Passaportes diplomáticos suspeitos complicam a vida de Serra no Itamaraty

A concessão de passaportes diplomáticos a um pastor investigado como cúmplice de Cunha complica a vida de José Serra no Ministério das Relações Exteriores

Por Redação – de Brasília

Via: Correio do Brasil

Chanceler do governo de facto, imposto no golpe de Estado em curso no país, o senador José Serra (PSDB/SP) candidata-se a mais um processo, no Supremo Tribunal Federal (STF), por ignorar três pareceres de áreas técnicas do Itamaraty e renovar, apesar das indicações negativas, a concessão de passaporte diplomático ao pastor Samuel Cássio Ferreira e da mulher dele, Keila Campos Ferreira. O chefe do casal é investigado por crime de lavagem de dinheiro, receptação de propina e possível formação de quadrilha em processo sob a guarda do juiz Sergio Moro, titular da Vara Federal do Paraná.

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Ferreira e Mulher, investigados na Operação Lava Jato, recebeu passaporte diplomático assinado por José Serra

Na ação encaminhada do STF para Curitiba, Samuel Ferreira é apontado como uma espécie de ‘mula’ (jargão usado no submundo do crime para classificar aquele que serve de meio para determinados fins criminosos, como transporte de dinheiro e/ou drogas ilícitas) do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), na lavagem de R$ 250 mil. Os recursos, segundo Cunha, eram destinados à Assembleia de Deus, sob a direção do pastor investigado. A Polícia Federal aponta uma série de crimes nestas operações.

Serra comprometido

Serra ocupa, interinamente, o Ministério das Relações Exteriores

A reportagem do Correio do Brasil apurou que parlamentares da oposição realizaram, na manhã desta terça-feira, em Brasília, uma reunião com advogados para estruturar um possível processo de responsabilidade contra Serra que, uma vez aceito no STF, passará a responder por mais um ato nocivo à administração pública. Os passaportes diplomáticos dos Ferreira foram concedidos, por três anos, após uma portaria assinada pelo chanceler em 17 de maio, somente cinco dias após o presidente de facto publicar a sua nomeação e um dia antes de sua posse.

— Não há explicação clara (para a concessão dos documentos) — disse a jornalistas o chefe da Divisão de Documentos de Viagem, Luiz Otávio Ortigão, logo após publicado o documento na imprensa oficial. Segundo o técnico do Itamaraty, Samuel é dirigente de uma igreja da Assembleia no Brás, bairro popular da capital paulista, e “não responde pela instituição, no Brasil”.

A justificativa de Serra, segundo seu secretário no Ministério das Relações Exteriores, é a de que o ministro provisório considerou o princípio de isonomia para conceder passaportes diplomáticos a religiosos, “uma vez que cardeais da Igreja Católica os recebem”.

 

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