possibilidade da renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara já corria nos corredores do Congresso feito rastilho de pólvora quando, no dia 24 de junho, a jornalista Cláudia Cruz postou no Facebook seu horóscopo do dia, cujo início era: “Cuida do teu parceiro. O amor é isso”. Naquela semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitara a segunda denúncia contra ele na Lava Jato. Poucos dias antes, a própria jornalista havia virado ré.

Mesmo depois que passou a responder ao processo por lavagem de dinheiro e evasão de divisas em Curitiba, Cláudia tenta manter a rotina, fazendo coisas triviais, como postar o horóscopo no Facebook, onde mantém seu perfil fechado ao público, e comentar nas fotos postadas pela família nas redes sociais.
O mesmo horóscopo que falava sobre o cuidado com o parceiro sugeria: “Deves considerar mudar-te para um ambiente mais vivo e ativo”. Atualmente vivendo mais em Brasília do que no Rio, a mulher do peemedebista mudou o endereço de onde faz os exercícios físicos diários. Quando está no Rio, Cláudia gosta de pedalar na orla.

Em Brasília, a mulher do ex-presidente da Câmara já foi vista no Shopping Iguatemi, o mais luxuoso da capital federal. O gosto de Cláudia pelas grifes já era conhecido por seu círculo de amizades e as aparições da jornalista, vez ou outra, ficavam por conta das colunas sociais.

Um hábito da jornalista – seja no exterior, em Brasília ou no Rio — é ir a bons restaurantes. E isso não mudou com a Lava Jato. Dois dias antes de Cunha renunciar à presidência da Câmara, ela estava no Mr. Lam, na lagoa Rodrigo de Freitas, região nobre do Rio, com amigos, inclusive tirando selfies. Nas refeições, Cláudia sempre busca comida sem glúten, por conta de uma alergia.

Fotografias viram alvo de críticas

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Rio de Janeiro. É justamente esse gosto de Cláudia pelas grifes que vem gerando comentários negativos de internautas em um perfil antigo no Instagram da filha mais nova do casal.

As críticas estão, principalmente, nas fotos em que aparecem Cunha e a mulher. Em uma delas, a jovem aparece ao lado de Cláudia, que usava uma bolsa azul. Entre os comentários, estavam “bonita a Channel comprada com dinheiro público” e “que bolsa linda! Dinheiro da população é mole”.

Por: O TEMPO

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